JackDevil: não somos cristãos, mas se fôssemos, qual o problema?
Por Bruce William
Fonte: Heavy Nation
Postado em 15 de setembro de 2015
Em entrevista para o Heavy Nation, o vocalista/guitarrista Andre Nadler, do JackDevil, fala sobre o novo álbum da banda e as histórias surreais que aparecem nas redes sociais, confira abaixo um trecho.
"Unholy Sacrifice'' (2014) foi um álbum baseado nos livros e filmes de Stephen King. Qual foi a temática desta vez?
O "Evil Strikes Again'' não é um álbum conceitual como foi o "Unholy Sacrifice''. Dessa vez optamos por temáticas variadas abordando diversas esferas do terror, do real ao imaginário, mas ainda no mesmo clima do que foi feito anteriormente. Músicas como "Death by Red Lights'', que narra a história do bandido da luz vermelha e "Devil Awaits''', inspirada no filme "A Morte do Demônio'' são bons exemplos para se analisar o que está contido nas canções do novo disco.
O que você tem a dizer sobre o boato que saiu nas redes sociais afirmando que a banda foi formada em uma igreja e que vocês são cristãos?
Imagino que o motivo desse boato seja porque meu primeiro envolvimento com música foi na igreja, quando garoto. Foi onde aprendi a tocar e não tenho vergonha disso. E por que teria? De qualquer modo não somos cristãos e não temos ligação nenhuma com religião – qualquer uma que seja! Desde a primeira vez que ouvi esse murmurinho eu me pergunto apenas uma coisa: e se fôssemos? Seríamos massacrados, discriminados ou iriam aproveitar a moda dos linchamentos e providenciar um para cada pessoa religiosa que gosta de metal? Somos contra todo e qualquer tipo de discriminação e intolerância! O Jackdevil é uma banda de heavy/thrash metal e não uma horda de black metal para levar assuntos extremistas tão a sério. Estamos falando do mesmo metal pesado do Dave Mustaine (Megadeth), Tom Araya (Slayer) e Nicko McBrain (Iron Maiden), que se declararam cristãos e continuam com seus trabalhos dentro do estilo. Afinal de contas, a sua vida pessoal é problema seu, eu quero te ver no palco! Eu não quero saber o que você faz no seu dia a dia. Imagino que o metal foi feito para fugir desse regime imposto pelo sistema e não para ser outra maneira de oprimir as pessoas. Acho que temos inimigos maiores dentro do metal brasileiro para nos preocuparmos, como por exemplo, produtores corruptos que não pagam as bandas, um público preguiçoso que trocam shows por seus computadores repletos de mp3, falta de estrutura para eventos do estilo em vários locais do Brasil, etc. Por fim, dizem que a 'inveja é a amargura que se sofre por causa da felicidade alheia' e boatos acontecem quando alguém que não tem nada de útil a fazer resolve gastar seu tempo falando da vida de outra pessoa. Talvez essa seja a resposta mais objetiva.
No final, você concorda que os headbangers troo acabam se tornando tão fanáticos quanto os fanáticos que eles criticam?
Veja bem, torna-se algo estranho o fato de você criticar todas as religiões e tentar transformar o metal em mais uma. É claro que não há democracia sem liberdade de expressão, mas obrigar as pessoas a acreditar e se comportar como você julga ser a maneira correta se chama regime, e nós, brasileiros, já superamos isso, certo? Na minha opinião, no país da corrupção não poderia ser diferente e a religião se torna apenas mais um veículo sanguessuga dos bolsos do cidadão brasileiro, mas cada um segue o quiser e quando quiser. O perigo é até onde o tal extremismo no metal pode chegar. Enquanto todas as reclamações se resumirem aos protestos virtuais e debates está de bom tamanho. Recentemente vi alguns ‘xiitas' do metal falando que era totalmente inadmissível que bandas de metal de verdade participem de eventos beneficentes porque não devemos ter misericórdia dos fracos, acredita? (risos) Essas regras criadas dentro do cenário nacional afastam muitas pessoas que gostariam de fazer parte do movimento. Toda essa história acaba diminuindo o número de garotas no show, a molecada fica inibida de entrar para o rock e esse papo deixa de canto o principal motivo de sairmos de casa em direção aos shows: música e diversão.
A matéria completa está no link a seguir:
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