Bruce Kulick: o guitar hero do Kiss fala sobre sua trajetória em entrevista
Por Eduardo Rodrigues
Fonte: Eduardo Rodrigues
Postado em 04 de agosto de 2019
Conversamos com o grande guitarrista Bruce Kulick, que além de ter participado de uma das maiores bandas de rock do mundo, KISS, tem muitas outras grandes histórias para contar!
Bruce, primeiramente quero agradecer por nos conceder essa entrevista e dizer que somos grandes fãs de Kiss e do seu trabalho. Para iniciarmos, gostaria de perguntar sobre a primeira vez que você veio ao Brasil com o Kiss em 1994, no Monsters of Rock, você lembra desse show? Qual foi sua primeira impressão do Brasil?
EU AMEI! Os brasileiros são provavelmente os fãs mais dedicados e amorosos que já conheci! Eu senti como se estivesse nos Beatles!
Sempre ouvi que você entrou para o Kiss através de uma indicação do seu irmão Bob Kulick, mas você já tinha contato com os integrantes da banda antes, certo? Você pode nos dizer como se juntou à banda e se chegou a fazer algum teste para entrar no Kiss?
Em 1984 eu fiz um trabalho fantasma de guitarra para o KISS no Animalize. Paul sempre soube pelo meu irmão que eu era bom, mas também houve outras pessoas que ele conhecia que falaram muito bem de mim, Mitch Weissman (parceiro de composições do Kiss) foi um deles. Você sabe, eu entrei para substituir Mark St. John e o resto foi KISSTORY!
Você pode contar com que idade você começou a tocar guitarra?
Eu comecei jovem, com cerca de 10 anos de idade. Os Beatles foram um grande motivo! Vê-los em Ed Sullivan no início de 1964 me fez querer tocar guitarra.
O que você gosta de escutar e quais são as suas influências como guitarrista?
Então… comecei com os Beatles, toda a Invasão de bandas Britânicas realmente me animou. De Cream, The Who, Led Zep, Jimi Hendrix! Mountain, Yes, Jethro Tull, passando por ELP (Emerson, Lake e Palmer), Yardbirds e Jeff Beck. Mais tarde, Eddie Van Halen foi uma grande influência.
Você entrou no Kiss em um momento que parecia um pouco complicado para a banda com a saída de Vinnie Vincent e o problema que impediu Mark St John de continuar, como foi pra você esse começo? Havia muita pressão para ser o guitarrista certo para a banda após tantas mudanças em um curto período de tempo?
Eu já estava feliz apenas por estar lá por Mark. Houve pressão, mas na verdade eu não achei que o trabalho era MEU. Era apenas bom tocar com eles, e com o tempo ficou claro que eu pertencia a banda! Uma oportunidade incrível.
Após as mudanças que ocorreram depois da sua saída do Kiss, Eric Singer e Tommy Thayer acabaram usando a maquiagem original de Peter Criss e Ace Frehley, o que não agradou muitos fãs. Posso perguntar sua opinião sobre isso? E se fosse você, gostaria de ganhar uma máscara original ou não se importaria em representar o Spaceman?
Se fosse eu, eles teriam realmente que me perguntar. Eu sinto falta de estar no KISS, mas como o personagem de Ace, seria completamente apagado tudo o que fiz nos meus 12 anos na era sem máscara da banda. Tommy faz um ótimo trabalho como o Spaceman.
Falando um pouco sobre a ‘Union’, banda que você uniu forças com John Corabi, que na minha opinião é um dos melhores vocalistas de hard rock do mundo. Vocês mantém contato e há alguma chance de retomar este projeto um dia?
Nós nos mantemos em contato sim e fizemos uma jam recentemente em Indianápolis na KISS Expo. John é um ótimo cantor e uma ótima pessoa. Em relação ao futuro, estou aberto à ideia.
Inevitável perguntar sobre a turnê de despedida do Kiss "End Of The Road", mesmo sendo uma turnê onde utilizam máscaras, eu acredito que pela sua importância na história da banda, a sua participação nem que fosse em alguns shows faria a felicidade de muitos fãs, você gostaria de participar? Como você está vendo essa despedida?
Eu gostaria de me juntar a eles no palco e claro, vou vê-los nessa turnê. Quanto à participação, isso é algo que não posso confirmar, mas espero que isso possa vir a acontecer em algum momento!
Veja a entrevista completa no link abaixo:
https://revistafreak.com/entrevista-bruce-kulick-o-guitar-hero-do-kiss-fala-de-sua-trajetoria-em-entrevista-exclusiva-a-freak/
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