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Van do Halen: Os 60 melhores discos de 2019

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Por João Renato Alves, Fonte: Van do Halen
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Colaborador do Whiplash há duas décadas e mantenedor do antigo site/atual página nas redes sociais Van do Halen há dez anos, o jornalista João Renato Alves cita seus álbuns preferidos de 2019.

Começando pelo Top 10:

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1. Eclipse – Paradigm: Chegando a vinte anos, a banda sueca reforça os motivos que lhe colocaram como um dos principais nomes do Hard/Melodic Rock dos últimos tempos. Seu sétimo trabalho de inéditas é um dos melhores da carreira, cheio de hits em potencial e a já tradicional competência na execução, sempre sob comando do vocalista e multi-instrumentista Erik Martensson. Todas as faixas contam com melodias fáceis de se memorizar e refrães no melhor estilo do Arena Rock, prontos para serem entoados em alto e bom som.

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2. Rival Sons – Feral Roots: Não há nada de realmente novo no sexto disco do Rival Sons e isso é muito bom. De qualquer modo, o importante é que poucas bandas chegam a essa marca em apenas 10 anos no combalido mercado atual. Além disso, o quarteto se mostra afiado, inspirado e relevante sem precisar fazer maior esforço. Feral Roots não vai converter os incrédulos, porém, traz tudo aquilo que os admiradores estão acostumados e esperam do grupo. Serve como boa apresentação para quem ainda não conhece o trabalho de um dos conjuntos da linha de frente do Rock atual.

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3. Candlemass – The Door To Doom: O inesperado retorno do vocalista Johan Längqvist trouxe um resultado melhor que o imaginado até pelo mais fervoroso dos fãs. O Candlemass dificilmente erra o alvo, mas aqui acertou em cheio de forma que não fazia há anos. A participação de Tony Iommi (Black Sabbath) é grandiosa, mas mesmo que não tivesse acontecido, não tiraria em nada o brilho e a excelência de The Door To Doom, um dos melhores trabalhos da discografia da banda sueca.

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4. Amon Amarth – Berserker: Os fãs mais conservadores chiaram em todo o processo de gravação do novo álbum do Amon Amarth. A banda trocou a Suécia pelos Estados Unidos e deixou muitos apreensivos. Enquanto é verdade que o som da década passada se modificou, também é preciso ressaltar que Johan Hegg e companhia mantém a qualidade no alto. E a aproximação com o lado mais tradicional era um passo natural a ser dado, como aconteceu com outros colegas de geração. Os suecos permanecem relevantes.

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5. Slipknot – We Are Not Your Kind: Sem medo de experimentar, seja acrescentando ou resgatando elementos do passado, o Slipknot soa revigorado em seu sexto álbum de inéditas. Assim como nos anteriores, ouvir um trabalho do grupo não é apenas uma experiência musical. Envolve uma verdadeira viagem emocional, onde é preciso entender o contexto das vidas dos autores, o que torna tudo ainda mais interessante. Vinte anos após a estreia oficial, Corey Taylor e companhia seguem como uma das bandas mais relevantes do cenário Rock/Metal.

6. Paladin – Ascension: O trabalho de estreia deste quarteto de Atlanta, Estados Unidos, surpreende pela eficiência na mistura de Power, Thrash e Melodic Death Metal. O vocalista e guitarrista Taylor Washington alterna vocais guturais e agudos que nos fazem torcer para que ele tenha um bom técnico, ou sua garganta não vai aguentar por muito tempo. De qualquer modo, o medo inicial em ver a mistura se transforma em grata surpresa, fazendo com que o Paladin tenha o debut do ano.

7. Exhorder – Mourn The Southern Skies: Foram 27 anos de espera pelo terceiro disco de um dos precursores na mistura do Thrash Metal com Groove. Mas cada segundo foi pago com uma pedrada de primeira categoria. Há espaço para as tradicionais incursões rítmicas pelo Hardcore, além de riffs vindos diretamente do Black Sabbath, criando uma atmosfera agressiva e densa. Poucas vezes uma banda que ficou tanto tempo sem oferecer algo novo acertou na mosca de tal forma. O vocalista Kyle Thomas e o guitarrista Vinnie LaBella, integrantes originais, acertaram na mosca com os novos parceiros de empreitada.

