Teoria musical: os elementos básicos de uma canção
Por Fábio Gudolle
Fonte: Cogumelo do Zebu
Postado em 09 de março de 2014
A música tem o poder de relaxar e tranquilizar a nossa alma. E porque ela pode soar bem aos nossos ouvidos? A maioria das pessoas simplesmente a ouvem e isso basta para agradar, mas raramente a escutam. Ouvir não requer esforço, é um ato passivo inerente ao sentido da audição. Porém, escutar requer atenção. É atentar-se aos detalhes do som, o fluxo sonoro de cada instrumento. E para fazer tal atividade perceptiva é preciso entender três pilares essenciais da música: a melodia, a harmonia e o ritmo. E em consequência, o arranjo.
Pode ser um assunto simples, mas creio que muitas pessoas não sabem ou confundem essas propriedades. Apesar de elas serem complexas e muitas vezes se misturarem entre si em uma composição. Mesmo assim, se escutarmos com zelo, em certas partes sempre é possível perceber quando a melodia, a harmonia ou o ritmo se sobrepõe na canção.
Em palavras bem sucintas:
Melodia
É uma separação de sons musicais tocados que se combinam entre si. É quando se toca uma nota de cada vez, ou bem a grosso modo, uma corda de cada vez. Geralmente aparece nas composições dos instrumentos de cordas e de sopro. É também a forma do cantor (a) vocalizar as notas. Sempre que ouvir um solo de guitarra, violão, cavaquinho, etc, você estará ouvindo uma melodia.
Harmonia
São duas ou mais notas tocadas em conjunto, ou seja, uma combinação de sons simultâneos. É quando se toca duas ou mais cordas ao mesmo tempo.
Ritmo
É a batida. A duração do som. É a definição de quanto tempo cada parte da melodia continuará à tona. Normalmente feita pela bateria e o baixo. O piano, a guitarra, o violão, ou cavaquinho pode ao mesmo tempo fazer a harmonia e dar o ritmo à música.
Arranjo
É o todo da música. A composição pensada para a execução de todos os instrumentos e da voz em consonância.
Ao entender a definição de cada um desses elementos e fazer essa leitura mental fica mais claro porque uma música tem a competência de nos atrair. E com esse ato torna-se muito mais interessante e prazeroso escutar essa arte que o ser-humano é capaz de criar e que mora dentro de nós.
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