Ozzy Osbourne perdeu duelo de cocaína para David Lee Roth e "sumiu"
Por Igor Miranda
Fonte: Dangerous Minds
Postado em 20 de setembro de 2018
O site Dangerous Minds recordou, em recente artigo, uma curiosa competição travada entre os vocalistas David Lee Roth e Ozzy Osbourne em meados de 1978, quando suas bandas - o Van Halen e o Black Sabbath, respectivamente - excursionaram juntas. Na ocasião, os cantores disputaram quem conseguia cheirar mais cocaína. O vencedor foi Roth.
Black Sabbath - Mais Novidades
A turnê em questão trouxe o Black Sabbath como atração principal, com sua "Never Say Die! Tour", e o Van Halen como banda de abertura, promovendo seu primeiro disco de estúdio. As apresentações aconteceram entre maio e dezembro de 1978 e passaram por Europa, Ásia e América do Norte.
Enquanto o Van Halen estava em plena ascensão, o Black Sabbath passava por um momento de decadência. Tanto o álbum "Never Say Die!" quanto seu antecessor, "Technical Ecstasy", não corresponderam às expectativas comerciais e até dos fãs.
Além disso, os integrantes do Black Sabbath passavam por sérios problemas com álcool e drogas - Ozzy Osbourne perdeu a vaga de vocalista antes da tour, voltou às pressas após a experiência com Dave Walker não ter dado certo, e acabou saindo novamente após as datas serem concluídas. Relatos apontam que o Sabbath considerou um "erro" ter a banda dos irmãs Eddie e Alex Van Halen como atração de abertura, já que o momento deles era muito melhor.
A fase do Van Halen era tão boa que David Lee Roth estava superando Ozzy Osbourne até em competição de quem cheira mais cocaína. A ideia mirabolante foi colocada em prática um dia antes de um show que as bandas fizeram em Nashville, nos Estados Unidos, no mês de novembro.
Na ocasião, Ozzy Osbourne e David Lee Roth decidiram ficar acordados a noite toda, até 9h da manhã, testando seus limites. A derrota de Ozzy não se consolidou durante ou imediatamente após a competição, mas, sim, ao longo dos compromissos posteriores das bandas: Osbourne não apareceu na passagem de som e ninguém conseguia encontrá-lo - ele sequer havia pego a chave de seu quarto para a noite do show.
Os demais membros do Black Sabbath perguntaram se David Lee Roth poderia assumir os vocais para o show, mas Roth não sabia cantar nenhuma das músicas da banda. A apresentação acabou cancelada e remarcada para três dias depois.
As horas se passavam e, ainda, ninguém conseguia achar Ozzy Osbourne, que foi dado como desaparecido. A polícia local e até o FBI foram envolvidos na busca. Dado o histórico do Madman, todos pensavam que ele poderia ter sido sequestrado ou morto.
Ozzy acabou sendo encontrado somente na manhã do dia seguinte ao que o show aconteceria dentro do quarto de hotel do qual ele não havia pego a chave. E como isso aconteceu?
O site Dangerous Minds relata: "Um Ozzy muito louco entrou para o quarto que ele pensava ser o dele, já que ele tinha a chave da noite anterior (a da competição). O quarto estava sendo limpo e Ozzy disse para a camareira sumir dali, para que ele pudesse dormir por 18 horas após ter cheirado por metade de um dia com David Lee Roth. De acordo com o boletim policial, quando ele acordou, ele percebeu que estava no quarto errado e foi para o quarto correto, onde recebeu uma ligação de um detetive de Nashville. David Lee Roth se recorda que por volta das 6h30 da manhã, um Ozzy meio-morto apareceu no elevador".
Após Ozzy ter sido, enfim, encontrado, o oficial Sherman Nickens, da polícia de Nashville, chegou a fazer a seguinte declaração à imprensa: "Ozzy Osbourne pode ter sido sequestrado ou vítima de outro tipo de crime. Aqui está um homem que ganha muito dinheiro e nunca faltou de um show em 10 anos. Ele não bebe ou usa drogas. Ele desaparece e as pessoas próximas a ele estão frenéticas. É possível que algo tenha acontecido com esse homem, enquanto que, durante esse tempo todo, ele estava dormindo".
Como destacado anteriormente, o show em Nashville acabou acontecendo três dias depois. A turnê seguiu até dezembro e a última apresentação, ocorrida em Albuquerque, marcou a despedida de Ozzy Osbourne do Black Sabbath - ele só voltaria a cantar junto da banda em 1985, no Live Aid, e só retornaria em 1997.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Baixista fala sobre luta do System of a Down por ingressos mais baratos
Iron Maiden está em seu melhor momento ao vivo, garante Adrian Smith
Eloy Casagrande conta como venceu desconfiança do Slipknot inserindo influências brasileiras
As 5 melhores músicas que começam com bateria, segundo Gastão
"Um babaca que nem sabe tocar direito": Roger Waters fala sobre James Hetfield
Shows da Nervosa são cancelados por conta da saúde de Prika Amaral
A melhor banda de metal progressivo dos EUA e Inglaterra, segundo a Loudwire
Nas redes sociais, Blind Guardian relembra apresentação em programa de Ronnie Von
Regis Tadeu detona fãs do Iron Maiden após confusão no Equador; "Estupidez"
A discordância de Dickinson, Cantrell, Plant e Gallagher sobre melhor música do Led Zeppelin
O clássico de 1982 do Iron Maiden que virou régua para medir as outras músicas
O clássico dos anos 2000 que é extremamente triste, mas seu autor considerava feliz
Fãs esculacham o Metallica após discurso feito por James Hetfield em show
Led Zeppelin licencia "Stairway to Heaven" pela primeira vez na história
A banda que Brian May gostaria de ter integrado se o Queen nunca tivesse existido


Produtor contesta declaração de Tony Iommi sobre último disco do Black Sabbath
O rock e o heavy metal se misturam com a política, sim (e você provavelmente sabe disso)
O álbum que Geezer Butler ajudou a batizar, mas cuja capa achou satânica demais
Qual banda de rock e metal melhor representa cada técnico dos 20 times do Brasileirão?
O riff do Black Sabbath que une Tony Iommi, James Hetfield e Eddie Van Halen
150 clássicos do heavy metal que foram lançados há mais de 40 anos
O dia em que Ozzy Osbourne quis montar um bar de Guinness na casa de Tony Iommi
O clássico do Black Sabbath em que Dio manda indireta "bem direta" para Blackmore
Em entrevista de 1984, Tony Iommi contou o que ele curtia (e não curtia) ouvir


