Indústria: Sony lançará seu 1º - e caro - Walkman com Android

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Nacho Belgrande, Fonte: Playa Del Nacho
Enviar correções  |  Ver Acessos

De modo a celebrar os 35 anos do lançamento de seu primeiro modelo do artefato que mudaria o modo com o qual a população mundial interagiria com a música - e entre si também - a gigante japonesa dos eletrônicos SONY prepara, ainda para este ano, a inserção de uma nova linha de players digitais portáteis que complementará a ofensiva contra a disseminação de produtos e serviços da estadunidense APPLE pelo globo.

Guitar World: revista elege os 50 guitarristas mais rápidosMetal Moderno: 5 bandas aptas a se tornarem clássicas

O primeiro Sony Walkman foi desenvolvido em 1978 pelo engenheiro - e gênio da eletrônica - NOBUTOSHI KIHARA [1926-2011], da divisão de áudio do conglomerado nipônico, a pedido do rashô AKIO MORITA [1921 - 1999], que queria poder ouvir suas óperas favoritas durante suas frequentes e longas viagens transpacíficas. O produto chegou às lojas do Japão no dia 1 de julho de 1979, e variações dele fabricadas pela mesma Sony já chegam a 385 milhões de unidades vendidas desde então.

Comemorando o legado da deflagração da apreciação fonográfica introspectiva criado ali, poderemos desfrutar de duas séries novas de aparelhos portáteis que surgirão para o grande público em outubro próximo: a série NW-F880 e a versão Premium, a NW-ZX1. Ambas aliam o esmero pelo qual a empresa é conhecida com um atrativo portentoso: a plataforma ANDROID, desenvolvida sob a chancela do Google e em franca expansão desde sua chegada ao mercado em 2008.

A plataforma Android está presente em mais de oitenta por cento de todos os smartphones em uso no planeta hoje em dia, o que faz dela um ambiente quase mandatório para o desenvolvimento de firmware e software que vise fácil e pronta integração com diversos itens de hardware, incluindo aí computadores de todo tipo que rodem em Windows ou Linux, receivers de áudio e vídeo, e até televisores. Seus antagonistas no cenário - o Windows Phone da MICROSOFT e o iOs da Apple - não lhe fazem frente em share, e mesmo o papel e a relevância da trinca iTunes/iTunes Radio/AppleTV começaram a ser abalados ano passado quando a Sony - finalmente - anunciou a transição do padrão de encodamento DSD [Direct Stream Digital], presente desde 1999 no formato SACD [Super Audio Compact Disc] para masterização e comercialização de mídias intangíveis. Foi no dia 4 de setembro que a empresa lançou uma linha totalmente nova de hardware doméstico destinada a suprir a crescente demanda por players de rede [network players], ou seja, módulos potentes e de engenharia refinada que possam ler qualquer tipo de arquivo musical de uma biblioteca virtual, em especial os DSD de alta fidelidade.

Calejada por quadros anteriores de falta de convergência entre estrutura de mercado e adoção por parte do público às tecnologias de ponta [vide os formatos Laserdisc, MiniDisc e o próprio SACD, que só emplacaram de fato na Ásia e em nichos isolados no Ocidente], a Sony abriu todo seu acervo para quem estivesse disposto a distribuir e comercializar música encodada em DSD, com um bitrato de até 26 bits/192 kHz. Assim, dada a fartura de oferta de títulos disponíveis, o público audiófilo se sentirá mais compelido a consumir players que podem ser integrados a qualquer amplificador ou par de falantes e que lhe onerará em algo em torno de R$ 1800 - 4500 [antes de encargos aduaneiros].

Faltava ainda um vértice do triângulo: a portabilidade.

Diversos players de bolso disponíveis atualmente como o PONO [concebido e desenvolvido sob a supervisão do músico canadense NEIL YOUNG], o AK120 da coreana DAP/ASTELL & KERN, o HIFIMAN - HM801 do audiófilo chinês FANG BIAN, o luxuoso COLORFLY da também chinesa SEETHRU CO., e o atraente CALYX M, da sul-coreana CALYX são capazes de reproduzir arquivos musicais de alta resolução,mas ainda padecem de problemas quase que intransponíveis para estabelecerem-se no mercado, como preço alto, produção reduzida, distribuição quase inexistente e principalmente, pouca ou nenhuma integração, compatibilidade e versatilidade.

