Pantera: Kerry King foi responsável pela mudança de som?

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Por Lucas Carneiro, Fonte: Metal Injection, Tradução
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Não é segredo que Phil Anselmo é um grande fã do SLAYER. Ele possui o logo da banda tatuado no seu antebraço. A verdade é que Phil deve grande parte da sua carreira ao guitarrista do SLAYER, Kerry King.

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Em uma nova entrevista para o site Talking Metal, Anselmo insinua que ao conhecer Kerry King ao banda decidiu encorpar mais seu som.

Mark Strigl: Fale sobre Kerry King. Ele parece ser alguém teve influência sobre o que vocês fizeram com o Pantera. Você se recorda de quando encontrou ele a primeira vez?

Philip Anselmo: Com certeza, sim. PANTERA, antes de assinar, tocava todo fim de semana na região de Dallas-Forth Worth ou Shreveport, Louisiana, ou em qualquer lugar por essas regiões e nós tínhamos shows agendados para uma sexta-feira, sábado e domingo em um clube em Dallas. O SLAYER tocaria na mesma rua, acredito eu no início da turnê "South of Heaven". Eles estavam agendados para sábado à noite e chegaram à cidade na sexta-feira. O meu treinador de boxe era DJ de rádio e ligou para minha casa e disse "Cara, estou com Tom Araya aqui. Você quer conhecê-lo?" e eu respondi "Com certeza." e conversei rapidamente com o Tom pelo telefone. Então, mais tarde, ele levou Tom, Kerry e Jeff, que descanse em paz, para o show naquela noite de sexta e conhecemos todos aqueles caras e eles subiram no palco e tocaram umas músicas com a gente. Nós conhecíamos "Reign in Blood" e uma outra música, hmm, como eu disse, minha memória é patética. Kerry e eu nos demos bem e trocamos telefone. Ele manteve contato por um tempo e isso foi demais, especialmente para um garoto como eu era, para quem, principalmente naquela época, as maiores bandas da Califórnia eram BLACK FLAG e SLAYER. Com certeza naquela época o SLAYER era tudo para mim. Ser amigo de um cara como Kerry King era uma coisa incrível. Kerry ligava sempre e, quando tinha uma pausa com a banda, ele voava para nos encontrar. Isso foi no tempo que eu estava batendo minha cabeça na parede tentando desesperadamente convencer os caras do PANTERA a fazer um som mais pesado e o SLAYER era a banda soberana. Eu pedia a eles para por favor darem uma chance e Dimebag e eu ouvíamos "Hell Awaits" e ele começou a entender e a sentir. Mas teve uma vez específica que Kerry King me ligou disse "Ei." e eu disse "Sim." e ele falou "Eu estou indo aí." e eu respondi "Ok" e ele disse "Mas dessa vez não os quero fazendo bagunça." e eu falei "O que você quer dizer com isso?" e ele respondeu "Eu quero fazer um som". Eu disse "Ok, deixe-me perguntar para o resto dos caras e ver o que posso fazer". Então, ele veio no início da semana para que pudéssemos trabalhar um set inteiro e eu sei que quando Dimebag e Kerry King sentaram-se juntos para tocar, isso abriu os olhos de Dimebag e eventualmente do restante da banda para o poder do trash e sua mágica e nos influenciou bastante a levarmos nossas próprias músicas ao limite. Tudo graças ao fato de o Kerry King estar ali. Aquela noite foi fantástica, na verdade, foram duas noites seguidas. Nós tocamos músicas do SLAYER e Kerry King tocou músicas antigas do PANTERA conosco. Nós tocamos músicas do JUDAS PRIEST e foi demais e eu não consigo mensurar o quanto isso mudou o rumo do PANTERA.

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Mark Strigl: Quando você diz que ele tocou músicas antigas do PANTERA com vocês você quer dizer do material contido no álbum "Power Metal"?

Philip Anselmo: Com certeza. Ele tocou a música "Power Metal" com a gente, que é um som bem intricado e nós ainda modificamos a música, colocando uma pausa onde Dime e Kerry entravam numa parte pouco harmoniosa com guitarras anti-melódicas estilo SLAYER. Foi muito espontâneo mas legal pra caramba.

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Mark Strigl: Quando ele veio para fazer um som com vocês, eles estava somente tentando ajudá-los? Ou ele estava interessado em trabalhar com vocês de algum modo?

Philip Anselmo: Ooo... Eu provavelmente não deveria falar sobre isso, mas... Eu acho... Vou colocar desse jeito: ele estava se divertindo. Eu não acho que ele estava tentando nos ajudar tanto quanto ele estava se divertindo tocando com Dimebag porque Dimebag o surpreendeu muito como guitarrista e realmente... Ele amava... Eu acho que seu amor pelo JUDAS PRIEST e como minha voz era na época... Ele amava isso e eu acho que foi bem legal ele vir e tocar com a gente, então, vou vou simplesmente dizer que ele estava se divertindo. Porém, poderia dizer mais, mas não vou.

É fácil de assumir aqui que Anselmo está insinuando que King poderia ter entrado para o PANTERA.




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