Poison: Kotzen me fez um favor quando me corneou, diz Rikki
Por Nacho Belgrande
Fonte: Playa Del Nacho
Postado em 12 de agosto de 2015
O site Sleaze Roxx entrevistou ao baterista do POISON, RIKKI ROCKETT, agora também dando expediente na banda DEVIL CITY ANGELS [com TRACII GUNS, BRANDON GIBBS e RUDY SARZO], que acabou de lançar seu primeiro e autointitulado CD no dia 18 de setembro.
Como não poderia deixar de ser, a conversa enveredou pelo tema Poison, e Rikki não se fez de rogado ao ser questionado a respeito do período mais obscuro da banda – inclusive o episódio de infidelidade por parte de sua ex-noiva, que se envolveu com o então guitarrista do grupo, Richie Kotzen, em 1993, causando a demissão deste.
O que segue abaixo é a tradução livre de um trecho do papo.
[…]
Qual sua opinião sobre ‘Native Tongue’ em 2015?
Eu acho que é um grande disco! É engraçado que você m e pergunte isso, porque eu acabei de ouvir a duas músicas dele hoje, na verdade. Eu fiquei com vontade de ouvi-lo e baixei meu próprio disco! [risos] Eu não queria ripá-lo de um CD, eu só queria ouvi-lo ali naquele momento. É de fato um grande disco, com toda certeza. Richie Kotzen… eu não tenho mais nada contra ele. Eu superei aquilo. Até onde eu entendo, ele me fez um favor. Tá tudo certo.
Ele é um grande músico e um grande compositor. Eu adorei trabalhar com o produtor Richie Zito. Infelizmente, não tivemos tanto sucesso trabalhando com ele, mas eu acho que ele é um produtor fenomenal. Eu sei que todos falamos sobre ‘Native Tongue’ não ser um sucesso comercial, mas ele acabou vendendo um milhão e meio de cópias ao longo dos anos.
‘Crack A Smile’ foi o disco engavetado pela gravadora e que acabou sendo lançado nove anos depois de ter sido gravado.
Eu amo ‘Crack A Smile’. Esse é outro disco que eu amo. Eu realmente amo o disco inteiro [risos]. Eu realmente amei trabalhar com Blues Saraceno. Ficamos muito amigos. Ele tocou guitarra no meu disco solo, ‘Glitter For Your Soul’ – em todas as faixas menos uma. Eu acho que aquele disco soava mais como o Poison do que ‘Native Tongue’. Eu acho que o estilo de Blues se encaixava melhor no Poison do que o de Kotzen. Eu acho que ‘Native Tongue’ era um afastamento do nosso som, mas creio que foi bom para nós. Acho que precisávamos daquilo.
‘Hollyweird’ é o disco da reunião da banda. Qual sua opinião sobre ele agora?
Sabe, eu não gosto daquele disco. Eu acho que eu gostava de muitas das ideias naquele disco, mas não acho que elas tenham sido executadas tão bem quanto poderiam. Acho que poderíamos ter tirado um tempo maior e termos feito um trabalho melhor com aquele disco. Eu sinto que ele foi meio remendado. Eu não tenho muito orgulho daquele disco. Não chego a ter vergonha, mas não é nosso melhor trabalho.
[…]
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