Lobão: Titãs é uma "bandinha chechelenta"

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva, Fonte: Facebook
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Em 2014 o cantor LOBÃO publicou em sua página oficial no Facebook uma "carta aberta" ao TITÃ Tony Belloto.

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O guitarrista tinha escrito anteriormente no jornal O Globo uma coluna na qual criticava a manifestação em São Paulo contra a presidente reeleita Dilma Rousseff, sem isentar o partido da presidenta da culpa pela situação atual. Na coluna, intitulada "O kaos nosso de cada dia", Belloto diz: "Não dá para respeitar — ou deixar passar batido — jovens brandindo faixas pela avenida Paulista em que se reivindica intervenção militar no governo e se expressam saudades dos tempos da ditadura militar (tempos, ressalte-se, que os jovens protestantes não viveram, devido à evidente pouca idade). Além dos protestos, esse pessoal junta a seus bordões constrangedoras ofensas a nordestinos. Deprimente. Pior ainda ter de aguentar colegas roqueiros velhos de guerra apoiando convictos tais sandices. Eu também estou de saco cheio do populismo, ineficiência, bravatas e corrupção do atual governo, mas daí a apoiar golpes antidemocráticos e declarações xenófobas vai uma INFINITA distância. Ainda que haja muita gente no governo determinada a cercear a liberdade e a autonomia de nosso sistema político, vivemos numa democracia e temos de estar preparados para ser governados por aqueles de quem discordamos e para conviver com aqueles de quem diferimos".

Belloto ainda completa: "É certo que o PT tem sua parcela de culpa nessa situação, depois de tantos anos incitando povo contra elite, pobres contra ricos, nós contra eles, isso contra aquilo e outras estratégias idiotas de confrontamento e secessão social. Cutucaram a tenebrosa Zelite e agora têm de lidar com o indigesto omelete de ovos de serpente que ajudaram a preparar. O lado bom da bomba: pelo menos agora temos uma oposição. E sem oposição não existe democracia. Ao contrário do que pregam os manifestantes sectários da semana passada, precisamos de uma oposição atenta, que, dentro das regras democráticas, exerça uma vigilância dura e constante aos movimentos sorrateiros de algumas alas do governo em sua indisfarçável sedução pelo totalitarismo".

Leia a íntegra da coluna no site abaixo:
http://oglobo.globo.com/cultura/o-kaos-nosso-de-cada-dia-145...

Lobão, um dos maiores críticos do Partido dos Trabalhadores no meio musical, participara ativamente do evento e não tardou a responder.

"RÉPLICA A TONY BELLOTO

O KAOS DA DESINFORMAÇÃO,DA COVARDIA E DO OPORTUNISMO

Ao chegar ontem em casa me deparo com inúmeras mensagens no tuiter me alertando que o roqueiro/escritor/colunista Tony Belloto estaria fazendo alusões pouco lisonjeiras e bastante inverdadeiras à minha pessoa em sua coluna semanal no jornal carioca O Globo.

Serei curto e grosso:

Se o nosso roqueiro/escritor está querendo saber sobre o que ando fazendo e declarando,será melhor se ater a fatos concretos e não fazer especulações levianas e caluniosas.

Eu sempre me declarei peremptoriamente contra qualquer tipo de ditadura.

Sempre fui um incansável batalhador da liberdade. E essa luta confunde-se com a minha biografia.

Repetirei pela enésima vez:Toda e qualquer ditadura é injustificável.

A passeata do dia primeiro de novembro foi pacífica, genuína, democrática e teve como foco a recontagem dos votos e o impeachment de Dilma.

E irá se repetir esplendorosamente magnificada no próximo dia 15.

Se houve infiltrados clamando por intervenção militar, não fomos nós, a grande maioria que se deslocou para as ruas. Ali se encontrava o cidadão comum de todos os credos,grupos socias,etnias, e sexos. Era o povo em estado real, sem maquiagem ideológica nem recrutamento subvencionado por qualquer partido. Era o povo manifestando pacificamente seu anseio mais profundo: A reconquista da sua liberdade.

Não hove baderna, quebra-quebra nem vandalismo.

Quando subi no carro de som, todos que estavam lá em cima bradaram no microfone contra a intevenção mititar e o separatismo por toda a extensão do trajeto. Está tudo registrado.

Se o nosso roqueiro/escritor tivesse um pouco mais de cuidado e transparência,iria pesquisar na minha TL do Tuiter e nas minhas páginas do FaceBook constatando que todas elas estão lotadas de alertas contra grupos a favor de intervenção militar e advertências quanto a cretinice do separatismo.Isso com uma semana de antecedência.

Se quiser se aprofundar e ler meus livros ,terá uma visão ainda mais nítida sobre a minha postura política.

Portanto,só posso concluir que quem quer que esteja insistindo em colocar nos meus ombros a pecha de filhote da ditadura e na minha boca palavras que não proferi ou coisa que o valha, só pode estar mal intencionado e jogando para uma determinada platéia de forma pusilânime e caluniosa.

Dá a nítida sensação que o nosso roqueiro/escritor nutre rusgas à minha pessoa com décadas de enrustimento e ,de repente, se mostra valente e semi-explícito (continua claudicante ao não pronunciar meu nome diretamente) fazendo-se entusiasmar por uma situação forjada e postiça para que assim possa acreditar estar chutando um cachorro morto.

Engana-se retumbantemente.

Estou mais vivo e articulado do que nunca.

Me dá uma certa vontade de rir imaginando duas bandinhas chechelentas como os Titãs e o Capital tirando onda de roqueiros rebeldes e transgressores. (e jovens!) E logo pra cima de quem!

E para concluir essa mensagem,aconselho ao nosso roqueiro/escritor/colunista 3 coisas:

1 Aprenda a escrever direito

2 Aprenda a tocar seu instrumento direito

3 Aprenda a não ser covarde".

Continua...

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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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