Morthur: Entrevista com a banda de Erechim/RS
Por Patrick Rafael de Souza
Fonte: Sangue Frio Produções
Postado em 24 de junho de 2016
Press-release - Clique para divulgar gratuitamente sua banda ou projeto.
Morthur é uma banda de Death Metal que vai além das características tradicionais do estilo, tocando riffs bem construídos com qualidade, peso e obscuridade, gerando imersão na atmosfera criada pela banda. Hoje conversaremos um pouco com a Morthur, banda de Death Metal oriunda de Erechim, Rio Grande do Sul. Confira.
Antes de mais nada poderia nos contar como surgiu a banda?
Morthur: A Morthur surgiu em 2013 no intuito de tocar algumas músicas criadas ao longo de 2011 e 2012, ainda sem uma proposta definida. Aos poucos foi tomando forma e em 2014 fizemos nossa primeira apresentação no 1º "En" Carna Rock Metal Fest em Erechim/RS. Em 2015 fechamos uma parceria com a Sangue Frio Produções e logo tivemos a troca do baixista, o que ajudou a definir os caminhos que a Morthur vem seguindo até agora.
Como surgiu a ideia de formar uma banda de Death Metal em uma cidade que, até poucos anos atrás, não oferecia tantas oportunidades para bandas desse estilo?
Morthur:Surgiu de forma gradativa, os integrantes já tocavam em bandas de metal, então não foi novidade. Queríamos fortalecer a cena, transmitir nossas ideias e gerar oportunidade para outras bandas e artistas do underground, então, decidimos seguir o que fazemos de melhor: DEATH METAL!
Qual o processo de composição da banda? Existe alguém especificamente responsável pelas letras e/ou pelos arranjos ou cada um contribui livremente?
Morthur: O processo é totalmente livre, toda ideia é levada em consideração e aplicada, se possível. Normalmente começamos com a gravação de riffs de guitarra, vamos aplicando outros instrumentos, texturas e camadas e então trabalhamos em cima da letra e como ela vai encaixar na música… Mas a criatividade é uma terra sem lei, o processo pode variar em mil formas diferentes.
Vamos falar sobre o álbum "Between The Existence And The End" em processo de idealização e criação do disco? E qual está sendo o papel de cada integrante, além do trabalho em seus respectivos instrumentos?
Morthur: O nosso álbum de estreia está em processo de produção, apesar de já termos anunciado o lançamento dele algumas vezes, decidimos não lançar para manter a qualidade do trabalho. Como estamos fazendo de forma totalmente independente, o processo se torna lento, mas, com certeza, aprendemos muito nesse meio tempo e garantimos que o resultado final será muito melhor do que pretendíamos lançar anteriormente. A ideia do disco é compilar tudo que já foi feito até o momento, e então, partir para novas composições e experimentações. Como não moramos na mesma cidade, cada um grava o seu instrumento separadamente (André - Bateria, Marco - Baixo, Jeferson - Guitarra/Vocal) quando podemos nos encontrar, e discutimos a mixagem via internet.
Quais são suas principais influências atualmente? Vocês têm planos de experimentar novas sonoridades no futuro?
Morthur: Falar de influências é bastante complicado, pois, além de cada integrante ter suas predileções musicais, conhecemos coisas novas todos os dias, tanto sons quanto ideias, conceitos e etc… Estamos em constante evolução e absorção do conteúdo que nos rodeia.
Morthur: Para fazer uma base de influência, podemos citar algumas bandas como Krisiun, Nile, Behemoth, Sulphur Aeon, Dissection, Rotting Christ… Nos inspiramos nos timbres, riffs e mixagens destas bandas mas sempre procuramos fazer algo com a cara da Morthur.
Morthur: Certamente pretendemos experimentar novos sons, novas formas de transmitir peso e obscuridade, sempre nos reinventando sem perder a linha mestra do death metal.
Antes dos shows a banda costuma ter algum tipo de preparação ou apenas buscam relaxar e manterem-se no clima para a apresentação em seguida?
Morthur: Nós procuramos relaxar, pois assim tudo flui melhor. Mentalizamos o que deve ser feito e repassamos o show passo a passo, sempre focando no equilíbrio para que o resultado seja satisfatório.
Mudando um pouco de assunto, como vocês lidam com o download ilegal?
