Lombardo: ele acha que nunca mais tocará novamente com o Slayer
Por Fernando Portelada
Fonte: Blabbermouth
Postado em 31 de março de 2014
O Ex-baterista do SLAYER, e atual PHILM, Dave Lombardo, fio entrevistado na edição de 16 de março do programa "Radio Screamer". Alguns trechos estão disponíveis abaixo.
Sobre o que o manteve voltando ao SLAYER:
Lombardo: "Ah sim, eu não acho que isso vá acontecer novamente. Bem, a razão é... Eu quero dizer, o tempo passou. Foram 10 anos. Quando eu voltei em 2001, já fazia 10 anos que eu estava fora da banda, e eu senti que era o momento certo. Eram águas passadas, nós não tínhamos problemas, mas aparentemente esse não era o caso, porque mais tarde eu descobri que: ‘Ah, ele saiu em 1992, então vamos trazê-lo de volta.’"
Sobre a importância de aprender os mistérios da indústria musical enquanto perseguia a carreira de músico:
Lombardo: "É algo que você aprende no decorrer do caminho, e é uma estrada difícil, especialmente quando lhe dizem que tudo está sendo resolvido, você está sendo bem cuidado e você confia nestas pessoas e nem pensa duas vezes. Mas então, como o AC/DC diz, os rock stars e os homens de negócio ficam ricos."
"Nós precisamos fazer, eu acredito, que os bateristas fiquem cientes de sua posição na banda, e espalhar a palavra para que os músicos se reeduquem, não somente em sua música e em sua batida, e em seu estilo, ou o que quer que seja, mas eles precisam aprender sobre negócios, porque acontece que uma banda acaba sendo um negócio e cada membro se torna um acionista. Isso é muito importante."
Sobre sua mais recente separação com o SLAYER:
Lombardo: "Eu realmente não quero entrar em detalhes, mas eu encaro essa separação como qualquer outra mudança na vida, você tem que viver com isso. Eu, por sorte, tinha uma banda que tinha juntado há um tempo antes de acontecer tudo isso com o SLAYER e simplesmente segui em frente. Você não olha para trás."
Sobre o falecido guitarrista do SLAYER, Jeff Hanneman:
"O braço, basicamente, eles consertaram e fizeram tudo que poderiam, para ajudá-lo. Mas eu acho que a habilidade para tocar guitarra não estava mais lá. Você sabe, nós demos uma chance e talvez poderíamos tê-lo colocado um pouco lá, mas ainda, não estava funcionando direito, porque você precisa apresentar certa habilidade para tocar esse tipo de música, e isso não estava mais lá, infelizmente."
"Logo após sua morte, eu passei uma tarde com sua esposa, e ficamos lá um pouco. Nós saímos para jantar. É difícil, mas infelizmente foi uma espiral negativa para ele. Obviamente foi depressivo para ele, estar nessa situação, ver aquilo acontecer com seu braço, e ele não poder tocar, ele começou a beber mais do que estava bebendo, e como eu disse, foi uma espiral negativa."
Sobre como os membros sobreviventes do SLAYER lidaram com a perda de seu amigo de infância:
Lombardo: "Eu não sei como Kerry [King, guitarrista] e Tom [Araya, baixo/vocal] responderam a isso. Mas como eles responderam no memorial foi muito superficial. Foi difícil para mim, porque eu e Jeff passávamos muito tempo juntos nos ônibus de turnê. Nós éramos buscados no hotel e aparecíamos no local do show pela tarde, ficávamos relaxando no ônibus até a hora do show. Então havia muita interação lá, muita conversa, muito o que falar, nós assistíamos TV, nós ouvíamos música. Ele curtia meu iPod, porque tinha muitos estilos diferente de música. Ele dizia: ‘Cara, me empresta o seu iPod’, nós ríamos e eu o surpreendia algumas vezes com músicas que ele nunca tinha ouvido antes. Eu tive muitos momentos memoráveis com Jeff, e isso foi uma merda, cara. É terrível quando um companheiro de banda morre, porque a mágica para sempre estará perdida [...]"
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