Pitty: explicando por que as mulheres devem ser feministas
Por Bruce William
Fonte: #AgoraÉQueSãoElas
Postado em 11 de março de 2016
Em texto publicado no #AgoraÉQueSãoElas da Folha de São Paulo sob o título "The F Word", Pitty, cantora, compositora, escrevedora, instrumentista e feminista, explica por que as mulheres não devem ter receio de "sair do armário e se dizer feministas", confira o artigo no link a seguir. Mais abaixo alguns trechos:
http://agoraequesaoelas.blogfolha.uol.com.br/2016/03/10/the-f-word/
Volta e meia, algumas meninas e mulheres vêm até mim tentando esclarecer uma insegurança a respeito do uso da palavra feminismo. Percebo nelas a identificação com o significado, mas também um medo de sair do armário e se dizer feminista. "Eu concordo com isso, mas tenho medo de usar esse termo pois acho que vou ser mal-interpretada". Entendo esse receio, eu também já me senti assim. Eu queria ser a cool, a descolada, a que não reclama. Para agradar ao pensamento comum e me dissociar do estereótipo feminino que nada mais é do que construção social: ela é cheia de mimimi, ela curte uma DR, mulher é assim mesmo histérica. Elas são todas loucas. A acusação de vitimismo. Quantas vezes nos disseram isso desde pequenas? Crescer ouvindo essas coisas faz com que elas se entranhem em nós; e na tentativa de ser fortes e fugir desse lugar-comum acabamos renegando nossa voz e nossas necessidades. Mas, se a gente parar pra pensar, vai perceber que esse é um conceito concebido dentro de uma cultura patriarcal cujo propósito é nos deixar mudas, e esse é o status quo que todas nós absorvemos desde que nascemos.
Por isso considero urgente que, juntas, nos empenhemos em desconstruir esse receio e quebrar esse ciclo. Nada melhor que o diálogo para esclarecer certos pontos. Há muita desinformação e conceitos distorcidos a respeito do assunto, e acho que isso se deve parte pela má-fé de gente disposta a desmerecer essa luta e parte por causa da própria natureza do feminismo: ele é livre, plural, não tem cartilha, e está em constante construção. É por isso também que prefiro dizer "meu feminismo" ao invés de ceder ao absolutismo do artigo definido diante dessa palavra. Pois bem, existem muitas linhas de pensamento e ação dentro do feminismo; e conversando, lendo e se informando cada uma encontra o seu. Hoje, me identifico com o feminismo interseccional porque reconheço que as mulheres são diferentes e enfrentam situações distintas de acordo com raça, etnia, classe social, condição física, orientação sexual. Para mim, é preciso olhar para cada caso de forma específica e entender as diversas camadas de opressão que podem ir-se somando e agravando o grau de vulnerabilidade de cada uma.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A lenda nordestina que é o Van Halen brasileiro, segundo Rafael Bittencourt
A banda idolatrada por Eddie Vedder que nunca tocou no Brasil: "Ele era fanático"
O astro do rock que "deu aula" no Rock in Rio 2026, segundo Gastão Moreira
De Megadeth a Bruce Springsteen, as 10 músicas mais sombrias da história do rock
Como surgiu a ideia de formar o Heaven & Hell, de acordo com Geezer Butler
A conversa com Angela Gossow que mudou os planos da Crypta: "Eu falei: por que não?"
O roqueiro que fez Lemmy perceber que tocar podia ter outras vantagens
Jim Root entende que novo álbum do Slipknot irá "magoar algumas pessoas"
Baterista do Raven é chamado às pressas para substituir Charlie Benante em show do Anthrax
Steve Stevens lembra de quando produtor pediu para ele "não tocar tão bem"
A banda dos anos oitenta que mudou a forma como Bono enxergava os Estados Unidos
Por que Lobão foi expulso da Blitz às vésperas do estouro, segundo o próprio
Roger Waters e filho criam o Legacy, projeto que celebra a obra do Pink Floyd
O álbum definitivo do Dream Theater, na opinião do vocalista James LaBrie
O período que John Paul Jones considera o pior de toda a história do Led Zeppelin

Para Pitty, o rock and roll é "um morto muito louco"


