Napalm Death: temos esse sentimento de não ter fronteiras
Por Jair José Soares Junior
Fonte: Metal PR
Postado em 24 de junho de 2014
o site metalPR.com conduziu uma entrevista com o vocalista Mark "Barney" Greenway da pioneira banda britânica de grindcore NAPALM DEATH no dia 17 de maio em San Juan no Porto Rico. Abaixo segue um trecho (transcrito pelo site BLABBERMOUTH.NET).
Sobre o NAPALM DEATH continuar lançando trabalhos com outras bandas e aparecer em várias compilações:
Greenway: "Simplesmente para nos manter fora da monotonia. Porque eu acredito que não tem nada pior do que ver uma banda fazendo a mesma coisa toda hora. E eu não digo sobre o estilo, eu digo sobre as coisas que eles fazem – lançam um álbum a cada dois anos, tour, e é isso; não tem nada diferente nisso. Você tem que ter em mente que, NAPALM e suas raízes vem da cena punk, e todos nós, em algum ponto, também. Então, nós temos esse sentimento de simplesmente não ter fronteiras. Você sabe que nós conquistamos nosso estilo, e o que gostamos de fazer, e a gente desvia daquilo, mas isso que fazemos é essencialmente, no fundo é a mesma coisa. Nós sentimos que existem muitas formas diferentes de fazer as coisas. Algo que sempre me deixou com raiva foi estar numa banda, nos anos que as grandes gravadoras mandavam nos negócios relacionados à música, porque eles ditavam as regras, ou tentavam fazer as pessoas acreditar nisso. E tem outra razão: Saber que você pode fazer coisas da sua maneira sem ter que responder ao comando de outro. Isso é muita liberdade."
Sobre trabalhar com várias gravadoras ao longo dos anos:
Greenway: "Você tem que ter em mente que com o NAPALM é sempre do nosso jeito. Porque o problema são, bandas... As vezes, se você é uma banda nova, eles fazem, talvez, um acordo com a gravadora, pensando que, ‘Oh, nos não podemos pedir muito, porque somos apenas uma banda nova, e eles vão nos abandonar.’ Mas se você não está feliz sabendo que você está fazendo o que é do seu plano criativo de fazer, então na verdade existe alguma coisa muito errada com isso, tem que ter. Então em algum estagio, NAPALM, sempre, como também acontece com as gravadoras, se sentimos que alguma coisa está realmente errada, nos dizemos: ‘Não! Não vai acontecer. Nos não faremos. Esqueça’. Então a gente sempre mantém isso, e sempre fazemos isso para servir de exemplo a outras bandas também. Toda vez que entramos numa gravadora dizemos, ‘olha, sabemos o que estamos fazendo, e sabemos como precisamos fazer as coisas. Sim, sempre tem as coias que precisam ser feitas, mas o que envolve criação e coisas assim somos nós quem decidimos. E é assim que vai ser. E se tiver alguma coisa errada, ou que não pareça certa, simplesmente não fazemos. E não fazemos mesmo sobre ameaça; isso já se tornou um acordo comum. E isso funciona para nós. Mas as bandas tem que entender isso... Se eu estivesse numa banda nova... eu preferiria estar numa banda e ser cortado do selo do que ter que estar numa situação aonde eu não estivesse feliz com a maneira que estão pondo o futuro da banda, se eles tentarem interferir no som. Isso não vale a pena. Não vale a pena estar infeliz nessa situação. Você pode também sair e começar tudo de novo."
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