Dokken: os curiosos períodos com Reb Beach e John Norum

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Igor Miranda
Enviar correções  |  Comentários  | 

Matéria de 29/11/16. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

A formação clássica do Dokken, com George Lynch na guitarra, ganhou ares de insuperável pelo bom trabalho que fez. Os discos lançados na década de 1980 são, de fato, os melhores momentos do grupo: "Breaking the Chains" (1981), "Tooth and Nail" (1984), "Under Lock and Key" (1985) e "Back for the Attack" (1987).

193 acessosEurope: novo documentario na TV sueca de The Final Countdown5000 acessosStrip-Tease: algumas canções que combinam com o tema

Após alguns anos de separação, o Dokken resolveu voltar em 1993 e lançou dois discos: o até bom "Dysfunctional" (1995) e o fraco "Shadowlife" (1997). Foram os últimos trabalhos da formação original do grupo, visto que George Lynch foi demitido de seu posto.

Há quem ignore o que foi feito pelo Dokken posteriormente. A própria banda parece não se lembrar, visto que, até hoje, faz shows com repertórios focados apenas no catálogo da década de 1980. Mas, após a saída de George Lynch, dois músicos de alto gabarito fizeram parte da banda.

O primeiro foi Reb Beach (Winger), que substituiu George Lynch logo após sua demissão. Beach estava um pouco afastado do rock com o hiato do Winger e havia se dedicado ao jazz fusion. Entretanto, prestou um ótimo serviço durante sua curta passagem pelo Dokken.

Os únicos frutos da passagem de Reb Beach pelo Dokken foram o disco de estúdio "Erase The Slate" (1999) e o ao vivo "Live From The Sun" (2000), gravado durante a turnê que o grupo fez entre 1999 e 2000. Definitivamente, poderia ter rendido mais material.

Até hoje, Reb Beach foi o músico que melhor substituiu George Lynch no Dokken. O estilo virtuoso é muito semelhante, apesar da pegada de Beach ser ainda mais técnica que a de Lynch. Nas gravações ao vivo, é possível ver que Reb não faz feio ao tocar as músicas gravadas por George e consegue até colocar um pouco de seu feeling.

Beach também pegou um bom momento do Dokken, que queria se desvincular da aposta no rock alternativo em "Shadowlife". A banda estava com "sangue nos olhos", pois precisava reagir ao fiasco anterior. Com isso, "Erase The Slate" se tornou um dos trabalhos mais heavy metal do grupo, que é conhecido por sempre navegar bem entre o hard rock e o heavy. Destacam-se a faixa título, "Maddest Hatter", "Voice Of The Sul" e "Shattered", entre outras boas faixas.

A passagem de Reb Beach pelo Dokken foi encerrada em 2001, após o músico lançar um disco solo, "Masquerade", e o Winger anunciar seu retorno. Em entrevista ao site Rock N' Roll Experience, Don Dokken falou sobre a saída do guitarrista.

"Eu disse que faríamos outra turnê e Reb disse que toparia, mas que não queria gravar outro disco, mas, sim, se dedicar a projetos paralelos. Queríamos alguém para integrar a banda de vez. Ele era o cara para isso, mas ele achava que era apenas um músico contratado. Ele sempre dizia: 'quero estar na banda, mas se eu receber uma oferta, talvez eu vá'. Ele estava mais pela grana, então sempre soube que ele iria se alguém o oferecesse muito dinheiro", afirmou.

Outro músico consagrado chegou para assumir o posto deixado por Reb Beach, em 2001: John Norum (Europe). O guitarrista era um antigo conhecido de Don Dokken, pois integrou a banda solo do cantor e gravou "Up From The Ashes" (1990). Ele também fez alguns shows com o Dokken quando George Lynch saiu, em 1997.

Só que, em 2001, John Norum foi chamado para integrar o Dokken de vez. Nesse meio-tempo, Jeff Pilson deixou o grupo, sob a alegação de que queria se dedicar mais aos vocais e menos ao baixo, e foi substituído por Barry Sparks.

Com a nova formação, a ideia de Don era fazer um disco mais orientado ao blues rock. Entretanto, o resultado foi "Long Way Home" (2002), que é, basicamente, uma continuação do hard rock contemporâneo de "Dysfunctional".