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8. Gallo Azhuu – Treva: Em seu terceiro disco, o quarteto maranhense fortalece o nome na cena Stoner Rock/Metal nacional com mais uma obra de primeira qualidade. Cantando em português – atitude sempre saudada e que deveria ser mais comum –, o grupo despeja uma sequência de músicas riffentas e criativas. A densidade do instrumental, que permanece durante toda a audição, com direito a belas mudanças de andamento, só colabora com o clima proposto. Que consigam projeção maior que a obtida com os anteriores (e excelentes) trabalhos, pois estão merecendo muito.

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9. Neuroticos – Kill For God: O quarteto nipo-brasileiro radicado em Hiroshima lança seu primeiro full-length praticando um Death Metal old school, com instrumental inspirado, se valendo de temáticas líricas fortes e realistas. Destaque para o guitarrista Kleber Dias Matsuda, que despeja riffs e solos em alta potência, conduzindo as músicas em alto nível. Que o Brasil não deixe passar em branco essa "guarda compartilhada", pois no Japão a banda já desfruta de reconhecimento no underground.

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10. Beast In Black – From Hell With Love: Em seu segundo álbum, a dissidência do Battle Beast se mostra em um momento muito mais inspirado. Porém, o ouvinte precisa ter noção de que sorverá doses grandes de melodias Pop em meio ao Hard/Heavy que o quinteto finlandês pratica. Posto isso, não dá para ficar imune ao som contagiante proposto pela banda. Contraindicado para mentes fechadas e radicais, muito recomendado a quem curte músicas pegajosas, independente de rótulos.

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Em ordem alfabética, outros 50 plays que merecem ser conferidos:

Astral Doors – Worship Or Die: O sexteto sueco chega ao nono trabalho em pouco menos de duas décadas de existência sem abrir mão do seu Hard/Heavy tradicional bem executado, oferecendo composições inspiradas nos monstros dos anos 1970 e 1980. O vocalista Nils Patrik Johansson segue acendendo uma vela para Dio, mas a qualidade musical se sobressai, não deixando que as canções soem como mera imitação. Prato cheio para quem quer algo que soe como algo "das antigas" e mantenha o frescor de novidade.

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Avatarium – The Fire I Long For: O grupo sueco chega ao ápice em seu quarto disco, misturando Doom e Prog magistralmente, criando climas intimistas, dramáticos e envolvendo o ouvinte na atmosfera. O primeiro trabalho com menor contribuição de Leif Edling (Candlemass) – que participou da composição de apenas três faixas – parece ter fortalecido a unidade da banda, embora seja impossível não destacar a interpretação potente de Jennie Ann-Smith, uma das grandes vozes da geração atual.

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Beth Hart – War On My Mind: A parceira musical de Joe Bonamassa mostra em mais um álbum solo o porquê de ser uma das melhores vozes surgidas nas últimas décadas. A categoria tradicional do Blues flerta com Rock, Pop e Soul, mesclando delicadeza e agressividade de acordo com o necessário, transitando por um repertório de canções mais sofisticadas e outras que poderiam facilmente se tornar hits. Dinâmico e intenso, War On My Mind oferece a crueza da interpretação de Beth, que revelou ter se deixado levar emocionalmente nas gravações, sem objetivos pré-estabelecidos.

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Black Star Riders – Another State Of Grace: Em seu disco mais curto (dez faixas em 38 minutos) o Black Star Riders oferece o Hard Rock direto e eficiente de sempre. Apesar de a sombra que a nuvem do Thin Lizzy faz nunca deixar de pairar sobre as cabeças dos músicos, dá para dizer que o trabalho de desenvolver personalidade própria está acontecendo a cada novo trabalho. E nem mesmo as mudanças de integrantes – agravada pela perda de um dos principais compositores, o guitarrista Damon Johnson – tirou o grupo dos trilhos.

