Billy Corgan: "nas artes há essa batalha sem fim contra drogas e álcool"
Por Brunelson T.
Fonte: Rock in The Head
Postado em 12 de dezembro de 2018
O frontman do SMASHING PUMPKINS, Billy Corgan, analisou o material da era grunge e descreveu o que viu em artistas que lutavam contra drogas e álcool - em uma entrevista para a revista Forbes.
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Jornalista: Você está surpreso em ver o quanto o material grunge ainda é relevante para sua vida hoje?
Billy Corgan: Sim, é muita surpresa porque, intelectualmente, olho para trás e é muito confuso. Eu estou meio que em todo lugar e fica uma coisa dispersa, mas musicalmente, há uma mensagem muito clara que percorre tudo isso e que me surpreendeu. Uma coisa é subir no palco e tocar uma música antiga. Tudo bem, eu fiz isso lá nos anos 90... Outra coisa é estar lá em frente a um show com ingressos esgotados no Madison Square Garden em 2018 e pensar: "Nossa, essas músicas ainda parecem verdadeiras..."
Corgan: É meio selvagem... É claro, eu reflito sobre o homem que era quando escrevi essas músicas e não posso dizer que tenho muito respeito por aquele cara, mas de alguma forma ele fez direito. São muitos sentimentos que acompanham isso, tipo, há orgulho e depois: "Meu, que bagunça". Mas é isso, pelo menos existe alguma prova de que essa bagunça também foi adicionada.
Corgan: Às vezes, a vida dos artistas se assemelha à sanidade... Eles podem não ter tanto acesso à linguagem inconsciente de sua personalidade, e é por isso que há essa batalha sem fim nas artes com drogas, álcool, maconha e qualquer outra coisa, porque as pessoas estão sempre tentando passar para o mundo interior - o qual ressoa ao público de uma forma que a personalidade normal do dia-a-dia não iria fazer.
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