K Downing fala sobre os motivos da saída do Judas Priest
Por Augusto B. Diniz
Fonte: Guitar International
Postado em 11 de julho de 2015
Segue abaixo a tradução de parte de entrevista com KK Downing publicada na revista Guitar International. A entrevista na íntegra pode ser lida no link abaixo.
Robert Cavuoto: Parabéns pelo sucesso de seu campo de golfe "Astbury Hall". Parece que você trocou o couro e os spikes por casacos de golfe – conte-me sobre essa mudança no estilo de vida?
KK Downing: [rindo] Eu tenho que confessar, sempre fui um ávido golfista. Eu estive nos mais fantásticos lugares do mundo com o Judas Priest. Poder ver esses lugares, em vez de ficar trancado em um quarto de hotel, foi importante para mim.
KK Downing: Glenn (Tipton, ex-colega do Judas Priest) é um grande golfista e juntos nós pegávamos um táxi e íamos para o campo de golfe em nosso tempo de folga. Uma coisa levou a outra e, em 1985, eu comprei uma casa na Inglaterra, que era cercada por fazendas. O velho dono do lugar faleceu, e a casa foi à venda.
KK Downing: Também, poucas pessoas sabem que eu trabalhei na agricultura. Eu tive uma fazenda de gado leiteiro. [risos].
KK Downing: Aqui no Reino Unido, nós tivemos um período ruim com os cascos e as doenças bucais do gado, e eu percebi que isso não era pra mim.
KK Downing: Então, eu mudei para esportes de lazer e isso tem crescido rapidamente. Próximo ano, nós teremos a "2016 Ryder Cup" com o Capitão Darren Clarke, então isso é muito excitante.
Robert: Eu sei que você teve suas razões para partir, mas como as coisas foram da banda estar se aposentando em 2010, com a Turnê de Despedida, para sua partida em 2011, e eles continuando tocando?
KK Downing: Eu estou feliz que o Priest continua tocando. Eu estava muito próximo de fazer aquela turnê e isto não era divertido. Foi apenas um dos motivos. Eu tive muitas e muitas razões para não continuar; como eu não estava contente com as coisas do jeito que estavam.
KK Downing: Eu não estava feliz com as apresentações ao vivo da banda. Eu acho que poderiam ter sido melhores, não que os fãs iriam notar.
KK Downing: Para mim, o Priest foi sempre uma máquina discreta e era disso que eu gostava. Apesar de você envelhecer, você continua tendo que atingir o objetivo [trocadilho com a música "Delivering the goods", do álbum Killing Machine, de 1978]. As pessoas vêm de um longo caminho e pagam muito dinheiro para nos ver, então você tem que garantir que vai dar 110%. Eu pensei que isso deveria ser inerente e que sempre devesse ser assim.
Robert: Você consideraria juntar-se ao Priest para um show especial ou, talvez, juntar-se a eles no palco para uma música ou duas?
KK Downing: [rindo] Não, eu não acho que isso vai algum dia acontecer!
KK Downing: Obviamente eu estou muito feliz por Richie Faulkner (substituiu KK, em sua saída) estar na banda. Mas, eu realmente não esperava que haveria alguém que tivesse tantas familiaridades comigo, o visual e tudo mais. De relance, quase nada mudou para os fãs.
Robert: Podemos esperar por um álbum solo ou ouvi-lo no álbum de alguém, como convidado?
KK Downing: É difícil para eu ser criativo na música, se eu achasse que eu ainda estivesse tendo boas idéias e escrevendo boas coisas, isso provavelmente soaria como o Priest. É difícil, depois de 40 anos; nós veremos o que acontece, ao longo do tempo.
KK Downing: Eu recebo vários pedidos para tocar nos álbuns das pessoas. Eu tive uns dissabores com o pessoal da Cleopatra Records; eles me envolveram num álbum tributo ao "Who". O produtor cortou meus solos até não poder mais e, aleatoriamente, colocou-os numa música.
KK Downing: No meu site, você pode ouvir o que eu fiz realmente. Eu também fiz um solo no álbum de Geoff Tate. O pessoal sempre me pediu para fazer coisas, mas eu estava sempre dedicado ao Priest. É muito legal, que as pessoas ainda se lembram de mim.
Robert: Você ouviu ao álbum de 2014 do Priest: "Redeemer of Souls"?
KK Downing: Eu não ouvi todo ele. A voz de Rob é o sinônimo do Priest, e o tempo irá dizer se há algum clássico nas músicas deste álbum.
Robert: Há algum álbum favorito do Priest que se sobressai para você, como o ideal do que é o Priest?
KK Downing: Eu acho que é o "British Steel" (1980). Ele realmente efetivou a frase "Heavy Metal".
KK Downing: Eu também acho que tudo deu certo neste álbum, para nós como uma banda. Foi a primeira vez que todo mundo na banda estava usando couro e pregos. Quando nós saímos em turnê, parecia que um novo navio tinha partido.
KK Downing: Nós sentíamos como se tivéssemos muito poder, mesmo que éramos a ralé, que servia como banda de suporte. Eu ainda lembro quando nós estávamos no camarim vestidos em nosso uniforme de metal, nós sentíamos que tínhamos força. Nós éramos uma poderosa força perigosa para se lidar [KK provavelmente se referiu no bom sentido, como alguém poderoso por ter toda essa força, porém a tradução para o português perde parte do significado].
A entrevista para a revista Guitar International, na íntegra, pode ser lida no link abaixo.
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