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Blacktop Mojo – Under The Sun: Misturando Hard, Southern Rock e Grunge, a banda americana chega ao terceiro disco mostrando força para garantir seu lugar de vez na cena. O vocalista Matt James entende do riscado e os músicos formam uma parede sonora coesa. As músicas são densas sem perder o toque acessível, especialmente para os padrões das rádios Rock menos convencionais. A se manter na linha, o Blacktop Mojo ainda vai dar muito o que falar.

Block Buster – Losing Gravity: Na ativa desde 2008, esta banda finlandesa chega ao segundo full-length, primeiro por uma gravadora de porte – a Frontiers Records. A sonoridade é Hard Rock oitentista em sua face mais direta, sem os floreios melodiosos da maioria dos artistas da companhia em questão. As canções são marcantes e mesclam influências do passado com produção atualizada. Um típico exemplar da competência escandinava em produzir sons grudentos.

Bokassa – Crimson Riders: Junto com o Ghost, o trio norueguês foi uma das atrações de abertura da tour europeia do Metallica pela Europa em 2019. Apesar de não fazer um som na linha da atração principal, a escolha deve ter ajudado a chamar atenção para o grupo, que chega a seu segundo disco oferecendo uma mistura de Stoner e Punk Rock cheia de energia e criatividade. Crimson Riders dura menos de meia-hora, mas é o suficiente para deixar sua marca.

Children Of Bodom – Hexed: Após alguns anos na mesmice, Alexi Laiho e seus comparsas reencontraram a inspiração nos trabalhos mais recentes. Hexed não reinventa o Metal praticado pelos finlandeses, mas cumpre seu papel com louvor, trazendo a bem bolada mistura de elementos melódicos e extremos em composições competentemente estruturadas. Também nos faz relembrar porque o frontman é considerado um dos grandes guitarristas de sua geração. Resta saber o que o futuro reserva, com o recente anúncio de separação.

Crazy Lixx – Forever Wild: A banda sueca demorou a voltar aos eixos, tendo passado por uma série de mudanças de formação. Mas o sexto disco reencontra o caminho que os consagrou, com o Hard Rock melódico, pesado e groovado, no básico estilo oitentista. Várias músicas poderiam facilmente se tornar hits em outra época. O melhor desde New Religion (2010) – que ainda é insuperável – e um sopro de esperança em uma carreira que parecia condenada.

Dust Bolt – Trapped In Chaos: Em seu quarto álbum, a banda alemã exibe um Thrash Metal de categoria, soando old school sem ser uma mera cópia do passado. Destaque para os vocais do também guitarrista Lenny B., na maior parte do tempo limpos, mas se apoiando nos guturais quando necessário. Vale citar que, apesar da origem europeia, o quarteto se assemelha muito mais à sonoridade das bandas americanas do estilo.

Edge Of Forever – Native Soul: Após dez anos, o multi-instrumentista e produtor italiano Alessandro Del Vecchio reativa o projeto em seu quarto trabalho, contando com nova formação trazendo músicos de bandas como Secret Sphere e Labyrinth. O resultado é o melhor trabalho da discografia, com fortes melodias e passagens vocais marcantes. O background metálico dos novos colegas dá um toque especial sem desvirtuar a proposta original.

Evergrey – The Atlantic: Encerrando a "trilogia oceânica", Tom S. Englund segue mostrando como fazer músicas elaboradas, climáticas e, ainda assim, extremamente pegajosas. Os detalhes levam o ouvinte em uma viagem, mas sempre aparece aquele refrão que fica na cabeça. Não à toa, o Evergrey se torna cada vez mais uma daquelas bandas que desenvolve um som próprio, sem categorização possível. É Evergrey, simples assim.

Find Me – Angels In Blue: O terceiro fruto da parceria entre Robbie LaBlanc (Blanc Faces) e Daniel Flores (Issa, The Murder Of My Sweet) tem tudo para agradar fãs de AOR/Melodic Rock. Claras referências a bandas como Journey, Foreigner, Survivor e Giant, aliadas a uma produção atual e execução acima de qualquer suspeita transformam a audição em um exercício agradável e digno de repetição.

