Dave Mustaine: "É nosso melhor material desde o Countdown"

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Daniel Molina, Fonte: Rust In Page, Tradução
Enviar correções  |  Comentários  | 

Matéria de 08/06/11. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

O site Pure Grain Audio entrevistou o líder do Megadeth, Dave Mustaine. Confiram abaixo alguns trechos da entrevista.

3490 acessosMegadeth: cinco vezes onde a banda foi melhor que o Metallica5000 acessosMegadeth: as 10 maiores tretas de Dave Mustaine

Pure Grain Audio: O que você pode nos contar sobre a sonoridade do novo álbum? Como você o descreveria comparado ao álbum "Endgame"?

Dave: Diferente, cem por cento diferente, não se parece com nada que já fizemos antes porque o som das guitarras está diferente, soa super moderno. Se tivesse que comparar com alguma banda diria que soa como o velho e clássico BLACK» SABBATH e com um toquezinho de modernidade do QUEENS OF THE STONE AGE. Mas com as reviravoltas clássicas na música que deixaram o Megadeth famoso, você nunca sabe o que vai acontecer em seguida. Acho legal não ter músicas que sejam apenas verso, refrão, verso, refrão, solo, refrão, final, apesar de isso ser uma receita de sucesso. Para mim, como eu estava dizendo ao Johnny K, nosso coprodutor, eu disse para ele no começo que o Megadeth não é uma banda de apenas um compasso, nós ousamos de vez em quando. Às vezes estamos fazendo algo realmente bacana e de repente mudamos o rumo para revisitar algo ou porque tem um riff ou um lick muito bom que queremos tocar. Às vezes mudamos completamente. Um exemplo é a música "Wake Up Dead". No final da "Wake Up Dead", a música para e o andamento cai e fazemos algo diferente. Ou em músicas como "In My Darkest Hour" onde lá pro final o andamento se acelera bastante. Então acho que tem várias coisas diferentes nesse álbum. Quando começamos a fazê-lo eu tinha 11 músicas que precisava fazer por contrato, e uma décima segunda para o Japão, e era só isso. Então Johnny disse, "Legal, mas a gravadora queria que você gravasse 15 músicas." E eu disse, "Isso é ótimo, mas no meu contrato diz apenas 12, e só vamos fazer isso." Então terminamos as 12 músicas e quando começamos a fazer os arranjos eu comecei a escrever mais uma música e estamos chamando ela de música "Número 13" agora. Veio do nada, é provavelmente a música mais melódica e mais preparada para fazer sucesso, no álbum todo. Isso baseado no que faz uma música ser um sucesso e coisas do tipo, tem algumas palhetadas, umas partes acústicas e algumas coisas melódicas. Há um certo peso nela, também, acho que a questão aqui, para encurtar a história, é que fui além do meu contrato, como já fiz antes na minha carreira. Sempre tentei entregar algo a mais. Acho que temos nosso melhor material, desde o álbum "Countdown To Extinction".

Pure Grain Audio: Todas as músicas são criações recentes ou tinha algumas antigas no ar?

Dave: Basicamente, quando começamos esse álbum já estávamos fazendo uma música para um vídeo game Guitar Hero, e quando terminamos essa música ela foi indicada ao Grammy, e foi uma faixa de sucesso para a gente. A Roadrunner disse que poderiamos inclui-la no próximo álbum e achamos isso ótimo... Há várias músicas que comecei a fazer em certos pontos da minha carreira que nuncam sairam do papel. Mas não é algo como foi a "A Tout Le Monde", todo o processo com a "A Tout Le Monde" para mim foi que eu queria uma música que fosse um B-side para o Japão, e fizemos para o United Abominations, e esse é um dos principais motivos do meu rompimento com a Roadrunner. O presidente pegou essa música, que eu queria que fosse um B-side, e transformou no primeiro single do lançamento doméstico do ábum, o que achei que foi uma péssima decisão e pagamos por isso. Mas sobre esse álbum, não há nada disso. Temos músicas bem antigas que nunca gravamos, apesar de termos demos delas, mas nunca viram a luz do dia. Mas sabe, há muita coisa nova, como falei há alguns dias atrás em outra entrevista.

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

MegadethMegadeth
Cinco vezes onde a banda foi melhor que o Metallica

3111 acessosHeavy Metal: os 10 melhores riffs dos anos noventa527 acessosMarty Friedman: ouça "Miracle", single do novo álbum solo3538 acessosMetallica: e se James Hetfield cantasse no Megadeth?0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Megadeth"

Kiko LoureiroKiko Loureiro
Em vídeo, debulhando no solo de "Tornado of Souls"

SlayerSlayer
Kerry King lista suas músicas favoritas do Megadeth

MegadethMegadeth
Porque tantos foram demitidos? Mustaine tenta explicar

0 acessosTodas as matérias da seção Notícias0 acessosTodas as matérias sobre "Megadeth"

MegadethMegadeth
As 10 maiores tretas da história de Dave Mustaine

IntrigasIntrigas
Bandas em família que terminaram mal

SlayerSlayer
Kerry King comenta Grammy, Venom, Dimebag, e mais...

5000 acessosCornos do Rock: a dor e o peso do chifre em três belas canções5000 acessosRodolfo: 100% arrependido das letras dos Raimundos5000 acessosMamonas Assassinas: músicos já sabiam que iam morrer?3921 acessosAce Frehley: músico escolhe seus 5 discos essenciais de guitarra5000 acessosGuns N' Roses: caviar, vodka e Elton John em "November Rain"5000 acessosMarduk: festival cancela show por "falta de profissionalismo"

Sobre Daniel Molina

Nascido em 79, professor de inglês e tradutor. Conheci o metal e suas várias vertentes através de um amigo do meu irmão no final dos 80, onde em 89 acabei me deparando com Megadeth dentre os vinis que estava ouvindo e foi amor à primeira ouvida, uma paixão que dura 20 anos. Apaixonado por thrash metal, especialmente Bay Area e East Coast mas também aficcionado por NWOBHM, Hard e Death. Com o passar do tempo percebi que o rótulo é o que menos importa e sim o tipo de música que nos agrada, mas apesar de tudo, thrash sempre acima de tudo. Já trabalhei com vários sites, cobrindo shows e fazendo entrevistas mas sempre tocando a Rust In Page por amor ao Megadeth, e hoje além de dedicação total ao meu trabalho salvo bastante do meu tempo para manter a página rolando firme e forte e mantendo os Droogies brazucas informados.

Mais informações sobre Daniel Molina

Mais matérias de Daniel Molina no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online