Queens of The Stone Age: o que esperar da sua nova jornada?
Por Brunelson T.
Fonte: Rock in The Head
Postado em 26 de junho de 2017
Foram 04 longos anos desde que o QUEENS OF THE STONE AGE lançou o maravilhosamente melancólico "Like Clockwork", o 6º disco da banda. O álbum, que estreou como nº 1 no ranking da Billboard e em vários outros países, fez o grupo ainda ser nomeado a 03 indicações ao Grammy. Não foi apenas um álbum histórico para a banda, mas para a música rock em geral. Nos anos que se seguiram, a música rock tomou alguns golpes no estômago com a passagem prematura das lendas Scott Weiland e Chris Cornell, para a falta geral de bandas novas e emocionantes - o rock precisa de um salvador agora.
Um rock alternativo de tipos que pode explodir e não apenas restaurar a ordem, mas permitir que o gênero volte à sua antiga glória. Atualmente, o gênero da música alternativa está sangrando... Não está prosperando e isso é doloroso de salientar. Precisamos de uma banda para assumir o controle e liderar o caminho. Uma força intransigente de boas intenções e melhor música para os nossos ouvidos. Precisamos de uma saga. Mas qual é a saga? Com a notícia recente do 1º single lançado, "The Way You Used to Do", para o tão esperado novo álbum de estúdio, "Villains", aqui irão os porquês do QUEENS OF THE STONE AGE ser exatamente o que a música rock precisa no momento.
O que aconteceu com este nosso amado gênero da música? Após o final dos anos 90, os dias iniciais de guitarras desanimadas e os "prazeres" de bandas querendo ser rapcore, a música alternativa mudou do parâmetro de "quem é quem" das lendas vivas para um show antiquado de nostalgia. Não há novas bandas neste gênero... Bem, existem, mas elas não são os anti-heróis inspiradores do apogeu de Seattle.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Bandas como CAGE THE ELEPHANT, BLACK KEYS e ARCTIC MONKEYS produziram uma boa música – sendo fã deles ou não. Eles lutaram para adicionar uma nova vida a um gênero estagnado, enquanto bandas como GREEN DAY, WEEZER e FOO FIGHTERS ainda continuam lutando por uma boa causa. Todas essas bandas produziram um material decente em bons anos, mas até que o QUEENS OF THE STONE AGE lançou o álbum "Like Clockwork", nenhuma delas havia lançado um disco dessa magnitude.
Ao longo da última década, vimos reuniões de muitas bandas grandes e antigas do grunge e do rock alternativo: SOUNDGARDEN, STONE TEMPLE PILOTS, SMASHING PUMPKINS, ALICE IN CHAINS... Mas assim que algumas dessas bandas voltaram ao seu antigo domínio, o tapete proverbial foi retirado debaixo de algumas delas. Mesmo com o falecimento de Scott Weiland e a saída de Chester Bennington antes da sua morte, o STONE TEMPLE PILOTS pelo menos prometeu seguir com a sua carreira.
No final de 2016, vimos o enorme potencial para que o gênero fosse passado para a próxima geração com a reunião do TEMPLE OF THE DOG – e 01 ano antes, lembremos da reunião do MAD SEASON com Chris Cornell levando os vocais naquele show em Seattle junto com a orquestra da cidade, além do show de reunião do AUDIOSLAVE no começo deste ano. Sendo o 1º super grupo do rock alternativo, críticos, fãs e músicos estavam sob a magia lunar com entusiasmo e empolgação pela reunião do TEMPLE OF THE DOG. Uma reunião verdadeiramente mágica para o momento atual, pois foi uma reunião única na vida depois da trágica morte de Chris Cornell.
Nesta fase de luto em que há danos e devastação, a música pode ser a grande curandeira. A música é a linguagem universal e fala a todos, ainda por significar algo completamente diferente para cada pessoa. Atualmente, o QUEENS OF THE STONE AGE poderia ser o fornecedor dessa falta sonora oferecendo um álbum esplêndido.