First Signal – Line Of Fire: Este é o projeto em que, periodicamente, a Frontiers Records empurra Harry Hess para a sonoridade do primeiro disco do Harem Scarem. Acompanhado por compositores focados em manter o foco na missão, o vocalista mostra mais uma vez o grande intérprete que é, com um repertório que colabora, cheio de momentos memoráveis. Prato cheio para os saudosos pelos primórdios da banda canadense – que segue fazendo bons trabalhos, embora um pouco diferentes.

Flotsam And Jetsam – The End Of Chaos: Apesar de não ter alcançado o mesmo sucesso de alguns companheiros de cena, o Flotsam And Jetsam manteve uma constante de lançamentos desde os anos 1980. Nem sempre acertou na mosca, mas em The End Of Chaos, 13º full-length de inéditas, o grupo se mostra consistente, executando um Thrash Metal com mudanças de andamento interessantes e melodias marcantes.

Gary Hoey – Neon Highway Blues: O nome de Gary Hoey pode não significar muito para quem não conhece as entranhas do Hard/Classic Rock. Mas o guitarrista, um dos mais talentosos da geração oitentista, sempre apresenta obras do mais alto calibre. Como acontece em Neon Highway Blues, onde mostra técnica invejável e colabora com nomes como Eric Gales, Joss Smith e Lance Lopez, além de seu filho, Ian. Aula de bom gosto nos arranjos e execução.

Hardline – Life: Quem diria que, após tantos anos, os irmãos Gioeli ofereceriam o melhor trabalho da banda desde o debut, Double Eclipse? Com uma abordagem mais Hard/Heavy em comparação aos antecessores – lembrando até o trabalho do vocalista com o guitar hero alemão Axel Rudi Pell –, Life emenda um petardo atrás do outro, sem descanso para o ouvinte. Nem a versão chinfrim para "Who Wants To Live Forever" conseguiu estragar.

Heavy As Texas – Heavy As Texas: Contando com membros atuais e antigos de Exhorder e Trouble, o grupo capricha em sua estreia, passeando por várias vertentes do Metal, até mesmo buscando algo de Classic Rock. As músicas contam com estruturas variadas e passagens surpreendentes, passando do melódico ao agressivo com personalidade, o que só é possível pela qualidade técnica dos envolvidos. Trabalho promissor.

Herman Frank – Fight The Fear: Mesmo tendo perdido visibilidade com a saída do Accept, o guitarrista segue firme e forte, lançando discos consistentes em sua carreira solo. Quarto trabalho de músicas inéditas Fight The Fear traz o Heavy Metal tradicional sem maiores novidades, mas com muita consistência. Destaque para os vocais de Rick Altzi (Masterplan).

In Flames – I, The Mask: Fazia tempo que a banda sueca devia um disco empolgante, mas a conta foi paga com juros e correção monetária. Talvez os fãs dos primórdios e tão somente daquela fase não venham a se entusiasmar, mas o trabalho conta com momentos marcantes e deixa aquela vontade de dar o play novamente assim que acaba. A nova dinâmica de Anders Fridén e Björn Gelotte, trabalhando juntos desde o começo do processo, deu resultado mais que positivo.

Inglorious – Ride To Nowhere: Até aqui, a carreira da banda comandada por Nathan St. James segue intocável. Nem mesmo as crises internas, que fizeram com que três instrumentistas abandonassem o cantor e uma lavagem de roupa pública se iniciasse, influenciaram em uma queda de qualidade. O grupo acerta na mosca, com mais um disco de Hard Rock cheio de influências setentistas e oitentistas. Uma hora será inevitável tropeçar, mas o Inglorious mantém o alto aproveitamento.

Insomnium – Heart Like A Grave: Em seu oitavo disco, a banda finlandesa de Melodic Death Metal contou com a adição do guitarrista Jani Liimatainen (Sonata Arctica, The Dark Element, Cain’s Offering), também responsável pelos vocais limpos. Elementos de Black e Gothic Metal se agregam, ao mesmo tempo que a crueza dos primeiros trabalhos é resgatada, após as experimentações em Winter’s Gate (2016). O resultado é uma bela mistura de melancolia e agressividade, mostrando que os vinte anos de estrada não acomodou os músicos.