Visando um xeque-mate na concorrência e oferecer um produto quase que irresistível, a antiga série F de players Sony retorna com o modelo NW-F880, disponível em três variações de memória, o NW-F885 de 16 GB, o NW-F886 de 32 GB e o NW-F887 de 64 GB. O aparelho suporta bitratos de até 24 bits/192 kHz em formatos como FLAC e WAV [superiores em qualidade ao CD]. A linha NW-F880 também te botões laterais que facilitam o seu manuseio durante as execuções, o que dispensa o usuário de ter que olhar para a tela para fazer qualquer ajuste de customização da audição.

A linha NW-ZX1, por outro lado, é bastante diferente, e deverá ter um preço equivalente a sua superioridade [bem superior]. O ZX1 não possui rádio FM e acrescenta cancelamento digital de ruído para uma mais apurada reprodução dos arquivos. Seu design ainda tem uma porção mais robusta numa das extremidades de modo a acomodar um capacitor maior e um amplificador para fones de ouvido. O NW-ZX1 tem com 128 GB de memória. Tal como a linha F880, o ZX1 também possui um amplificador digital S-Master [de fabricação da própria Sony] para reduzir distorção e ruído em todas as faixas de frequência, das mais baixas até as mais altas. De modo a otimizar a qualidade do áudio oferecida através do ZX1, fones de ouvido padrão [leia-se 'qualidade duvidosa'] não são fornecidos com o pacote, e recomenda-se que um par de fones de alta resolução, seja lá de que marca, seja adquirido separadamente.

Todos os modelos possuem uma tela de quatro polegadas com resolução 480×854 concebida com a tecnologia [também patenteada pela Sony] Triluminous. A série F880 é munida de um chip processador Cortex A-9 OMAP4 dual core 1.0 GHz [o conteúdo da linha ZX1 ainda não foi anunciado]. Todos os players operam com a versão 4.1 Jelly Bean do Android, e terão conectividade com WiFi, Bluetooth e NFC para serem ligados a alto-falantes.

Os NW-F880 serão fabricados nas cores branca, azul, preta e rosa, apesar de os com 64 GB de memória só saírem em preto ou branco. A versão de 16 GB custará US$ 274 [640 Reais], a de 32 GB US$ 304 [700 Reais], e a de 64 GB, US$ 405 [950 Reais]. Já o sofisticado NW-ZX1 só tem um modelo prateado e custa US$ 760 [1800 Reais]. Todos disponíveis na terra do Sol Nascente a partir de 19 de outubro, e ainda sem previsão de lançamento no mercado internacional.

Ante tamanha abrangência da ofensiva da Sony, a primeira reação da Apple: de acordo com a edição estadunidense da revista especializada no mercado fonográfico Billboard, a empresa está pesquisando meios de criar um serviço que faça frente também ao serviço de música via streaming [ainda não disponível no país de Dilma] SPOTIFY e torne o iTunes um aplicativo que esteja à mão dos usuários de Android.

Para tanto, já começaram as negociações com todas as grandes gravadoras a fim de estabelecer se o streaming de todo o conteúdo do iTunes e do iTunes Radio seria viável para o vultoso contingente de adeptos da plataforma Google.

Matéria completa:
http://tinyurl.com/nuvgps3




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato. Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Denuncie os que quebram estas regras e ajude a manter este espaço limpo.


Todas as matérias da seção NotíciasTodas as matérias sobre "Indústria Musical"


Indústria: quanto $$$ ganham as bandas do Time B do Metal?Indústria
Quanto $$$ ganham as bandas do "Time B" do Metal?

Bandas: Por que ninguém está indo a seus shows?Bandas
Por que ninguém está indo a seus shows?

Bandas Iniciantes: o que fazer - e NUNCA fazer - em suas turnêsBandas Iniciantes
O que fazer - e NUNCA fazer - em suas turnês


Guitar World: revista elege os 50 guitarristas mais rápidosGuitar World
Revista elege os 50 guitarristas mais rápidos

Metal Moderno: 5 bandas aptas a se tornarem clássicasMetal Moderno
5 bandas aptas a se tornarem clássicas

História do Rock: dos primórdios aos anos 70História do Rock
Dos primórdios aos anos 70

Bruce Dickinson: O Iron Maiden é melhor que o MetallicaBruce Dickinson
"O Iron Maiden é melhor que o Metallica"

Drogas: As melhores músicas sobre o temaDrogas
As melhores músicas sobre o tema

Qualidade: Governo britânico aprova Led e BeatlesQualidade
Governo britânico aprova Led e Beatles

De Mary Hopkin a Turisas: o lá lá lá lá do Silvio SantosDe Mary Hopkin a Turisas
O "lá lá lá lá" do Silvio Santos


Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

Mais matérias de Nacho Belgrande no Whiplash.Net.

adGoo336|adClio336