Phil Anselmo: as surpreendentes influências não-metálicas dele

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Por Nacho Belgrande, Fonte: Playa Del Nacho
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O frontman do PANTERA e do DOWN, PHIL ANSELMO, foi o convidado de honra do programa estadunidense de rádio FULL METAL JACKIE em março de 2013. Anselmo falou sobre seu vindouro disco solo, assim como sobre suas influências musicais fora do Metal. Ele também discutiu seu festival de filmes de terror, o Housecore Horror Film Festival e muito mais. O que segue abaixo é uma compilação de trechos traduzidos.

[...]

O nome Philip Anselmo é sinônimo do metal mais pesado e poderoso já feito. Por fora, que tipo de música que não seja Metal você gosta de ouvir e como isso o inspira criativamente?

Bem, você tem que entender, eu cresci moleque nos anos 70 e daí ao longo de todos os anos 80, então tem muita música que eu ouvi ao longo dos anos. Eu acho que tudo começa mesmo com os Beatles. Eu amo os Beatles e quando eu era muito jovem, meus pais eram muito novos, então Led Zeppelin e Janis Joplin e Jimi Hendrix e os Beatles foram grandes influências em minha vida.

À medida que cresci, há certas bandas que me chamaram a atenção e quando eu digo isso, são álbuns de bandas que me cativaram como o THE CURE e o álbum “Seventeen Seconds”, o disco “Faith” – esses dois álbuns são muito especiais pra mim. Os Smiths, eu amo os Smiths, eles eram muito únicos no que faziam. Nossa você me apertou agora – eu gosto de muita coisa, desde o The Church antigo até Siouxsie and the Banshees até, putz, eu poderia continuar e pensar mais se você tiver tempo – melhor você ir comprar cerveja… [...]

Quais são alguns dos seus filmes de horror favoritos?

Ah meu deus, você está abrindo uma caixa enorme – é melhor você mandar alguém comprar mais cerveja. É engraçado que você pergunte isso porque ontem passou “O Exorcista” e eu assisti aquela porra do começo ao fim porque eu não via faz tempo porque há tantas imitações dele que vieram depois desse filme, mas é filmado tão lindamente e tão bem que causa impacto, especialmente num moleque – causou um grande impacto.

Eu acho que mais tarde, quando você está na adolescência, eu chamo de ’a fase Gore’, onde tudo que você quer ver é sangue e tripas, mas eu também amo o filme com uma pegada, mesmo os sobre o sobrenatural, e ao mesmo tempo eu acho que “A Morte do Demônio”, o primeiro, realmente me chapou. Eu o assisti no momento ideal que eu crescia [...]

Philip, tanta negatividade e tristeza pareceram brotar nos últimos anos do Pantera, especialmente a morte de Dimebag. Agora, tocando algumas daquelas velhas músicas durante a clínica/oficina Metal Masters, isso te leva a um lugar melhor, mais positivo?

Eu acho que há muito que vai nisso de voltar para um lugar melhor e mais positivo antes das músicas e talvez por isso mesmo isso fique para uma conversa diferente, ou talvez já tenhamos tido essa conversa antes. Para responder à sua pergunta, antes demais nada, eu estou no mesmo patamar que os caras que eu conheço desde os anos 80, que tem uma cota de cinco ou seis anos meus de tocar música e fazer sucesso, pessoas que eu admirava e ainda admiro. Essa parte da coisa toda me emociona, e claro, estou falando de todo mundo desde os caras do Anthrax, os caras do Slayer, alguns caras do Megadeth, aquele porra daquele baterista do Dream Theater – to zoando com ele, Portnoy, eu te amo.

O lance é que só o fato de estar ali com essas caras é incrível o suficiente, mas daí tocar as músicas do Pantera, não me entenda mal, é demais, é fantástico e de fato me leva de volta a uma posição poderosa, um lugar muito único na história. Eu acho que crescer e ralar e depois crescer com os caras do Pantera e nós sempre tocamos com um certo rancor e você tem essa descarga de memória quando estala em cima tocando, mas são muitas emoções embrulhadas numa só, mas são muito boas.

Pra mim, a parte mais divertida de tudo é ver a reação dos fãs. Eu sempre disse que os fãs do Pantera eram os melhores do mundo e eu fui sincero quando disse isso e ainda sou. É por isso que o projeto Metal Masters mantém o coração da coisa batendo. Eu não posso deixar de mencionar nenhum dos caras e qualquer um que tenha conhecido Billy Sheehan sabe do talento enorme que ele é. Ter um cara daqueles do seu lado, quando você está tocando “Fucking Hostile” é um momento surreal [risos]. É tipo, ‘peraí, cara, isso é uma zona do tempo, e isso parece com três máquinas do tempo se confrontando’. É do caralho e eu mal posso esperar pela próxima. [...]

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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

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