Smashing Pumpkins: Corgan revela como o seu ego influenciou na banda
Por Brunelson T.
Fonte: Rock in The Head
Postado em 24 de abril de 2018
Em uma nova entrevista para o site Creative Independent, o frontman do SMASHING PUMPKINS, Billy Corgan, foi perguntado se o sucesso distorce a simples alegria em criar músicas.
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"Não. Eu nunca tive problema quanto a isso. Eu era mais como um egoísta que estava sempre procurando um mandato e quando tive isso, nem sempre considerei cuidadosamente as minhas opções. Eu era um tipo de pessoa do planeta Terra que criticava e esbanjava demais as coisas, fazendo murchar os relacionamentos. Foi bem na época em que iríamos gravar o nosso 4º álbum de estúdio em 1998, 'Adore'".
"Eu poderia dizer que o disco 'Adore' foi exatamente o movimento e momento certo em nossa carreira, sendo que o único erro que cometi quanto a esse álbum foi de não ter certeza de que haveria singles de sucesso. A falha do personagem naquele momento resultou que eu consegui tudo o que queria e fiz tudo do jeito que eu queria fazer. Através da força de vontade, eu tinha a visão que estava buscando e aguentei firme. Você ainda pode ouvi-lo soando naturalmente porque não desapareceu com o passar do tempo, mas o meu ego ficou no caminho desse disco por ter sido uma pessoa pragmática".
"Tem uma canção que ficou de fora do disco 'Adore', chamada 'Let Me Give The World to You'. Não se encaixava na sequência das músicas que entraram no álbum e então, eu a tinha adicionada no final do disco e havia realmente funcionado. Era como um brilho final do sol depois de uma jornada sombria, sabe?"
"Eu me lembro de estar naquela mansão de U$ 20 mil dólares por mês com vista para Los Angeles e vivendo o sonho, certo? Eu estava na piscina ouvindo o álbum inteiro e me lembro em ter escutado toda a sequência do disco e ter dito: 'Ok, será que a música 'Let Me Give The World to You' vai funcionar no final do álbum?' Pensei um pouco e falei: 'Sim, vai ser muito bom e acho que posso viver com isso', pois sabia que era o meu ás na manga".
"Se a gravadora pedisse mais 01 canção, aí estava ela. Eu a entreguei para a gravadora e 03 dias depois eles me ligaram, dizendo: 'Ok, nós queremos que a canção 'Let Me Give The World to You' seja o 1º single do álbum'. A minha reação imediata foi: 'Foda-se, não!' E na hora pedi para retira-la do disco. Foi tipo, não iria eles deixarem subverter a minha obra-prima a liberando primeiro como um single pop. Em vez disso, fizemos primeiro o estranho vídeo clipe da música 'Ava Adore', que já é influente por si só, mas se eu fosse mais pragmático ainda, poderia ter tido tudo o que eles queriam".
"Isso é tudo o que sei e o ponto é que eu tinha tudo nos eixos, mas a minha visão não foi guiada pela sobrevivência sociopata - que é a marca dos negócios na indústria da música, provavelmente todo o negócio de entretenimento - mas para outro tipo de sobrevivência que era manter a minha voz/postura intacta, não importasse o que fosse acontecer. Essa é uma tática de negociação diferente, onde a sua voz é o que lhe mantêm aqui e a sobrevivência vem dos meios de produção que sustentam a sua voz, certo? Este foi o ciclo durante esses quase 30 anos e eventualmente essas coisas lhe deixam exausto, sabe?"
Confira o vídeo clipe da música citada por Corgan, "Ava Adore":
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