Bohemian Rhapsody: um filme pouco fiel, porém maravilhoso
Por Alexandre Veronesi
Postado em 06 de dezembro de 2018
Nota: 9 ![]()
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Após algumas semanas do lançamento, finalmente fui ao cinema conferir a cinebiografia do Queen, um dos mais importantes conjuntos da história do Rock n' Roll.
O filme narra a trajetória da banda desde a sua formação, em 1970 (quando ainda atendia pela alcunha de Smile), até a antológica apresentação no festival Live Aid, em 1985, que foi um evento beneficente idealizado pelo músico e ativista Bob Geldof. Somos apresentados a diversas situações ocorridas durante o período, desde a concepção de canções clássicas, menções e trechos de shows importantes (como o Rock In Rio, por exemplo), até brigas e divergências internas. O longa mantém seu foco no saudoso frontman Farrokh Bulsara, popularmente conhecido como Freddie Mercury, que faleceu prematuramente no ano de 1991 (vítima de AIDS), evidenciando todas as particularidades e a genialidade ímpar do cantor, além de expor seus dramas referentes a sexualidade e os problemas de relacionamento com o pai.
Podemos dizer que a obra é metade composta por fatos reais, metade por ficção. Os fãs desavisados podem se frustrar com a grande quantidade de "erros" ("licença poética" seria mais apropriado) que a película apresenta. Só para citar alguns: no filme, Freddie se juntou à Brian May e Roger Taylor após um show do Smile, na mesma noite em que o vocalista Tim Staffell se desligou do grupo, quando na verdade o trio se conheceu no Ealing Art College, em Londres; o Rock In Rio, de 1985, acontece aqui por volta de 1976, durante a turnê do álbum "A Night At The Opera", e pouco antes do fim do casamento de Freddie com Mary Austin; e o vocalista descobre que é portador do vírus HIV em meados de 1984/1985, quando na realidade isso ocorreu somente no ano de 1987.
Essas e outras mudanças foram feitas com o intuito de potencializar o drama da narrativa, de maneira que a história se tornasse mais palatável ao mercado norte-americano, afinal, é clara a pretensão dos realizadores em atingir os mais diversos tipos de público, e não somente admiradores do grupo. Tais questões, particularmente, não me incomodaram de forma alguma, e fica até difícil criticar sabendo que os próprios Brian May e Roger Taylor participaram ativamente da produção.
A direção do filme é de muito bom gosto, assim como o roteiro e a montagem. Mas o grande ponto positivo fica por conta do elenco: Rami Malek, ator que dá vida à Freddie Mercury, incorporou o personagem de forma magistral, recriando com precisão a excentricidade e os trejeitos do lendário cantor. Infelizmente, o tamanho exagerado de seus dentes incisivos tornou o personagem visualmente caricato. Outro que se destaca é Gwillym Lee, intérprete de Brian May, cuja semelhança com o guitarrista chega a ser assombrosa. Os figurinos dos músicos também são extremamente fiéis, respeitando inclusive as várias fases da banda.
Quase desnecessário dizer, mas a trilha sonora é um show à parte. Além dos hinos que todos conhecemos (em suas famosas versões de estúdio), temos aqui algumas preciosidades como "Love Of My Life" ao vivo no Rock In Rio, uma versão de "Doing All Right" da época do Smile, "Keep Yourself Alive" extraída do maravilhoso "Live At The Rainbow '74", além da apresentação no Live Aid praticamente em sua totalidade.
Concluindo, "Bohemian Rhapsody" é um experiência emocionante e grandiosa, recomendado não somente aos fãs do Queen, mas também a todos os apreciadores da arte e da boa música.
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