Madame Satã: lendária casa noturna reabrirá em breve
Por Milho Wonka
Fonte: Milho Wonka
Postado em 15 de outubro de 2011
Sujeira, lixo, cupim, paredes e salas que não existem na planta da casa. Éassim que está hoje em dia uma das mais tradicionais casas alternativas de São Paulo, localizado à Rua Conselheiro Ramalho, no centro de São Paulo. Toda pessoa que frequenta a noite de São Paulo, provavelmente já ouviu falar do Madame Satã.
Este nome voltou ao nosso cotidiano subtamente, assim como quando saiu. Tudo isso devido à bombástica notícia de que Dj Ge vai reabrir o local. Grandes nomes como Jô Soares, Cazuza, João Gordo, Titãs, Paralamas, isso sem falar em nomes internacionais, já tiveram suas histórias no Madame Satã.
O ideal de Gê é revitalizar o prédio e fazer além de um espaço para receber a mesma proposta dos eventos nos anos 80, ainda fazer durante o dia atividades sócio-culturais, tudo ainda terá que passar por uma mega reforma, algumas paredes terão de ser retiradas, assim como alguns tapumes pintados e tudo que não faz parte da planta original. Grande parte das reformas na década de 90 foram feitas fora da regularidade. O que se vê hoje em dia é um local histórico para a sociedade notívaga que foi tomado por cupins, utilização indevida de espaço com objetivo de mudanças rápidas a fim de passar ao público uma falsa idéia de melhoria.
Depende ainda de algumas regulamentações na questão de alvará de funcionamento, que depende de uma série de medidas de segurança, higiene e bem estar para quem estiver presente. O que ainda não foi comentado é que se a tal mudança, mega reforma, ótima sonorização, não vai influenciar no preço da entrada dos eventos.
Para quem viveu alguma época em que o casarão estava em funcionamento, certamente se lembra de que os preços praticados eram populares e de fácil acesso ao público alternativo geral que gostaria de estar presente.
No vídeo existe sim um grande ideal de que é montar um novo capítulo da história das noites de São Paulo. Comenta-se bastante sobre a última direção que usou-se bastante o nome que a casa tinha para atrair público sem pensar na qualidade dos eventos.
Realmente o que se espera é que um novo rumo seja tomado, muita coisa certamente irá mudar se todas as propostas de Gê forem cumpridas, alguns eventos existentes hoje em dia podem ganhar ai um forte concorrente.
Um detalhe interessante é fica esclarecido o não uso do nome Madame Satã na reabertura. Há citações no sentido que mesmo que a casa não tenha nome será eternamente chamada de Madame Satã, o que realmente é uma coisa que não podemos negar.
Nesta história toda, talvez o que Gê deve estar já ciente, é sobre a responsabilidade de tornar vivo mais uma vez, a história de muita gente que já passou por alí, o peso que manter a qualidade e a essêcia dos anos 80 existe e ele será fortemente avaliado por quem estará lá anos após à imagem que lhes vêem a mente.
O que podemos concluir é que, ou o MADAME SATÂ retorna para tornar-se mais uma vez um marco na noite alternativa, ou o que teremos será apenas uma tentativa falha de reviver uma época de saudades.
Em opinião particular, levando em conta o trabalho que já conheço dos atuais idealizadores do projeto, tudo está em mão de pessoas experientes, que sabem o que estão fazendo, para quem estão fazendo e porquê estão fazendo.
Que venha então esta nova fase da nossa história. Se você é um desses que estava esperando algo significativo acontecer para sair de casa, talvez isto seja o que faltava. Se você é do tipo que já ouviu muitas lendas sobre o casarão, poderá ver e sentir que realmente existe algo diferente nesta casa.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Nirvana: "In Bloom" e o recado para quem canta sem entender a letra
A banda que nunca gravou disco e virou o "Black Sabbath brasileiro", segundo Regis Tadeu
Os cinco melhores álbuns de Power Metal depois de 2000
O único instrumento que Gerson Conrad, do Secos & Molhados, era proibido de tocar
O melhor guitarrista base de todos os tempos, segundo Keith Richards
Os 10 melhores álbuns de 2025, segundo Mike Portnoy do Dream Theater
Slayer e Metallica se odiavam, segundo vocalista do Machine Head
A banda de hard rock que irritava Tony Iommi, mas que vendeu mais que o Black Sabbath
O solo de guitarra "colossal" que Brian May disse estar fora da sua alçada; "Nem em mil anos"
As 11 melhores músicas de metal progressivo de 2025, segundo o Loudwire
"Misoginia e masculinidade tóxica": membro do Faith No More lembra tour com Metallica e Guns
Os 3 álbuns que decepcionaram em 2025, segundo o Ibagenscast (um é do Angraverso)
A música do Motörhead que marcou a vida de Marko Hietala, ex-baixista do Nightwish
Quem criou o vocal gutural? Alex Webster fala das origens do death metal e cita Lemmy
A bronca que John Paul Jones tinha com os Beatles; "Eles escrevem boas músicas, mas..."

Fotos de Infância: Bon Scott, do AC/DC
Marilyn Manson: "perdi tudo por causa de Columbine"
Lemmy: "as pessoas se tornam melhores quando morrem"
O disco do Roberto Carlos que faria muito sucesso, de acordo com Regis Tadeu
Metallica: Como é a lista de exigências do camarim da banda