Morthur: A polêmica deste assunto nunca acabará (risos). Acreditamos que, apesar de ilegal, essa prática leva a música para lugares que possivelmente nunca chegaria de outra forma, ainda mais para bandas brasileiras que não tem incentivo e valorização necessária para levar o seu trabalho além das fronteiras.
Qual tem sido a relação da banda com os fãs, de maneira geral? Existe alguma dificuldade de divulgação hoje em dia, ou as novas tecnologias e redes sociais facilitam a divulgação do trabalho do artista e o contato direto com os fãs?
Morthur: Dizer que temos fãs é muita pretensão (risos), por enquanto, mas temos amigos que curtem o nosso som, não só no Brasil, mas também no exterior, como Bélgica, Finlândia, Noruega, Suécia, Alemanha, Estados Unidos, por exemplo. Mantemos contatos via redes sociais, que hoje é a forma de comunicação mais utilizada, e, com certeza, somos gratos a todas as pessoas que ouviram e colocaram nosso som em suas "playlists".
Morthur: Quanto à divulgação, com o intermédio das redes sociais, ficou muito mais fácil, mas o público ficou mais exigente. As redes sociais tornaram as bandas globalizadas, exigindo que bandas pequenas se equiparem a bandas de grande porte, o que é um desafio, especialmente aqui no Brasil onde o acesso a equipamentos de qualidade vem com taxas absurdas acrescidas no valor.
Os temas presentes nas letras são variados, ou vocês escolhem sempre a mesma linha de raciocínio?
Morthur: Os temas variam bastante nesse álbum de estreia, que representa nossa busca por um caminho a seguir, musicalmente e filosoficamente, contendo também algumas ideias do antigo baixista. Nossa intenção é definir temáticas mais específica nos próximos trabalhos, mas antes disso, precisamos terminar o que começamos.
Morthur, muito obrigado pela entrevista! Sinta-se à vontade para deixar algumas palavras para os fãs.
Morthur: Nós é que agradecemos este espaço, que é de total importância para qualquer banda, seja ela iniciante ou consolidada, onde podemos esclarecer algumas questões e falar sobre o que está acontecendo com a banda atualmente.
Morthur: Gostaríamos de agradecer a todos que apoiam, não só a Morthur, mas o underground como um todo. Este apoio é essencial para mantermos o metal livre de fronteiras e ativo eternamente. Muito obrigado!
Site relacionado:
http://morthur.com/
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A regra do Iron Maiden que Nicko McBrain quebrou e levou "uma bronca daquelas" de Steve Harris
A música que Flea escolheu como a melhor definição do Red Hot Chili Peppers
O melhor livro de todos os tempos, segundo Robert Smith do The Cure
O tipo de banda que Joey Ramone odiava; "toda esta merda de nova fórmula de rock"
O clássico dos anos 70 que para Slash tem o "melhor timbre de guitarra de todos os tempos"
Sai Mario, entra Luigi: brasileiro assume temporariamente a bateria do Gojira
5 músicas que fazem o metaleiro olhar para o amigo e dizer: "Agora ficou sério"
A frase dita por Brent Hinds em 2021 que ganhou outro significado após sua morte
Marilyn Manson divulga "Front Toward Enemy", faixa de seu próximo disco
Jim Root explica semelhança do novo álbum do Slipknot com Pink Floyd
Mick Jagger e Keith Richards aprovam o uso de IA para fazer música, mas com uma condição
Alex Skolnick e o estilo musical que nunca superou o rock: "Faltou apelo ao jovem"
Bill Kelliher foi às lágrimas ouvindo o novo álbum do Mastodon
O riff que Johnny Marr considera o melhor de sua carreira nos Smiths
O guitarrista que mudou a vida de Steve Vai até ele descobrir um ainda mais revolucionário

Stevie Ray Vaughan: o último show e o vôo para a morte
Bob Geldof diz que se arrepende de ter feito o "The Wall", do Pink Floyd
Jim Carrey: batendo cabeça ao som de Cannibal Corpse
Músicas ruins: As 100 piores segundo o Aol Radio Blog
A melhor música de metal de cada ano desde 1970, segundo a Loudwire
Fotos de Infância: Bruce Dickinson, do Iron Maiden


