Viper: a banda voltará à ativa? Felipe e Caçoilo respondem
Por Igor Miranda
Fonte: Whiplash.Net
Postado em 28 de abril de 2018
Após ter encerrado suas atividades em 1996, o Viper teve "idas e vindas". A banda voltou em 2004 e gravou "All My Life" (2007), com Ricardo Bocci nos vocais. Depois, entrou em hiato a partir de 2009 e retomou suas atividades, de vez, em 2012, em uma turnê comemorativa com Andre Matos nos vocais. A tour com Matos chegou ao fim e, em 2017, Leandro Caçoilo foi efetivado na vaga. Desde então, pouco foi feito pela banda.
Em entrevista ao Whiplash.Net, Leandro Caçoilo entende que, hoje, o Viper seja capaz de estar mais ativo e lançar material novo em grande estilo. "Acho que gravar algo inédito puxaria muito uma turnê de uma banda como o Viper. Sou novo na banda, mas quero ter um material com o Viper, porque respeito muito e, acima de tudo, sou fã. O Viper já fez uma turnê grande com o Andre Matos, com os dois primeiros discos, e acho que eles puxaram tudo possível com isso. Agora, é o momento para se olhar para a frente e enxergar o novo", afirmou.
O vocalista contou, ainda, que fez duas músicas com Pit Passarell e entregou uma pré-produção aos demais integrantes. "Não depende mais de mim, mas, tudo com muita calma, pois ninguém mais depende da banda. Então, é preciso ter certeza do que se fazer. Vou forçar bastante para lançarmos pelo menos um single, para testar isso aí. É uma banda muito importante, icônica, que tem um passado glorioso, mas tem que lembrar que ninguém vive só de passado", disse. "Não estamos mais na época de ouro, com investimento muito grande das gravadoras, mas acho que, com boa música, conseguimos fazer um esquema especial", completou.
Um pouco menos empolgado, Felipe Machado afirma, também ao Whiplash.Net, que se deve pensar melhor antes de fazer algo com o Viper. "O Leandro está super ansioso para gravar coisa nova e eu o entendo. Ele entrou na banda e, desde então, fizemos poucos shows, sempre celebrando material antigo. Estamos em uma fase difícil para sentar e compor algo novo, mas insisto em fazer o Viper Day até para jogar uma pilha em todos. Não quero te prometer música nova, mas acho que é possível. Temos um cara com sangue novo chegando agora, que é o Leandro. O Pit está em uma fase onde a gente nunca sabe direito o que se passa na cabeça dele (risos), mas, se a gente sentar e ele tiver boas ideias de música, sai coisa nova", pontuou.
Os planos mais concretos do Viper para os próximos meses estão ligados à estrada, segundo Machado. "Após o Viper Day, vamos fazer alguns shows. Estamos marcando datas, já temos uma no interior de São Paulo já em maio, além de Brasília, fora de São Paulo... os shows vão rolar. Por enquanto, será com material antigo do Viper, mas quem sabe não saem coisas novas? Em 2007, quando nos reunimos para alguns shows, acabou gerando o ‘All My Life’, que é um disco com músicas bem legais. E acabamos tocando, fazendo turnês, mas não tocamos fora, só no Paraguai e Argentina. Mas ele foi resultado desses encontros. Então, quem sabe a gente não faça um ‘All My Life 2’?", concluiu.
Enquanto o Viper não retoma suas atividades de forma integral, os integrantes se dedicam a projetos dentro e fora da música. Além de jornalista e escritor, Felipe Machado lançou, em 2015, o álbum "FM Solo", feito com Val Santos. "É bem diferente do Viper, mas deu para colocar várias influências de outras áreas", contou. Já Pit Passarell tem um projeto chamado Los Dos Perdidos Guilherme Martin toca no Toy Shop, Hugo Mariutti conduz uma carreira solo mais orientado ao britpop e Leandro Caçoilo é vocalista das bandas Caravellus, Seventh Seal, Endust, Sancti, Heartshine e Dirty Dogs – a última, um projeto que faz shows-tributo ao heavy metal tradicional.
Leia a entrevista na íntegra no link a seguir.
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