CJ Ramone: Tinha que provar que poderia fazer um bom álbum
Por Marcos Cabral
Fonte: g1.globo.com
Postado em 24 de setembro de 2012
CJ Ramone disse em entrevista ao G1.com, que a força que o Ramones tinha na década de 90 na América do Sul era maior que nos EUA, e que achou única a maneira com que o Brasil e a Argentina se identificavam com a banda. "Foi uma relação única. As pessoas entenderam a música, a mensagem e a energia de uma maneira diferente de outros lugares". Disse CJ.
Alguns trechos da entrevista:
G1 - Por que decidiu lançar 'Reconquista' como artista solo?
CJ Ramone - Eu nunca tinha feito um álbum como CJ Ramone, só com outras bandas [Los Gusanos e Bad Chopper]. Mas percebi que tudo que se escrevia sobre Ramones era coisa negativa. Brigas, quem tinha pegado a namorada de quem. Eu queria colocar a atenção de volta na música dos Ramones. Mas tinha que provar que poderia fazer um bom álbum por conta própria.
G1 – Você já disse que recebeu dois convites para entrar no Metallica. Como foi? Teve contato pessoal, fez algum teste? [A biografia do "Metallica", de Mick Wall, descreve exaustivos testes da banda para encontrar um novo baixista.]
CJ Ramone – Não, o Johnny era amigo de Kirk Hammett, do Metallica. Nós tocamos com eles no festival Lollapalooza. Depois, Kirk falou com o Johnny que eles adorariam que eu fosse tocar com eles. Eu sou um grande fã da banda, adoraria ter entrado. Mas meu filho foi diagnosticado com autismo, tinha que cuidar dele.
G1 – Os Ramones são o arquétipo de uma banda punk. Influenciaram muitos outros grupos, mas ao mesmo tempo viviam em um mundo paralelo, e tinham um líder conservador [Johnny]. O que a palavra 'punk' significava para vocês?
CJ Ramone – Eu e Johnny sempre conversávamos sobre isso. Nos EUA era diferente de outros lugares. Era fazer as coisas do seu jeito. Para nós, Elvis Presley, que levou a música negra para a América branca porque ele queria isso, era um punk. Jim Morrison, Johnny Cash, pessoas que fizeram as coisas do jeito delas, eram punks. Não necessariamente cabelo moicano, agulhas, anarquia e coisas assim. Isso é a versão europeia do punk. A versão americana era mais "f...-se, vou fazer do meu jeito". Não acho que ninguém possa dizer que Johnny Ramone não era um punk, mesmo sendo conservador. Ele nunca deixaria que ninguém ditasse o que ele deveria pensar.
Entrevista completa:
http://g1.globo.com/musica/noticia/2012/09/relacao-da-banda-e-brasil-foi-unica-diz-cj-ramone-antes-de-turne-no-pais.html
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda que vendeu milhões nos anos 70 e hoje não aparece nas listas de rock clássico
A música de Bruce Dickinson que tem riff no estilo Scorpions
A regra do Iron Maiden que Nicko McBrain quebrou e levou "uma bronca daquelas" de Steve Harris
"Foreign Tongues" se torna 16º disco dos Rolling Stones no topo da parada britânica
O clássico dos anos 70 que para Slash tem o "melhor timbre de guitarra de todos os tempos"
O álbum de 1972 que Mick Jagger dos Rolling Stones disse não ter música ruim
Gojira faz primeiro show com o baterista brasileiro Luigi Paraventi; confira vídeos
Tito Falaschi lança o segundo álbum solo, "Time to Move On"
A música que Flea escolheu como a melhor definição do Red Hot Chili Peppers
Mick Jagger e Keith Richards aprovam o uso de IA para fazer música, mas com uma condição
A frase dita por Brent Hinds em 2021 que ganhou outro significado após sua morte
Alex Skolnick e o estilo musical que nunca superou o rock: "Faltou apelo ao jovem"
A canção do Metallica que fala sobre a saída de Jason Newsted
O tipo de banda que Joey Ramone odiava; "toda esta merda de nova fórmula de rock"
Por que Rob Trujillo foi escolhido para ser baixista do Metallica, segundo James Hetfield
A curiosa trajetória de Wagner "Antichrist" Lamounier um dos fundadores da lendária Sarcófago
A gozação contra emos que fez João Gordo perder seu último programa na MTV

A música que os Ramones souberam já nos ensaios que viraria um clássico
O músico que salvou os Ramones e depois deu no pé, deixando os caras na mão
A canção dos Ramones que virou um dos maiores hinos do punk
Gene Simmons: declarações polêmicas sobre bandas de sucesso
James Hetfield e os dois guitarristas que o influenciaram, um do Metal e outro Punk



