Blaze Bayley: "Não tinha comida. Tive que esmolar."

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por João Renato Alves, Fonte: Blog Van do Halen
Enviar correções  |  Comentários  | 


Blaze Bayley conversou com o site sueco Critical Mass. O cantor deu um fiel testemunho dos últimos e atribulados tempos. Confira.
646 acessosHeavy Metal: os 10 melhores riffs dos anos noventa5000 acessosEm 10/08/1993: Euronymous é assassinado por Varg Vikernes

Por que o Wolfsbane não se reuniu logo após sua saída do Iron Maiden?

Aprendi muito no Maiden, trabalhando com Steve Harris e Dave Murray, em particular. Aprendi sobre composição e ganhei muita confiança e habilidade. “Man On The Edge” foi um hit, entrou no Top 10. Trabalhei em “Futureal” com Steve, participei de “The Clansman” e “Lord of the Flies”. Dizia para mim mesmo: “Eu realmente consigo fazer isso! Tenho minhas próprias idéias e posso expressá-las, vou formar minha própria banda”. Também contou o fato de eu querer continuar trabalhando com dois guitarristas. Então segui esse caminho, que era apropriado. Um tempo depois, ia fazer uns shows e chamei os caras. Alguns amigos antigos ouviram falar e nos apoiaram. Depois pensamos em fazer um álbum. Nossa mentalidade é mais próxima de uma banda escolar, enquanto a carreira solo é meu emprego.

Quando você anunciou a dissolução da banda Blaze Bayley, declarou que era muito difícil manter o grupo devido a fatores mentais, financeiros e emocionais. Por quanto tempo foi assim?

Mais ou menos um ano. Quando começamos o último álbum, meu pai estava morrendo de câncer. Tive que tirar uma folga das gravações. Sequer tínhamos dinheiro para finalizar o disco. Ficávamos olhando um para o outro e pensando: “Mesmo que terminemos de escrever, não teremos grana para gravar a bateria. E mesmo que consigamos gravar a bateria, não teremos o suficiente para todo o resto”. Queríamos lançar o livro ao mesmo tempo (o baterista Lawrence Paterson escreveu At The End Of The Day, contando a história do grupo). Tivemos que pedir dinheiro emprestado. Implorei a amigos para conseguir fazer o disco e o livro. Vivemos com nada enquanto fazíamos a primeira parte da turnê de Promise and Terror. Conseguimos um pouco de dinheiro no meio da excursão, então as coisas ficaram bem entre junho e setembro do ano passado.

Como não tínhamos manager, não agendamos seis meses para frente, como era antes, então tínhamos pouco a fazer pela frente. Estávamos tocando pelo que desse. Não conseguíamos pagar as contas direito, mal conseguia honrar meu aluguel. Queria começar uma família com minha namorada, ela estava grávida e um dia chegamos a ficar sem eletricidade e comida. Tive que vender o primeiro disco de prata que ganhei com o Iron Maiden. Comecei a vender tudo que tinha, meu aparelho de som, tudo. Voltei da turnê devendo para todo mundo.

Quando fui para o Brasil, em janeiro, estava tendo pensamentos suicidas. Ao voltar, minha namorada me fez ir a um psicólogo. Me sentia uma fraude, pois minhas letras eram sobre lutar, seguir em frente, enfrentar os problemas. Mas me sentia esmagado, não queria mais viver. Conversei seriamente com minha namorada ao voltar. Tentamos agendar uma turnê, mas no fim a situação mostrava que se continuássemos daquele modo, não faríamos dinheiro. Jamais conseguiria pagar o que devia. Ainda tenho dívidas da banda. Não iríamos poder dar nada para o bebê que ia nascer.