Conciso e grudento, "Long Way Home" é o disco que a formação clássica do Dokken poderia ter feito se os bastidores não estivessem tão tumultuados. Há músicas muito boas nesse álbum, como "Magic Road", "Little Girl" e a versão para "Heart Full Of Soul", original dos Yardbirds.

É bom de se ouvir John Norum tocando guitarra. Ele é um músico da "velha guarda", adepto a timbres mais recheados e solos menos exibicionistas. Por outro lado, vale destacar que ele não imprime tanto a sua identidade por aqui.

Com "Long Way Home" lançado, o Dokken embarcou para mais uma turnê. E, novamente, Norum ficou em um meio-termo entre seu estilo próprio e o jeito de George Lynch tocar. Em algumas versões ao vivo, o guitarrista do Europe mandava muito bem; em outras, parecia um pouco perdido.

No meio da turnê, John Norum disse a Don Dokken que estava insatisfeito e queria sair da banda. Ofereceu-se a fazer as datas agendadas, mas Don recusou: o dispensou de cara e contratou Alex De Rosso para o restante da tour. Pouco tempo depois, o Europe de John Norum se reuniu.

Não há nenhuma entrevista de fácil acesso com depoimentos de Don Dokken sobre a saída de John Norum. Na época, Don apenas disse que Norum sofreu uma lesão na mão e não continuou mais no grupo. Porém, o guitarrista do Europe falou sobre a sua saída da banda em algumas ocasiões. E, como outros músicos já fizeram, criticou a personalidade de Don.

"No começo (em referência ao período com a banda solo de Don Dokken), foi bem divertido. Então, gravei 'Long Way Home' em 2001 e tudo mudou, foi horrível. Fizemos uma turnê por um ano. Senti como se tivessem durado cinco anos. Don costumava ser legal, mas se tornou uma pessoa péssima com a qual não quero trabalhar mais. Ele tem muitos problemas pessoais", disse o músico à Antenna webzine. Na mesma entrevista, Norum relatou que, em 1997, George Lynch tentou enforcar Don Dokken. "Eram como crianças", afirmou.

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.


EuropeEurope
Como seria The Final Countdown de estudio sem teclados

193 acessosEurope: novo documentario na TV sueca de The Final Countdown1027 acessosEurope: confira a música "Election Day", do novo álbum637 acessosEurope: confira o vídeo da nova música "Walk The Earth"495 acessosEurope: assista ao novo clipe para "Walk The Earth"929 acessosEurope: veja trailer de novo álbum, "Walk The Earth"0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Europe"

EuropeEurope
Toco de Lemmy, pito de Freddie, mijada com Axl Rose

EuropeEurope
A história por trás da música "The Final Countdown"

LágrimasLágrimas
25 músicas para chorar

0 acessosTodas as matérias da seção Notícias0 acessosTodas as matérias sobre "Dokken"0 acessosTodas as matérias sobre "Winger"0 acessosTodas as matérias sobre "Europe"


Strip-TeaseStrip-Tease
Algumas canções que combinam com o tema

MetallicaMetallica
Membros entre os maiores maricas de todos os tempo

Rede GloboRede Globo
Em 1985, explicando o que são os metaleiros

5000 acessosLed Zeppelin e o lendário encontro com Elvis Presley5000 acessosFotos de Infância: Max e Igor Cavalera, do Sepultura5000 acessosMeet & Greet: Como os roqueiros de verdade se comportam5000 acessosCDs: sua coleção pode valer uma fortuna e você nem sabe disso2377 acessosAC/DC: as músicas do "Back in Black", da pior para a melhor5000 acessosMax Cavalera: Por que ele saiu da Roadrunner Records?

Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e apaixonado por rock há mais de uma década. Começou a escrever sobre música em 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Atualmente, é redator-chefe da área editorial do site Cifras e mantém um site próprio (www.IgorMiranda.com.br). Também co-fundou o site Van do Halen, para o qual trabalhou até 2013 – apesar de ainda manter por lá uma coluna semanal, chamada Cabeçote.

Mais informações sobre Igor Miranda

Mais matérias de Igor Miranda no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em junho: 1.119.872 visitantes, 2.427.684 visitas, 5.635.845 pageviews.

Usuários online