Made in Brazil: "A gente era contra o sistema só pelo fato de ser cabeludo"
Por Bruce William
Postado em 02 de novembro de 2017
Oswaldo Vecchione, do Made in Brazil, que está comemorando 50 anos ininterruptos de rock, conversou com Daniel Vaughan, do R7, durante a exposição "Viva Made in Brazil" que está sendo realizada no Centro Cultural de São Paulo, onde estão sendo exibidos objetos e raridades da banda, que ainda se apresentará no local no sábado e domingo (4 e 5 de novembro). Veja mais abaixo um trecho do papo, onde Oswaldo fala sobre a pressão que o Made in Brazil sofreu apenas pelo fato de fazer rock'n'roll:
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"Fomos perseguidos! Os quatro primeiros discos tiveram músicas censuradas e eu fui chamado diversas vezes à polícia federal para prestar declarações sobre minhas composições. Era horrível, pois ninguém falava nada e nem havia justificativa para tais proibições", conta o músico, que depois fala sobre o álbum "Massacre", que a banda tentou mas não conseguiu lançar em 1977, e cujo show trazia nada menos que um tanque de guerra no palco: "Nosso álbum foi gravado, mas não saiu na época... só conseguimos mostrá-lo para os fãs muitos anos depois (em 2006). E turnê também foi proibida. Na inauguração, o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) interditou a rua do espetáculo, pois eles haviam visto nossos cartazes do show com o tanque. Daí, eles confiscaram nosso equipamento por um tempo, lacraram o teatro e ainda tivemos que tocar só para os censores verem o que tínhamos programado. Corremos um risco enorme com isso, mas pelo menos saímos vivos dessa(...)na época, você já era contra o sistema só pelo fato de tocar rock, ser cabeludo e usar roupas chamativas. E era difícil até arrumar equipamentos para se apresentar. Teve muita banda que não fez carreira por falta de infraestrutura".
Leia a matéria completa no link abaixo.
https://diversao.r7.com/made-in-brazil-relembra-50-anos-fomos-perseguidos-pela-ditadura-02112017
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