Phil Anselmo: namorada teve papel essencial em recuperação
Por Fernando Portelada
Fonte: Blabbermouth
Postado em 21 de agosto de 2013
Keith Spera, do The TImes-Picayune, recentemente conduziu uma entrevista com o ex-vocalista do PANTERA e atual DOWN, Philip Anselmo. Alguns trechos desta conversa estão disponíveis abaixo.
The Tymes Picayune: Você tem um contrato para escrever sua autobiografia em colaboração com o autor Corey Mitchell.
Anselmo: "É um livro sobre minha vida. Não é somente sobre o PANTERA, por mais que o PANTERA seja obviamente uma parte gigante de minha vida, demorou muito tempo na área de New Orleans e Louisiana, shows e mais shows... muito aconteceu, e tinha de acontecer, antes que eu pudesse estar na mesma sala que os grandes músicos do PANTERA. Obviamente, após a separação da banda e a morte de Dimebag (Darell Abbott, ex-guitarrista do PANTERA que foi assassinado em 2004), muito teve de acontecer. Há uma tremenda história para contar aqui. Eu vou tentar contar as coisas mais engraçadas e as mais devastadoras. Tocar todas."
The Tymes Picayune: Então você vai falar sobre todos seus problemas nas costas e...
Anselmo: "Absolutamente. E Drogas, e todo o resto. Com sorte será educativo para pessoas que estão passando pelas mesmas coisas. Eu também vou discutir como os médicos só fazem metade de seu trabalho esses dias. Eles não explicam para seus pacientes as repercussões de certos remédios que eles aplicam. Eu vou falar mal de alguns médicos, mas eu vou ser brutalmente honesto sobre mim mesmo. Há um lado bom para todas as coisas. É 2013, estou limpo há 10 anos de qualquer coisa que lembre drogas pesadas. Eu não dou um gole em whisky desde 2001. As coisas mudam na vida, então há muito há contar."
The Times Picayune: Sua namorada de muitos anos, Kate, meio que ajudou a salvar sua vida.
Anselmo: "Sim, ela salvou. E ela tem todos os créditos em meu livro. Nós estamos juntos há 11 anos agora. Sem sua força, eu nunca teria escolhido o caminho que escolhi. Suas sólidas crenças me ajudaram e passar por isso e fazer as coisas corretamente, ela é ouro, ou platina, ou titânio, ou tungstênio. Eu estou mais apaixonado do que jamais estive."
The Times Picayune: Por que, neste ponto de sua vida, você fez um disco tão extremo? A maioria das pessoas, conforme envelhecem, costumam ficar mais calmas.
Aselmo: "No DOWN, nós temos tudo, desde músicas de heavy metal, a músicas calmas de rock, vamos até peças acústicas. Nós cobrimos muito chão. Eu continuo com o heavy metal underground extremo porque eu o adoro. É parte de mim. O underground extremo é o sangue do heavy metal e o futuro do heavy metal. Há muitas bandas por aí que estão mudando o jogo, e eles estão escrevendo cosias ótimas, inovadoras. Com a música extrema, os gêneros que estão à frente são o Black Metal e o Death Metal, mas eu não queria pertencer a nenhum destes, porque eu acho que toquei os dois no passado com vários de meus projetos paralelos. Eu queria fazer um disco extremo e totalmente não tradicional. Não há forma errada de fazer música. Música é um mundo vasto e aberto de possibilidades. Eu sou um explorador . Eu vou continuar explorando.
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