Pussy Riot: grupo russo assume invasão ao campo na final da Copa

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Por João Paulo Andrade
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Pussy Riot é um grupo de punk rock feminista russo que se tornou conhecido por realizar, em Moscou, flash mobs de provocação política, principalmente pelo direito das mulheres na Rússia e, mais recentemente, contra o primeiro-ministro Vladimir Putin.

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O grupo assumiu nas redes sociais a responsabilidade pela invasão do campo na final da Copa do Mundo da Rússia de 2018, durante o jogo França x Croácia, neste domingo, 15 de julho, no estádio Lujniki.

Quatro pessoas ligadas à banda, vestidas como policiais, correram pelo campo e foram retirados pela segurança. Não ficou ainda claro quem foram as pessoas responsáveis pela invasão. O Pussy Riot atualmente funciona como um movimento político, mais do que apenas uma banda.

O objetivo do protesto, segundo o comunicado, é chamar atenção para o fato de que apenas durante a Copa a polícia Russa está agindo dentro da lei e respeitando direitos humanos, enquanto normalmente mostram desprezo pelas regras e direitos, e perseguem pessoas que se opõem e protestam contra o governo da Rússia. A banda pede ainda no comunicado liberdade a todos os presos políticos e fim das prisões de opositores ao governo.

O comunicado cita um poema Russo para mostrar as diferenças entre a polícia russa e o país mostrados para o mundo e a polícia russa e o país de verdade. Leia abaixo.

"Hoje é o aniversário de 11 anos da morte do grande poeta russo Dmitriy Prigov, que criou uma imagem de um policial, um portador da nacionalidade celeste, na cultura russa. O policial celeste de Prigov tem contato direto com Deus. O policial terrestre é preparado para dispersar protestos. O policial celeste toca gentilmente uma flor em um campo e comemora vitórias de times de futebol russos. O policial terrestre se sente indiferente à greve de fome de Oleg Sentsov. O policial celeste é um exemplo para os cidadãos. O policial terrestre fere os cidadãos. O policial celeste protege o sono das crianças. O policial terrestre persegue prisioneiros políticos, prende pessoas por comentários e por likes.

O policial celeste é o organizador desta linda Copa do Mundo. O policial terrestre tem medo da festa. O policial celeste observa para que as regras do jogo sejam respeitadas. O policial terrestre entra no jogo sem se preocupar com as regras.

A Copa do Mundo nos lembrou das possibilidade de uma polícia celeste na Rússia do futuro. Mas o policial terrestre sem regras quebrou o nosso mundo.

Quando o policial terrestre entra no jogo nós exigimos:

Liberdade aos presos políticos;
Não perseguição por curtidas em redes sociais;
Fim das prisões ilegais em protestos;
Permissão de opiniões políticas diferentes;
Não a fabricação de acusações criminais falsas;
Não a prisões sem motivos;
Transformação do policial terrestre no policial celeste."


Sobre a banda (segundo a Wikipedia):

Pussy Riot é um grupo de punk rock feminista russo que se tornou conhecido por realizar, em Moscou, flash mobs de provocação política, principalmente pelo direito das mulheres na Rússia e, mais recentemente, contra o primeiro-ministro Vladimir Putin.

Em 3 de março de 2012, durante um concerto improvisado e não autorizado na Catedral de Cristo Salvador de Moscovo, duas integrantes da banda, Nadezhda Tolokonnikova e Maria Alyokhina, foram presas e acusadas ​​de vandalismo motivado por intolerância religiosa. Uma terceira integrante do grupo, Yekaterina Samutsevich, foi presa no dia 16 de março.

Elas alegaram que seu protesto era dirigido contra o apoio do líder da Igreja Ortodoxa a Putin durante sua campanha eleitoral. O líder da Igreja Ortodoxa Russa, o Patriarca Kirill I, disse que as artistas estavam fazendo o trabalho do demônio.

O julgamento e a sentença atraíram muitas críticas, sobretudo no Ocidente. O caso foi acompanhado por grupos de direitos humanos, incluindo a Anistia Internacional, que considerou as jovens como prisioneiras de consciência, e por vários artistas famosos. Mas a opinião pública na Rússia era geralmente menos simpática a elas. Putin declarou que a banda havia "solapado os fundamentos morais" da nação e que elas haviam recebido o que estavam pedindo. O Primeiro-ministro Dmitry Medvedev disse que ele não achava que as três deveriam ter sido mandadas para a prisão mas salientou que a libertação das duas prisioneiras era assunto dos tribunais.

As integrantes da banda ganharam simpatia, tanto dentro da Rússia como internacionalmente, devido a acusações de tratamento cruel enquanto estiveram sob custódia, e ao risco de uma possível sentença de prisão de sete anos; mas também foram criticadas na Rússia por ofenderem os sentimentos religiosos do povo. Advogados do grupo declararam que as circunstâncias do caso reavivaram a tradição da era soviética do julgamento farsa.

Sem direito a fiança, elas ficaram presas até o julgamento, que começou no fim de julho. Em 17 de agosto de 2012, as três integrantes do grupo foram condenadas por "vandalismo motivado por ódio religioso" e cada uma foi condenada a dois anos de prisão. Duas outras integrantes do grupo, que escaparam à prisão depois do protesto de fevereiro, teriam deixado a Rússia, para não serem processadas. Em 10 de outubro, depois de recorrer da sentença, Samutsevich foi colocada em liberdade condicional e sua sentença foi suspensa. As sentenças de suas duas companheiras, porém, foram mantidas. No fim de outubro de 2012, Alyokhina e Tolokonnikova foram mandadas para prisões diferentes.

Após cumprir 21 dos 24 meses da pena, Tolokonnikova e Alyokhina foram libertadas, em 23 de dezembro de 2013, depois que a Duma aprovou uma anistia.

Em fevereiro de 2014, segundo uma declaração anônima feita em nome de algumas integrantes do Pussy Riot, Alyokhina e Tolokonnikova deixaram de ser membros do grupo. Entretanto, as duas participaram da banda que se apresentou como Pussy Riot, nas Olimpíadas de Inverno de Sochi, onde membros do grupo foram atacados com chicotes e spray de pimenta por cossacos empregados na segurança do evento. Em 6 de março de 2014, Nadezhda Tolokonnikova e Maria Alyokhina foram atacadas com spray de tinta verde por jovens de Nizhny Novgorod.



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Sobre João Paulo Andrade

Sempre quis viver de Rock e/ou Heavy Metal. Tentou tocar baixo mas era tremendamente incompetente no instrumento. Em 1996 criou o site Whiplash.Net e hoje vive do seu sonho. :-)

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