"Eclipse": o melhor álbum do Journey em décadas
Por Diogo Bizotto
Fonte: Consultoria do Rock
Postado em 12 de junho de 2011
Não gosto de avaliar um álbum logo após seu lançamento. Acredito que sejam necessárias diversas audições para absorver melhor a sonoridade, compreender a intenção dos artistas e, se possível, prestar atenção nas letras. Quando se trata de uma banda com a qual tenho uma ligação bastante íntima, como é o caso do JOURNEY, é ainda mais imprescindível que as músicas tenham tempo de amadurecer, a fim de que a euforia causada pela novidade não contamine as impressões. É por isso que, somente após algumas semanas de audição, estou expressando minha opinião acerca do mais recente lançamento do grupo, o ótimo "Eclipse".
Sim, ótimo. Se o leitor conhece o JOURNEY e quiser parar por aqui, já terá minha impressão a respeito do disco. Mas recomendo que, caso não conheça o quinteto ou não aprecie sua música, e mesmo se for um fã, continue a leitura.
Em 2007, após um breve período em que a banda contou com Jeff Scott Soto nos vocais, substituindo Steve Augeri, que havia gravado "Arrival" (2001) e "Generations" (2005), a banda passou a contar com o vocalista filipino Arnel Pineda, que havia se notabilizado em seu país de origem por executar, junto à banda THE ZOO, extenso material cover de clássicos da música pop e do rock, incluindo diversas canções do JOURNEY, fato que atraiu a atenção do guitarrista Neal Schon, que assistiu suas performances através do site YouTube.
A reputação como um cantor de covers, somada ao fato de que muitos enxergaram Arnel como uma mera cópia do clássico vocalista do JOURNEY, o inigualável Steve Perry, bastaram para que muitos fãs ficassem com o pé atrás em relação ao novato. Contudo, o primeiro álbum contando com sua voz, "Revelation" (2008), mostrou-se o mais bem sucedido desde a despedida de Perry 12 anos antes, com "Trial By Fire" (1996), auxiliado por uma boa estratégia de vendas, alcançando a quinta posição na Billboard e destacando o single para "After All These Years". Outro provável fator para a boa recepção de "Revelation" é o fato do grupo ter jogado em um terreno extremamente seguro. Não houve nenhum novo limite sendo explorado, e a ousadia praticamente inexistiu. Certamente existem boas composições no disco, caso de "Change For the Better", "Never Walk Away" e "What I Needed", e Arnel conseguiu reverter a opinião de muitos fanáticos que o rejeitavam. Mas faltava algo para firmar de vez o novo JOURNEY não apenas como dono de um sucesso renovado, mas como relevante musicalmente.
Continue lendo no blog Consultoria do Rock (link abaixo).
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os 15 discos favoritos de Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden
As cinco bandas de rock favoritas de Jimi Hendrix; "Esse é o melhor grupo do mundo"
Dave Mustaine comenta a saída de Kiko Loureiro do Megadeth: "Era um cara legal"
A reação de Leo Jaime após Renato Russo subir no palco loucaço: "Foi constrangedor"
A lenda do metal que é arrogante, mala e antiprofissional, segundo Regis Tadeu
Mick Mars perde processo contra o Mötley Crüe e terá que ressarcir a banda em US$ 750 mil
Dave Mustaine revela que última conversa com James Hetfield terminou mal
Prefeito de SP quer trazer U2, Rolling Stones ou Foo Fighters para show gratuito
All Metal Stars BR lança vídeo apresentando versão de "Carry On"
A canção que tem dois dos maiores solos de guitarra de todos os tempos, conforme Tom Morello
A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
A canção lançada três vezes nos anos oitenta, e que emplacou nas paradas em todas elas
Saxon finaliza novo álbum e Biff Byford fala sobre luta contra o câncer
"Nunca contratei um amigo para o Megadeth", diz Dave Mustaine
A música do Megadeth que James Hetfield curte, segundo Dave Mustaine


A banda que vendeu mais de 100 milhões de discos, mas foi "humilhada" pelo Van Halen
Journey anuncia "Final Frontier", sua turnê de despedida
Para entender: o que é AOR?


