Machine Head: Robb Flynn explica melhor sua posição anti-CDs
Por Nacho Belgrande
Fonte: Playa Del Nacho
Postado em 03 de fevereiro de 2013
Alguns dias atrás, o frontman do MACHINE HEAD, ROBB FLYN – cuja banda atualmente encontra-se sem contrato – desencadeou um intenso debate quando proclamou que "Jamais compraria um CD físico novamente" em um post bem longo e de cunho totalmente pessoal, no qual ele também exaltou as virtudes de serviços de streaming, comoo Spotify. Ele agora postou outro manifesto, e nele responde às reações ao post original. Flynn também fala do GOJIRA [ele os ama], o show da NAMM [ele odeia], seus recentes shows acústicos [ele se divertiu muito]. O que segue abaixo é a tradução do trecho relacionado aos CDs:
[...] "Bem, vocês se pronunciaram, e na verdade continuam a falar enquanto eu ainda recebo emails derramando em minha caixa postal. Uma resposta bem passional sobre esse assunto, como ela merece ser. Aparentemente, meus comentários causaram bastante celeuma.
Apenas discorrendo sobre minhas ideias um pouco mais:
Vejam bem, eu estou em uma banda, eu vivi em um ônibus/ van/ avião por bem mais de 25 anos de minha vida agora. Minha vida está em uma mala, que reside em um ônibus de turnê com 10 pessoas [imagine uma kitchenette sobre rodas, com 9 colegas de quarto] por 10 meses por ano. A minha vida precisa ser eficiente, ela precisa ser compacta, ela precisa ser portátil. Claro, eu costumava carregar um enorme porta-CDs pra todo canto, com CDs encharcados de cerveja, riscados, e era um saco, então sim, o mundo do Spotify/iTunes é perfeito pra mim.
Mas, eu também reconheço que essa não é a vida da maioria das pessoas.
A maioria das pessoas não precisa da portabilidade que eu preciso. Muita gente disse que ama o iTunes e streaming. Muita gente disse que gostariam de um CD, e claro, por enquanto, vamos continuar a vender CDs. Isso nunca foi cogitado, enquanto houver lojas para estocar CDs, continuaremos a vender CDs. E com o Bandcamp.com e o HDFiles.com oferecendo qualidade de CD e arquivos melhores, isso é um lance legal que o futuro está trazendo para os arquivos. Mas também, como a maioria de vocês sabe, lojas para se comprar um CD estão ficando mais e mais difíceis de achar. A HMV [a última rede de lojas de CD sediada no Reino Unido] acaba de fechar, a FNAC e a Virgin Francesa acabaram de fechar. Aqui nos EUA a BEST BUY reduziu o espaço destinado a CDs de 24 prateleiras para 4!
Eu tenho um ritual que pratico a cada lançamento desde ‘Burn My Eyes’ em 1994, quando no primeiro dia,eu vou e compro nosso disco. Chame de sortilégio ou o que seja, eu amo meus rituais. Mas acreditem, eu fiquei chocado, CHOCADO quando entrei na Amoeba Records em Hollywood [eu estava em Los Angeles para o programa de Jason Ellis no dia do lançamento] e vi nosso álbum não em promoção, mas pelo preço normal e US$ 16.88. Eu gastei 40 dólares comprando as 2 edições. Isso estava errado, é pra ficar em promoção na primeira semana/primeiro mês. Você recompensa os fãs mais ferrenhos, recompensa os loucos por irem lá e te apoiarem no primeiro dia/primeira semana. É um obrigado. Ficamos putos e os fãs não acharam graça. Merda assim tem que mudar, tem que mudar, e nós, como banda [com sua ajuda] temos que bolar um modo de fugir disso." [...]
É de se discutir que muita gente de fato precisa da mesma portabilidade de música que Robb necessita, ou pelo menos esperar tal demanda. Provavelmente, qualquer pessoa com menos de 20 anos que virou gente numa época onde o download é a norma não vê valor algum em ter um disco físico com música nele. Isso não é nem bom ou ruim. É apenas um fato. Portabilidade extrema contra ‘materabilidade’/encartes e toda a nova geração [assim como alguns ‘tiozões como Robb] irão escolher a portabilidade sempre. Essa tendência irá tornar-se ainda mais pronunciada a medida que qualquer pessoa que ainda compra CDs envelheça e compre menos música enquanto uma nova geração vem substituí-la.
Matéria na íntegra - em inglês:
http://playadelnacho.wordpress.com/2013/02/03/robb-flynn-expands-on-anti-cd-comments/
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