Iron Fire – Beyond The Void: Em seu nono full-length, o power-trio dinamarquês foge das armadilhas do Power Metal injetando doses consideráveis de peso, tendo como parâmetros os padrões do subgênero. Destaque para o vocalista e baixista Martin Steene, que adota um registro bem mais agressivo que o lugar comum, remetendo a nomes como Matthew Barlow, Chris Boltendahl e similares. Prato cheio para os adeptos.

Kenny Wayne Shepherd – The Traveler: Mantendo consistência invejável, o guitarrista americano se cerca de uma banda competente e oferece Blues Rock cativante ao ouvinte. Além das faixas autorais, há espaço para ótimas versões de músicas do Buffalo Springfield e Joe Walsh. Disco agradável, que se deixa ouvir sem maiores atropelos, mostrando que a canção "Better With Time" possui uma razão de existir, especialmente em sua letra.

Korn – The Nothing: Este é um disco pesado. E não só em termos sonoros. A perda da ex-esposa do vocalista Jonathan Davis e a proposta de explorar "o nada", inspirado no filme A História Sem Fim, refletiram nas composições de forma que antes mesmo de apertar o play o ouvinte já fica tomado pela tensão. Exorcizando demônios, o cantor oferece uma das melhores performances da carreira, amparado pela sempre eficiente banda. The Nothing é triste, soturno e depressivo. Tal qual o mundo atual, se fazendo quase necessário, no fim das contas.

Leverage – DeterminUs: Após 10 anos, a banda finlandesa retorna com seu quarto full-length, apresentando novo vocalista e guitarrista. A fórmula, misturando Power Metal e Hard Rock/AOR se mantém a mesma. Porém, para alegria dos fãs, a inspiração retornou um degrau acima em comparação a Circus Colossus, último e cansado disco até aqui. O legítimo trabalho que demorou, mas valeu a pena esperar.

Mark Morton – Anesthetic: Passeando por diversas vertentes do Hard/Heavy, o guitarrista do Lamb Of God esbanja competência em seu trabalho solo. O disco chamou atenção por resgatar uma das últimas composições do falecido Chester Bennington, mas vai muito além disso, oferecendo composições pesadas e melódicas prontas para agradar fãs de diferentes subgêneros do Rock pesado. E o time de vocalistas colabora, com performances inspiradas.

Michael Monroe – One Man Gang: Os discos do cantor finlandês nunca trazem grandes mudanças na fórmula. Mas o Hard/Rock And Roll é sempre prazeroso. Contando com participações do antigo companheiro de Hanoi Rocks, Nasty Suicide e de Captain Sensible (The Damned), Monroe oferece um álbum divertido, consistente e energético, como poucos de sua geração ainda conseguem oferecer. Daqueles para se apertar o play, deixar rolar e aproveitar a viagem.

Myrath – Shehili: Em seu quinto full-length, a banda tunisiana mostra mais uma vez o Prog Metal categórico misturado a sonoridades locais que a fez se sobressair na cena. O vocalista Zaher Zorgati conta com um registro agradável e os instrumentistas conseguem criar climas envolventes, usando a técnica em prol da música. Um álbum que se deixa escutar sem dificuldades até mesmo por quem não é grande adepto do estilo praticado pelo conjunto.

Overkill – The Wings Of War: Apesar de não ter alcançado o patamar de outros colegas de geração, o Overkill se manteve constante e eficiente em seus mais de trinta anos de carreira. The Wings Of War não traz grandes novidades, mas oferece aquele Thrash Metal classudo, com pegada Rock and Roll e muita competência. Fica um pouco abaixo do anterior, o impecável The Grinding Wheel, um dos melhores da discografia da banda. Ainda assim, merece muito mais que uma simples conferida.

Pretty Maids – Undress Your Madness: A regularidade dos dinamarqueses chega às raias do impressionante. Quando não fazem um disco sensacional, ao menos conseguem oferecer algo digno de figurar entre os destaques. O novo álbum segue a linha Hard/Heavy dos trabalhos recentes, com vários momentos cantaroláveis. Ronnie Atkins ainda consegue oferecer uma performance no nível dos tempos áureos. E assim o Pretty Maids segue, sem o prestígio de alguns colegas, mas sempre agradando os conhecedores de sua história.

