Phil Anselmo: arrependido da falta de comunicação com o Pantera
Por Fernando Portelada
Fonte: Blabbermouth
Postado em 03 de julho de 2013
Em 4 de junho, Dan Lorenzo da revista Steppin' Out, conduziu uma entrevista com o ex-vocalista do PANTERA, atual DOWN, Philip Anselmo. Alguns trechos desta conversa estão disponíveis abaixo.
Steppin' Out: A maioria das pessoas com seu nível de estrelato lança álbuns solos com dúzias de convidados famosos. Você considerou ir por este caminho?
Anselmo: "Nem por um momento. Eu já fiz toda a coisa do 'super grupo' com o DOWN e, eu acho, algumas outras bandas e o DOWN ainda estão por aí, ainda é uma banda viável, então para mim, honestamente, achei que era importante usar músicos menos conhecidos em um disco solo, porque isso eventualmente lhes dá mais exposição. Isso os introduz ao público e lhes dá uma mãozinha, por que estes caras que eu escolhi são monstros em sua própria forma, cara. Eu conheço Marzi [Montazeri], o guitarrista, por... Deus, desde os anos 1980. Isso é algo que eu sempre quis fazer. Finalmente isso se desenvolveu. Ele merece, ele é um guitarrista fodão e está por aí há muito tempo. O garoto do WARBEAST, que toca bateria, Jose, é um incrível músico. Ele tem 23 anos agora, ele tinha, tipo uns 19, quando começou a trabalhar comigo. Eu acho que nos próximos anos ele será conhecido como um dos melhores bateristas de heavy metal por aí. Para mim é senso comum usar músicos menos conhecidos para ajudá-los."
Steppin' Out: Quando você me diz que tem vergonha de entrevistas passadas, quais são os maiores arrependimentos de sua vida, ou você é um homem sem arrependimentos?
Anselmo: "Sabe, eu não diria que não tenho arrependimentos, mas eu diria que eu sou muito, muito, muito humano. Eu não sou o primeiro a cair nas drogas. Eu não sou o primeiro a acabar uma banda muito popular, como o PANTERA. Eu absolutamente não sou o primeiro, então isso tira um pouco desta pressão, mas quanto aos meus arrependimentos, eu acho que o maior erro que qualquer banda pode cometer, e isso vale para qualquer banda que eu estive, é a falta de comunicação. A banda deve se sentar e discutir ideias e problemas que não caem muito bem uns com os outros, a habilidade de conversar para o melhor da causa. Eu acho que esta é uma gigantesca lição aprendida por mim. Eu cometi este erro no passado, quando não atendia o telefone e não era só para minha banda, era para qualquer um. Eu acho que a maneira mais fácil de fazer isso acontecer é adicionar álcool, drogas, bebidas, todas estas merdas. Principalmente quando você está fodido, isso corrompe sua vontade, por assim dizer, isso corrompe seu poder e eventualmente você não quer ouvir ninguém. Só quer sumir e ser esquecido. Eu me arrependo da falta de comunicação, porque estar em uma banda é bem parecido com estar casado, e se você não fala com seu parceiro, e não conta seus verdadeiros sentimentos em todos os sentidos, então há uma grande barreira por lá. Conforme os anos passam, essa barreira fica maior e maior, até que vira uma merda de problema. Qualquer banda jovem aí fora, escute o que eu digo. Se você tem algo te incomodando, fale sobre isso, fale para todo mundo. Vale a pena."
Steppin' Out: Na contra-capa do novo livro de Rex Brown [baixista do PANTERA], ele escreve sobre como ele ainda tem sonhos e pesadelos com o PANTERA. Você sonha com a banda?
Anselmo: "Na verdade, para mim... toda vez que sonho com o PANTERA é algo bom. Eu não tenho pesadelos com o PANTERA. Minhas memórias são do começo da banda, dos bons tempos. Acredite ou não, meus sonhos são de antes de assinarmos com uma grande gravadora, na época ainda fazíamos shows em nossa velha van azul e todos contavam piadas. É incrível. Você acorda e se pergunta para onde isso foi. É com isso que eu sonho."
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