Avenged Sevenfold: novo álbum sem The Rev, show na Europa e mais
Por Arthur Belloni
Fonte: A7x Brazil Fan Club
Postado em 24 de novembro de 2013
O site austríaco Volume.at conversou com Matt Shadows e Johnny Christ alguns dias antes do primeiro show da banda no país. Na conversa eles falaram sobre o álbum Hail To The King, o processo de gravação do novo álbum sem o The Rev, os shows da banda na Europa e muito mais.
Confira a entrevista traduzida na íntegra abaixo:
"Hail To The King" tornou-se realmente uma afirmação na carreira - dinâmico, suave e com um espírito dos anos 80. Todos os tons depressivos de "Nightmare" simplesmente sumiram.
Johnny: Isso é o que queriamos alcançar - um metal clássico, com muito groove. Cada instrumento e os vocais do Matt no lugar e espaço certo.
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Iron Maiden, Metallica, Guns n' Roses, Megadeth e Pantera - todas influências que da para se ouvir no novo álbum. E a boa notícia: Ainda soa como Avenged Sevenfold.
M. Shadows: Tem um ritmo totalmente consistente - com um groove que não ouvimos em um metal há muito tempo. Nós fomos um passo adiante escutando as influências que inspiraram nossos ídolos na época: UFO, Aerosmith, AC/DC e, claro, Led Zeppelin ou Black Sabbath. Desta vez foi apenas nós e o Groove Power!
"Hail To The King" - A que rei vocês estão se referindo?
Johnny: (risos) Eu tenho que realmente escolher alguém agora, então, pode ser uma pessoa da época do Renascimento. Um rei que poderia ter sido um idiota. Mas nós só queríamos algo considerado sombrío para a canção-título, escrevemos um coro e quando ouvimos, especialmente a parte em que Matt canta, pensamos: "Perfeito, este é o nome do álbum!".
M. Shadows: Mas tem uma ideia grande por trás dele - que a humanidade tem até hoje sempre escolhido alguém para lidera-los. Mesmo agora, nós temos líderes como presidentes, reis ou rainhas - pessoas que olham de cima. Isso nos inspirou. No começo era de fato em sua maioria um rei que tem todos os seus inimigos assassinados o mais rápido. Queríamos que o título sugerisse algo a mais.
Como é escrever pela primeira vez um álbum sem The Rev, o baterista e compositor que morreu em 2009 ?
M. Shadows: Uma merda! Foi um processo longo, porque The Rev sempre contribuia com 3 ou 4 faixas. Desta vez tínhamos sete feixas no início - nós tivemos que forçar, porque precisavamos ter mais algumas músicas. The Rev foi um compositor brilhante, teriamos definitivamente nos divertido mais com ele durante o trabalho. Penso muitas vezes que ele ainda poderia estar lá.
Johnny: É claro que estamos muito orgulhosos do que fizemos em "Hail To The King". Mas seria muito bom escrever este álbum, juntamente com o Rev.
No que o produtor Mike Elizondo ajudou?
Johnny: Mike já nos ajudou quando escreviamos Nightmare. Ele podia mudar todos os ritmos - nós confiamos nele cem por cento. É por isso que não poderiamos deixar ele de fora do "Hail To The King". Mike leva as nossas músicas para um nível ainda mais alto. De volta para onde nós queremos. E não só isso: Ele nos ajudou ativamente na composição.
Como o novo baterista Arin Ilejay se estabeleceu na banda? Aparentemente muito bem...
M. Shadows: Arin é um baterista muito tranquilo. Queríamos produzir algo tão poderoso quanto possível. Tal como acontece com os registros antigos do Metallica ou Megadeth desde seus primeiros anos - que em todas as faixas a bateria era poderosa e diferente em primeiro plano. Isso não funciona quando o trabalho de bateria é projetado para heavy metal. Queríamos que Arin subisse um pouco nesse rítimo. É isso ele conseguiu muito bem. Além é claro, que para tal projeto deve colaborar com a produção e, acreditem, tivemos muita, muita neste som.
Em 22 de Novembro 2013 o Avenged Sevenfold vai se apresentar no Wiener Stadthalle (Áustria). O que vocês esperam dos fãs austríacos nesse show?
Johnny: Nós vamos fazer o que não faziamos a há muito tempo: Pyro party! É claro que vamos estar tocando muitas músicas novas e quero passar com os nossos fãs austríacos uma noite de metal inesquecível.
M. Shadows: É muito importante, até então Avenged Sevenfold nunca poderia montar todo um show, e, portanto, o potencial da banda em toda a Europa estava subestmado. Nós simplesmente não tocávamos aqui em grandes arenas. Com esta visita, estamos finalmente em condições de montar exatamente a produção que nós fazemos há anos nos Estados Unidos. Não é nenhum segredo que o Avenged Sevenfold tem muitos fãs na Alemanha, mas, claro, também temos na Áustria, não somos a maior banda. Ainda não! Agora, queremos mostrar o que temos de grande e quebrar tudo. Sem shows em clubes pequenos, mas uma produção enorme - e nós esperamos muito tempo por isso.
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