Enquanto estávamos fazendo os shows, ainda acreditávamos. Mas um dia o carro morreu em uma montanha e tive que esmolar para poder voltar para casa. Ali era o fim, tudo tinha acabado. Não tínhamos como ir de Birmingham à Suíça e tive quase que roubar para conseguirmos. Foi terrível, ficava cada vez pior, não podia mais continuar. Perdi a vontade de viver, não me sentia confortável naquela escuridão. Quando terminamos aquilo, comecei a sentir minha vida voltar e fui a um médico. Passei a tomar remédios e achei que talvez houvesse um futuro. Talvez pudesse fazer outro álbum. Talvez tivesse algo a dizer. Por sorte, os fãs me apoiaram e parece que há mesmo um futuro.

Como você se sente hoje?

Muito melhor! Positivo. Foram meses difíceis, tive que cancelar os shows de maio e junho. Mas agora já temos os próximos seis meses agendados. Tive que arrumar um trabalho temporário em uma fábrica, mas em agosto volto a me dedicar integralmente à música. Trabalharei no novo disco do Wolfsbane, depois farei a primeira tour solo pelos Estados Unidos, com 20 apresentações. Ano que vem, farei um disco acústico, que já comecei a escrever. Tenho umas idéias para 2013. Sinto que estarei forte o suficiente para fazer um grande álbum de Metal, o melhor que já lancei!

Por que destacamos matérias antigas no Whiplash.Net?

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Mais comentários na Fanpage do site, no link abaixo:

Post de 04 de setembro de 2012

Iron MaidenIron Maiden
Show do Ghost é melhor, diz reportagem

646 acessosHeavy Metal: os 10 melhores riffs dos anos noventa452 acessosIron Maiden: Iron Maiden Ex Libris aborda as letras da donzela425 acessosThunderstick: ex-batera do Samson e Iron Maiden lançará novo disco0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Iron Maiden"

Iron MaidenIron Maiden
Bruce Dickinson recria foto de 1988 em anúncio

Bruce DickinsonBruce Dickinson
Integridade é importante na música e negócios

Iron MaidenIron Maiden
Qual a verdadeira origem do logo da banda?

0 acessosTodas as matérias da seção Notícias0 acessosTodas as matérias sobre "Blaze Bayley"0 acessosTodas as matérias sobre "Iron Maiden"

Em 10/08/1993Em 10/08/1993
Euronymous é assassinado por Varg Vikernes

AC/DCAC/DC
Brian revela segredo obscuro de Angus Young

Timo TolkkiTimo Tolkki
Surtando no Facebook com a filha contra brasileiros?

5000 acessosHard Rock - Aqueles que ficaram para trás - Parte 15000 acessosSlipknot: Veja membros atuais sem máscara5000 acessosLegião Urbana: Bonfá toca bateria com telefone e passa vergonha na TV5000 acessosVaticano: católicos enfurecidos com cantora punk no Natal5000 acessosU2: Bono cita brasileiros ao criticar Donald Trump5000 acessosIron Maiden: "O que você precisa saber está no palco!"

Sobre João Renato Alves

27 anos, jornalista formado pela Universidade de Cruz Alta. Kissmaníaco inveterado, um verdadeiro apaixonado pela banda de Gene Simmons e Paul Stanley. Idolatra com quase a mesma paixão Queen, Van Halen e Black Sabbath. Aprecia desde o Rock dos anos 50 (Elvis, Little Richard, Chuck Berry, entre outros) e 60 (Beatles, Rolling Stones, The Who, Led Zeppelin...), Hard Rock dos 70's (AC/DC, Deep Purple, Alice Cooper...) e 80's (Mötley Crüe, Def Leppard, Europe, Talisman...), Metal Tradicional (Judas Priest, Dio, Ozzy...), NWOBHM (Iron Maiden, Saxon, Angel Witch...) e Thrash oitentista (Slayer, Destruction, Kreator...). Já teve um programa de rádio, chamado "Lavagem Cerebral", na Unicruz FM. Solteiro e seguidor das idéias de Gene Simmons em relação ao casamento.

Mais matérias de João Renato Alves no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online