Foo Fighters: ex batera foi "estuprado" criativamente por Grohl

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Por Carol Manzatti, Fonte: UltimateGuitar.com, Tradução
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O baterista William Goldsmith, que foi membro do FOO FIGHTERS (entre 1995 e 1997) contou em entrevista ao Daily Mail o que acontecia entre ele e o vocalista Dave Grohl.

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"O que foi feito comigo, pra mim, se eu ficasse naquela banda teria destruído minha alma. Eu provavelmente teria morrido se continuasse. Talvez esse sentimento mude um dia se nos sentarmos pra conversar, mas isso ainda não aconteceu. Eu trabalhei 13 horas por dia durante três semanas. Mal podia acreditar no final do trabalho que estava tudo feito, tudo legal. Eu dava tudo o que podia. Mas eu sabia que tinha algo errado."

William disse que logo descobriu que seu trabalho foi todo regravado por Dave e removido da maior parte do álbum (falando sobre o álbum The Colour and the Shape de 1997, sendo que o primeiro disco da banda, de 1995, Dave gravou todos os instrumentos sozinho, sendo considerado esse segundo álbum o 'primeiro' gravado como uma banda mesmo, cada um fazendo sua parte, ou quase isso...).

Goldsmith diz: "Aparentemente, Dave iria regravar algumas músicas apenas. Não sei se o produtor disse pra ele regravar tudo ou sei la, mas a única coisa que eu sabia é que todo meu trabalho tinha sumido, exceto por uma ou duas músicas que ficaram. Me senti criativamente estuprado. É uma boa maneira de descrever como senti, quando você dá tudo de si em algo e de repente, sem você saber de nada, é tudo destruído pra sempre. Teria sido legal se ao menos fosse meio a meio, se houvesse alguma comunicação sobre o que estava havendo, mas eles basicamente 'queimaram' oque eu fiz. Foi brutal, acho que talvez o produtor estivesse esperando que eu desistisse, mas não o fiz.

Ele segue: "As versões que Dave fez foram muito semelhantes as minhas. Não estou dizendo que eu sou um baterista incrível, mas eu sei que o trabalho que eu fiz não foi ruim. Eu descobri que ele tinha refeito todas as faixas e apagou tudo que era meu e ainda assim, ele queria que eu ficasse na banda e viajasse para os shows. Eu era tratado como um 'músico de sessão' sabe, isso não é legal. Não é isso que eu fazia para a banda. Para mim, depois de terem feito isso comigo e ainda assim seguir tocando junto, ia contra o que eu acredito. Matava minha alma, era como estar ali pra ganhar dinheiro só porque eu não podia dar minha contribuição, não podia ser criativo. Grohl era um pouco como aquele cara que é popular, o cara malvadão de quem todos gostam sabe. Eu estava bebendo muito nessa época. Nunca bebi antes de entrar no palco porque isso me deixava meio lento. Mas comecei a fazer."

O baterista acrescentou sobre quando deixou a banda:

"Você está a 17 meses na estrada com essas pessoas, eles são sua família e de repente, não são mais. Mas eu não iria me sacrificar pela família para que todos pudessem me adorar, para eu ser aceito. A razão pela qual eu fazia música era quase que espiritual, uma maneira de protesto, de expressão. Eu nunca me preocupei em chamar a atenção ou ganhar dinheiro."

William entrou para a banda junto com seu amigo Nate Mendel, que é o baixista original da banda e ainda segue na formação. Ele revelou que sua saída da banda também prejudicou sua relação com Nate: "Se ele tivesse sido expulso, eu teria saído também. Eu nunca disse pra ele 'cara, você tem que sair também se eu sair'. Mas ele nem sequer tentou me defender. Quando as pessoas boas não fazem nada, as pessoas más conseguem fazer o que quiserem (pequena alfinetada em Dave, dizendo que se ninguém toma a frente de se posicionar, ele manda em tudo".

Goldsmith fala sobre o comportamento de Dave: "A impressão que eu tinha sobre a fase em que ele esteve no NIRVANA é que Kurt tinha tudo definido sempre e Dave tinha que fazer apenas. Eu acho que essa incapacidade de permitir que as pessoas colaborem com ele hoje em dia vem da época que o Kurt agia assim e Dave guardava suas frustrações sabe. Hoje ele é assim na banda dele."

Perguntado sobre quanto dinheiro ele ganhou com royalties no FOO FIGHTERS, o baterista disse: "Recebo cerca de 0,01 por cento em royalties, então a cada seis meses, recebo US$ 1.100 se tiver sorte.

"Comecei a encontrar áreas em que não estavam sendo pagos os royalties, por exemplo da área 'digital'. Quando meus advogados entraram em contato, eles (a banda) disseram: 'Você tocou nas faixas? Prove'. Eu disse ao Nate: "Eu não quero ser um pau no c*, mas estou tentando não ser esmagado". Aí o empresário me disse que tentaria me ajudar a resolver esse problema."

William concluiu: "Lembro de uma vez que Dave disse em uma entrevista que viajar comigo era como viajar com um saco de pancadas. Ao mesmo tempo, naquele momento da minha vida, mesmo que me faltasse auto confiança, eu tornei as coisas muito mais fáceis pra ele. A medida que o tempo passou, eu cresci como pessoa. Hoje em dia ninguém mais consegue ferrar comigo como antes. Eu também tenho culpa no que aconteceu naquela época, porque eu permiti que me tratassem como se eu fosse um merda. Mas hoje em dia eu olho pra tudo isso e sei que se eu não tivesse criado oque eu criei essas músicas nunca teriam sido feitas, eu nunca teria 'dado a luz' a esses bebês."

No álbum The Color and the Shape, onde William tocou, os créditos 'gerais' são dados a Dave Grohl como baterista. William tocou bateria nas faixas "Doll" e "Up in Arms" onde ele é creditado apenas pela "introdução". Ele também não recebeu os créditos das faixas "My Poor Brain","The Color and the Shape" e "Down in the Park".




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Sobre Carol Manzatti

Ex-baterista, cozinheira, apaixonada por rock'n'roll. Viveria da música se possível, mas ainda não foi aceita no Iron Maiden, então seguirá só escrevendo sobre bandas. Fã do Darth Vader.

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