Blues: algumas revelações femininas do estilo em 2016
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Postado em 10 de novembro de 2016
Estamos na reta final de 2016, e com ela vem ao inevitável balanço do que valeu e do que não foi tão legal assim durante o ano. Vamos focar apenas no lado positivo, trazendo indicações de ótimos discos lançados durante em 2016 e que você provavelmente ainda não colocou o ouvido.

Começando pela ótima estreia de Ina Forsman. A garota vem da Finlândia e lançou o seu primeiro álbum em janeiro. Musicalmente, o que Ina faz é uma mistura entre blues e soul, com belos arranjos e ideias interessantes. O foco é maior no blues, que ganha novos contornos com a bela voz de Forsman, além de interpretações viscerais e cheias de personalidade. Um belíssimo disco, e que agradará em cheio quem curte boa música.

Quem também fez bonito nos últimos meses foi o Jane Lee Hooker, quinteto natural de Nova York e formado por cinco mulheres fãs de rock e blues. A estreia, "No B!", foi lançada em abril pela Ruf e traz um blues rock direto e sem firulas, bem tocado e cheio de energia. São 11 faixas, incluindo releituras para "Mannish Boy" de Muddy Waters, "I Believe to My Soul" de Ray Charles e "The Hunter", clássico do blues imortalizado por nomes como Albert King e Free.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | De Los Angeles vem o quarteto Dorothy, onde o maior destaque é a vocalista Dorothy Martin - completam a banda Mark Jackson (guitarra), Greg Cash (baixo) e Zac Morris (bateria). O som é uma mistura entre hard e blues rock, com um clima meio glitter. Melodias fortes e canções curtas fazem de "RockIsDead", disco de estreia do grupo, uma audição bastante interessante.
Saindo dos Estados Unidos chegamos ao Canadá, terra natal de Layla Zoe. A vocalista lançou este ano o seu sexto álbum, "Breaking Free", mantendo a qualidade mostrada nos seus trabalhos anteriores. O som de Zoe soa como se Janis Joplin tivesse um timbre mais grave e viesse ao mundo quarenta anos mais tarde. Blues rock forte pra caramba, com grandes guitarras e vocais incríveis, tudo embalado em ótimas canções.

E direto do bairro nova-iorquino do Queens temos outra estreia marcante. Sari Schorr é dona de uma voz cheia de personalidade e muito agradável. "A Force of Nature", primeiro registro de Sari, é uma tempestade sonora produzida por Mike Vernon, lenda dos estúdios que já trabalhou com nomes como Fleetwood Mac, John Mayall, David Bowie e Eric Clapton. Ótimas participações especiais de músicos como Walter Trout, Innes Sibun, Oli Brown e John Baggott tornam o álbum ainda mais forte.

Veteranas como Bonnie Raitt e artistas relativamente recentes como Ana Popovic também lançaram grandes discos em 2016, brindando os ouvidos dos fãs de boa música com trabalhos prazerosos.
É a música, acima de gêneros e rótulos, mostrando que segue sempre viva e refrescante.
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