Montanas Trio: anunciando novo disco, "Emancipação"
Por Thiago Guglielmi
Fonte: Montanas Trio Blog
Postado em 09 de janeiro de 2015
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Após o lançamento do EP "A Primeira Vez" em 2013, a banda buscou novas influências e metodologias para a produção de seu primeiro disco intitulado Emancipação. As 10 faixas inéditas que compõe o álbum foram compostas nas estradas, cidades e viagens que aconteceram em 2014 do Rio de Janeiro ao Uruguai. Capturadas nos cômodos de uma casa na Fazenda das Águas em Santa Barbara do Monte Verde/MG durante 4 intensos dias, o produtor Bruno Sants da Produtora Epinefrina (Juiz de Fora/MG) operou todos os equipamentos de gravação e improvisou na busca da acústica certa no melhor estilo DIY. Essa experiência desafiadora teve seu complemento final no estúdio Um Dois (Cidade Verde Sounds) em São Paulo/SP. Paulo Dub Mastor cuidou de gravar as vozes, mixar e masterizar todas as faixas, dando um toque especial às gravações.
Gravações
A banda percorreu de carro mais de 1.200km até o destino das gravações com todos os instrumentos e amplificadores a bordo. A fazenda totalmente isolada das frequências urbanas foi peça importante na definição de uma sonoridade diferente e na inspiração para o detalhes de cada música. O não uso de salas convencionais de estúdio foi um desafio para a banda que realizou as gravações em ritmo de ao vivo e para o produtor encontrar o timbre certo para cada instrumento. Já em São Paulo no recém-construído Studio Um Dois, o foco foi no tratamento das faixas e nas pontuações vocais já em fase de finalização.
Variedades musicais
Nas 10 faixas do disco é possível encontrar diferentes estilos musicais. Ritmos latinos como o baião, a cumbia, o samba e a salsa se unem ao funk e ao rock'n'roll numa mistura totalmente dançante e imprevisível. É possível destacar também a presença do hard core e do rap onde o baterista Digu Hang assume a voz principal. Mais acentuado que no primeiro EP, o psicodelismo ganhou corpo com a produção de Dub Mastor e aparece nas faixas como um bom tempero para todos os ritmos já citados. O disco tem ainda como complemento uma releitura de Evil Ways, originalmente escrita pela banda Santana e 3 músicas instrumentais – peculiaridade sempre presente na banda desde sua formação.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O tema
A emancipação foi um tema naturalmente escolhido e dá nome ao disco por se tratar de um processo que vem ocorrendo também nos bastidores. A emancipação - não somente sonora – provém da quebra de muitos paradigmas e pré-conceitos da sociedade em si e é possível identificar este teor na maioria das canções. Músicas como Autoridade – cantada por Guilherme Antunes – e Emancipação demonstram o que realmente incomoda e faz jus às críticas. O clima descontraído do primeiro EP ainda permanece, mas da espaço para letras com mensagens mais sérias e diretas à emancipação política e estatal.
Do It Yourself
Sem apelar e se restringir à captação de dinheiro público, todo o processo foi feito a partir da movimentação independente na produção da própria banda e da cena underground. O apoio e a união de amigos como a participação de Bruno Sants e Paulo Dub Mastor foram primordiais para que a gravação deste disco fosse concretizada com as próprias mãos, dando um gosto especial na sonoridade e na história da banda. Isto mostra que é possível trabalhar sem os padrões convencionais estipulados por grandes artistas e gravadoras.
Sequência
A banda prepara agora a turnê de divulgação deste novo trabalho que promete datas por todo o Brasil e alguns países da América do Sul. 3 clipes já estão em processo de produção e o lançamento do disco deve acontecer entre final de janeiro e começo de fevereiro.
Assista o teaser:
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