Europe: toco de Lemmy, pito de Freddie, mijada com Axl Rose
Por Nacho Belgrande
Fonte: Site do LoKaos Rock Show
Postado em 25 de julho de 2011
Ele tomou toco de LEMMY, um pito de FREDDIE MERCURY e bateu um papo no banheiro com AXL. KURT COBAIN escreveu o nome dele numa parede, o DEF LEPPARD fez uma baita farra com ele. DAVID HASSELHOF o convidou para as filmagens de Baywatch, RON JEREMY o convidou para a filmagem de um pornô... ele é o frontman do Europe, Joey Tempest, e essas são algumas de suas histórias.
Por Dave Ling, traduzido por Nacho Belgrande.
Como vocalista da banda sueca EUROPE, Joey Tempest (nome de batismo: Rolf Magnus Joakim Larsson, nascido a 19 de Agosto de 1963) foi do anonimato completo até a fama internacional da noite pro dia no inverno de 1986 por causa do agora clássico hit da banda The Final Countdown, que galopou paradas acima ao redor do mundo. O Europe, como banda existia desde o fim dos anos 70, mas não foi até... Countdown, e seu agora terrivelmente familiar gancho sintetizado, que eles conseguiram qualquer reconhecimento fora da Suécia. É uma história de sucesso que eles não conseguiram reproduzir – apesar do disco Last Look at Eden, marcar uma volta à velha forma.
PHYL LYNOTT
O Thin Lizzy fez um show secreto em Estocolmo em 1983. Eu tinha 20 anos de idade e o primeiro disco do Europe tinha acabado de ser lançado. Tony Reno (baterista original do Europe) e eu ficamos até depois. Eu estava fascinado por ver Phil sozinho no canto da pista de dança, parecendo muito triste e cabisbaixo. Um amigo meu, o fotógrafo Denis O’Regan que trabalhava muito com o Lizzy, depois explicou que era um dos truques de Phil para despertar o interesse das garotas. E funcionava, porque algumas mulheres chegaram nele. Muito nervoso, já que ele é um de meus heróis, eu fui e falei com ele sobre por que o Thin Lizzy nunca tinha tido um vocalista propriamente dito. Felizmente, Phil foi incrivelmente doce e amigável. Significou muito pra mim, é assim que eu sempre tento tratar os meus fãs.
LEMMY
Alguns de nós da banda o encontramos em sua segunda casa, o Rainbow (Bar & Grill na Sunset Strip em Los Angeles). Ele estava jogando fliperama, como sempre. Alguém disse: "Oi, somos da banda de rock Europe." Lemmy nem olhou. Ele apenas respondeu: "O Europe não é uma banda de rock." Que resposta legal. Ficamos absolutamente perplexos. Mas rimos disso e levamos na boa. Algumas semanas depois nos vingamos quando a revista Kerrang! resenhou um de nossos shows e disse que nós éramos ‘Mais altos que o Motörhead!'
FREDDIE MERCURY
Eu temo que tenhamos irritado Freddie. Estávamos no Townhouse Studios (em Londres), passando a bateria de Ian Haugland com o produtor Ron Nevison para o disco Out of This World (1988). Do nada aparece essa cara, meio vermelha e disse: "Vocês só podem estar brincando". Freddie estava na sala ao lado da nossa, tentando gravar um lance de ópera, e não tínhamos fechado a porta direito. Ele disse: "Sua bateria está indo direto pra nossa mesa. Daria pra vocês maneirarem?" Muito cavalheiro, muito eloqüente, mas muito contrariado.
O Europe foi convidado especial do Def Leppard na turnê estadunidense de Hysteria. Era verão, Pour Some Sugar On Me estava no topo da parada, todos os lugares estavam lotados, e tivemos algumas das festas mais insanas da história do rock.
No pico de Oklahoma, apenas para poder entrar, você tinha que tirar a parte de cima da roupa – homens e mulheres. Também havia um porco gigante andando pelo local. Várias pessoas de várias profissões foram à festa... é melhor eu ter cuidado com o que digo.
Joe Elliott disse uma vez que o Europe é a banda mais louca pra farra que ele já conheceu. Enquanto a maioria dos músicos de Los Angeles começa a ficar estranho depois de três (cervejas) Coors Lites, para nós mandarmos 15 canecas em uma noite de sábado não é problema. Talvez seja um lance escandinavo.
AXL ROSE
Eu o conheci na transição dos anos 80 pros 90. Pra mim, o Guns N’ Roses era uma banda muito importante porque tinha um pé naquelas duas eras da música.
Tocamos duas noites no Budokan (em Tóquio) e por volta da mesma época, eles tocaram duas noites lá também. Fomos ao show deles e eles foram ao nosso. Nós ainda tínhamos aquela produção oitentista, um show muito grande, enquanto eles tinham apenas algumas luzes. Eles nem tinham um set list, eles só iam até o praticável de Steven Adler e resolviam o que seria tocado em seguida. Mas eles eram ótimos. Todo mundo acabou indo pro famoso bar Lexington Queen. Foi uma noite bizarra. A cerveja acabou de cara. Por volta das quatro ou cinco da manhã, a coisa saiu fora de controle. Eu encontrei Axl no banheiro e nós conversamos sobre o triângulo das Bermudas, dentre todas as coisas. Mas durante a maioria da noite ele sentou-se num canto sozinho vestindo um casaco de pele.
DAVID HASSELHOFF
Trabalhávamos muito na França e na Alemanha e trombávamos David em todo canto. Ele nos convidou para a praia de Malibu onde Baywatch era filmada. Ele era um cara muito relaxado e agradável. Eu não o vejo faz tempo.
BRIAN CONNOLLY
Eu sou um grande fã de Desolation Boulevard do The Sweet e Sweet Fanny Adams [ambos de 1974], e eu encontrei [o vocalista da banda] Brian na época de The Final Countdown. Ele realmente gostava da música do Europe. Foi engraçado receber conselhos dele: "Joey, quando você subir no palco, segure o pedestal do microfone acima da cabeça e fique assim por bastante tempo."
Brian tinha alguns problemas na época. Ele tinha uma mulher adorável com ele, talvez fosse esposa dele, que tentava impedi-lo de fumar e beber. Ela conseguiu na primeira noite, mas na segunda vez que nos encontramos já tinha tudo ido pra merda. Ela ficava na rabeira dele, sem ter muito sucesso.
BJÖRN ULVAEUS E BENNY ANDERSSON
Quando o assunto é compositor de sucesso, não tem pra ninguém além de Björn Ulvaeus e Beny Andersson do Abba. Então quando pessoas desse naipe te dão um conselho, é melhor que você o leve a sério, não? Ha ha ha. não o Europe.
Nós os conhecemos bem no começo, lá pela turnê de The Final Countdown. Eles fizeram questão de nos aconselhar a passar tanto tempo quanto fosse possível nas gravações – aqueles discos deles eram obras-primas – e não se importar tanto com sair em turnê. E claro, sendo o Europe, nós anotamos esse conselho e fizemos exatamente o contrário. Passamos a maior parte dos três anos seguintes na estrada.
Fonte: revista Classic Rock inglesa, abril de 2011, páginas 38-40.
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