Rebel Machine – Whatever It Takes: A cada música que ia passando do segundo álbum da banda gaúcha eu ia aumentando o volume. A fórmula explosiva da estreia se mostra tão efetiva quanto em sua sequência. Rock energético, com peso e melodia certeiros. As referências vão se tornando nota de rodapé enquanto a Rebel Machine vai adquirindo uma cara própria e fincando os pés no panteão do que de melhor surgiu na cena nacional na última década. Que cada vez mais pessoas possam prestigiar.

Rockett Love – Greetings From Rocketland: Em seu segundo disco, a banda sueca mostra mais uma vez que o país tem "as manhas" para fazer AOR/Melodic Rock como nenhum outro. Lembrando nomes locais como H.E.A.T., Treat e afins, além de Journey, Survivor e Bon Jovi de outrora, o grupo entrega uma sequência de músicas com melodias fáceis de memorizar e acompanhar. A produção contou com o envolvimento de Erik Martensson (Eclipse, W.E.T., Nordic Union), o que serve como mais um atestado de qualidade.

RPWL – Tales From Outer Space: O quarteto alemão não nega a influência de Pink Floyd. E nem poderia, com as várias referências sonoras, além da voz de Yogi Lang, que remete bastante à de David Gilmour. O novo trabalho do grupo é conceitual, abordando experiências extraterrestres fictícias, embaladas por um Prog/Artrock de alto nível. O grupo consegue aplicar sua excelência técnica a composições longas sem entediar o ouvinte e oferecendo melodias agradáveis, com um feeling nostálgico sem soar como mero pastiche.

Scott Stapp – The Space Between The Shadows: Se tem algo que eu realmente não esperava a essa altura da vida era gostar de um disco do vocalista do Creed. Mas Scott surpreende em seu terceiro trabalho solo, investindo em um som pesado e trazendo a melhor performance de sua carreira. As letras exorcizam os recentes problemas pessoais e os produtores Scott Stevens (Halestorm, Shinedown, Of Mice & Men) e Marti Frederiksen (Aerosmith, Mötley Crüe, Ozzy Osbourne, Scorpions) colaboraram, misturando a nova e a velha escola. A grande surpresa do ano.

Spirit Adrift – Divided By Darkness: O grupo americano fez seu lado tradicional falar mais alto no terceiro disco, deixando o Doom como pano de fundo para viajar por outras influências sonoras. Há espaço para riffs a la Tony Iommi em convivência harmônica com guitarras dobradas no melhor estilo de bandas como Thin Lizzy e Judas Priest (fase setentista). Prato cheio para os apreciadores.

Stevie D feat. Corey Glover – Torn From The Pages: Produtor conceituado, com mais de 30 anos no business, Stevie D resolveu lançar um álbum em parceria com uma das maiores vozes da história do Rock. Seja com o Living Colour ou qualquer outro projeto, Corey Glover não decepciona em sua performance. Aqui, a dupla aposta no Hard/Classic Rock com influências de R&B e Soul Music, oferecendo um trabalho cheio de feeling. Há espaço para backing vocals femininas e sessão de metais que combinam perfeitamente com a proposta. Cada nova audição é uma descoberta diferente.

Tanith – In Another Time: Em seu trabalho de estreia, o quarteto nova-iorquino oferece um Heavy Metal muito inspirado nos anos 1970, tanto nas composições quanto na produção. O grande destaque fica por conta dos duelos de guitarra e, principalmente, nos vocais, divididos entre o guitarrista Russ Tippins (Satan, Blind Fury, Pariah, Tysondog) e a baixista Cindy Maynard. Recomendado para quem curte um som retrô feito com garra e disposição.

The Allman Betts Band – Down To The River: Os filhos de Gregg Allman e Dickey Betts – os guitarristas/vocalistas Devon e Duane, respectivamente – uniram forças e se mostram dignos de carregar o legado da Allman Brothers Band. O trabalho de estreia mostra que não são apenas influenciados pela obra dos genitores, mas também capazes de forjar uma identidade sonora dentro da proposta Southern, com claras influências de R&B e Soul Music. Para uma primeira amostra, é mais do que interessante.