O QUEENS OF THE STONE AGE nunca foi uma banda para seguir as tendências. Em vez disso, o grupo e o seu frontman, Josh Homme, sempre forjaram o seu próprio caminho. Quando o clássico 3º álbum foi lançado em 2002, "Songs For The Deaf", esse disco catapultou a banda para o mainstream, onde na sequência eles escolheram lançar um álbum sombrio e misterioso, "Lullabies To Paralyze" (2005), em vez de fazer um novo disco só de clones.
É essa mentalidade que faz todas as pessoas do bar se levantarem para escutar o próximo álbum da banda que será lançado em 25 de Agosto/2017. Você sabe que não será o mesmo como o seu anterior – mas você não quer que seja o mesmo, certo? Mas o não saber leva a intrigas... Por qual caminho a banda irá percorrer sonicamente e liricamente? Quantas voltas e meia voltas podemos antecipar? Isso é o que falta na música alternativa e por que precisamos do QUEENS OF THE STONE AGE mais do que nunca agora - e por que precisamos agora com este novo disco.
Com 06 álbuns de estúdio já lançados, uma coisa é inegável com o QUEENS OF THE STONE AGE: a sua música é divertida. Talvez, não seja divertido no sentido literário da palavra, mas há uma energia, uma sofisticação e um domínio profundo para a produção dos seus discos e músicas – e atitudes. Mas também é divertido literalmente por fazer você se balançar e isso faz você se mover. Basta ver o grupo ao vivo e você sabe o que essa caótica e magnificente banda é capaz de nos proporcionar com um deleite de primeira mão.
Precisamos de um "elevador" na música alternativa atual. Algo para se sentir bem. Algo para unir os fãs do gênero para celebrarmos. Este poderia ser não apenas o álbum que queremos, mas o álbum que precisamos.
O ano de 2017 tem sido difícil para os fãs da música e certamente 2016 também teve muitos golpes na estrada. Precisamos do QUEENS OF THE STONE AGE para deixar o mundo de boa para nós mais uma vez.
Comente: O que você espera do Queens of The Stone Age?
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O lendário guitarrista que Steve Vai considera "um mestre absoluto"
A música que David Gilmour usou para fazer o Pink Floyd levantar voo novamente
Copa do Mundo do Rock: uma banda de cada país classificado, dos EUA ao Uzbequistão
A música pela qual Brian May gostaria que o Queen fosse lembrado
Os 5 álbuns favoritos de Dave Mustaine de todos os tempos, segundo o próprio
Rockstadt Extreme Fest anuncia 81 bandas para maratona de 5 dias de shows
A pergunta do Ibagenscast a Dave Mustaine que fez André Barcinski parabenizar o podcast
A melhor música que Bruce Dickinson escreveu para o Iron Maiden, segundo a Metal Hammer
O hit "proibido para os dias de hoje" que dominou os anos 80 e voltou sem fazer alarde
Rock in Rio 2026 revela palco com Diogo Defante, João Gordo e Supercombo; veja lista
O Rappa abandonou Marcelo Yuka? Baixista nega e esclarece os fatos
Apocalyptica confirma três shows no Brasil com turnê em homenagem ao Metallica
Por que Geddy Lee não queria "Tom Sawyer" em álbum do Rush? O próprio explica
Slayer e Dimmu Borgir juntos no Brasil? Site mexicano afirma que sim.
A melhor capa de disco de todos os tempos, segundo Vinnie Paul
Alex Lifeson relembra o triste estado de saúde de Neil Peart na última turnê do Rush
A compreensível reação de Bruce Dickinson ao ouvir Ronnie James Dio pela primeira vez
O hit dos Beatles que foi rejeitado por seu arranjo fraco: "Obviamente não era tão boa"
A banda onde Dave Grohl foi apenas um CLT e com isto ele recuperou o tesão pela música
A banda que Slash diz nunca ter feito um álbum ruim; "Todos os discos são ótimos"
Por pouco: 15 rockstars que quase partiram dessa para uma melhor
Preços: quanto custa para contratar a sua banda favorita
