Dark Side Of The Prog: Yezda Urfa - para fãs de Yes e GG
Por Elias Varella
Fonte: Trendkills
Postado em 18 de janeiro de 2013
O Yezda Urfa é uma pérola do rock progressivo underground que levou o estilo ao seu limite, compondo músicas extremamente complexas com arranjos que lembram muito o Yes do começo da década de 70 e o Gentle Giant, inclusive nas suas vocalizações intrincadas, como pode ser conferido na faixa Flow Guides Aren’t My Bag.
A história dos americanos começou no final de 1973, quando seus integrantes ainda cursavam o ensino médio. Depois mais de um ano de ensaios, shows e gravações caseiras, era hora de dar um passo adiante. Todos se reuniram nos estúdios da Universal Recording, em Chicago, e gravaram todas as faixas de Boris em apenas alguns dias. Foram prensadas 300 cópias da demo que serviria como material de divulgação. A banda enviou o primeiro registro para várias companhias, inclusive viajaram até Nova Iorque para tentar a sorte distribuindo alguns exemplares de porta em porta nas grandes gravadoras e rádios.
Porém, todo o esforço foi em vão. Em 1975 ninguém estava interessado em contratar bandas que apresentavam um som tão complexo e detalhado como o que o Yezda possuía, já que todos estavam apostando suas fichas na Disco Music. O máximo que conseguiram foram algumas transmissões em pequenas rádios de Chicago, como a Triad e a WXRT.
Depois do fracasso, no início de 1976 decidiram gravar um álbum chamado Sacred Baboon no Hedden West Recorders, na cidade de Schaumburg, Illinois, visando ganhar mais visibilidade. Com 75% do disco já gravado, a Dharma Records mostrou interesse em contratá-los, marcando uma reunião em sua sede na pequena Lybertyville, um subúrbio ao norte de Chicago. Porém o contrato que lhes foi oferecido não era nada atraente: a banda teria que terminar de bancar os custos da gravação, bem como os da divulgação do disco. Depois de um tempo pensando, decidiram recusar o acordo.
Nesse segundo registro eles lapidaram algumas faixas do Boris e ainda compuseram algumas novas. Mesmo soando mais inspirado e melhor gravado do que a demo, ninguém deu atenção aos americanos novamente. Depois de mais alguns anos tocando em pequenas casas e compondo canções esparsas, em 1981 decidem por um ponto final na história do grupo, priorizando outros trabalhos mais rentáveis e a vida em família.
Em 1989, Boris chegou nas mãos de Peter Stoller numa loja de disco em que trabalhava. Atraído pela altal qualidade do material, levou o disco para Greg Walker, executivo da Syn-Phonic, que procurou a banda e resolveu colocar no mercado Sacred Baboon pela primeira vez, treze anos depois de engavetado. Em 2002, a mesma gravadora relançou Boris. Existe ainda um ao vivo lançado em 2010 intitulado Live Nearfest 2004, contendo um show de reunião registrado no festival prog Nearfest nos EUA.
Hoje, o Yezda Urfa permanece inativo e desconhecido para o grande público, mas faz a cabeça dos aficionados por Yes, Gentle Giant, Echolyn e progressivo dos anos 70 em geral.
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