The Damned Things – High Crimes: No papel, misturar membros de Anthrax, Fall Out Boy, Alkaline Trio e Every Time I Die parece esquisito – além de um grande risco. Mas o The Damned Things segura a onda em seu segundo disco, fazendo um Rock/Metal simples e direto, com influências garageiras setentistas e muita personalidade. Não vai mudar o mundo, mas é diversão garantida.

The Defiants – Zokusho: Já que o Danger Danger não faz um novo disco com Ted Poley, os instrumentistas seguem em projeto paralelo com Paul Laine, ex-vocalista do grupo original. A sonoridade não difere em quase nada, trazendo aquele AOR/Melodic Rock típico, cheio de refrães marcantes. Importante destacar também a temática visual, saindo do faroeste no debut para o anime, celebrando o território onde os músicos sempre tiveram sua base de fãs mais fiel. Não vai levar ninguém de volta aos 1980, mas serve como uma boa demonstração de outrora.

The End Machine – The End Machine: O projeto que reúne os instrumentistas da formação clássica do Dokken e o vocalista Robert Mason (Warrant, Lynch Mob) carrega várias características reconhecíveis aos fãs, mas também possui cara própria. O Hard Rock oitentista é apenas um componente da receita, que mergulha em influências dos anos 1960, 1970 e até mesmo dos 1990. O lado festivo dá espaço a uma temática mais densa e introspectiva, gerando um trabalho cheio de pontos altos.

The New Roses – Nothing But Wild: Em seu quarto disco, o grupo alemão se firma como uma das forças da nova geração do Hard Rock. Em alguns momentos mais pesado e direto, em outros com melodias irresistíveis, a diversão é garantida, justificando toda a repercussão que tem colocado o quarteto nos casts dos principais festivais europeus – além da edição 2018 do KISS Kruise. Pena que a popularidade não se reflete em outras partes do mundo, pois o talento dos envolvidos justificaria voos ainda mais altos.

The Raven Age – Conspiracy: Chega a ser impressionante a evolução da banda comandada por George, guitarrista e filho de Steve Harris, líder do Iron Maiden. Melodias trabalhadas, conteúdo lírico marcante e sonoridade moderna permeiam o trabalho, que tem tudo para elevar o grupo a um novo patamar e, finalmente, se livrar da proteção da empresa do genitor do líder, que sempre os fará ser observado com ar de desconfiança. Capacidade para voos além já está provado que o quinteto possui.

The Treatment – Power Crazy: Estreando o vocalista Tom Rampton, a banda inglesa oferece mais um trabalho de altíssima qualidade em seu quarto full-length. Hard/Rock And Roll na linha do AC/DC, Mötley Crüe e congêneres, com alguns toques blueseiros a la ZZ Top dando sabor especial à receita. Os instrumentistas colaboram, matando a pau em uma exibição simples, direta e muito segura. Não à toa, o grupo já consegue realizar turnês como headliners pelo Reino Unido e só tem a crescer no resto do mundo.

Torche – Admission: Combinado Sludge Metal com Rock Alternativo, o quarteto americano chega ao quinto full-length mostrando maturidade. O tracklist alterna sequências de músicas curtas e diretas intercaladas com momentos de maior viagem musical, fazendo com que a alternância mantenha o interesse e curiosidade do ouvinte para o que virá na sequência. Se Admission inaugura uma fase mais instrospectiva na carreira do grupo, só o tempo dirá. O que dá para afirmar é que o Torche segue como um nome relevante entre os surgidos já neste século.

Tug Of War – Soulfire: Escrito e produzido pelo conceituado guitarrista sueco Tommy Denander, este projeto revela o vocalista canadense BK Morrison, dono de uma voz potente e melódica. A sonoridade transita entre o Hard Rock setentista e o AOR, lembrando o Whitesnake da primeira fase em alguns momentos e o Def Leppard em outros. Músicos de bandas como Toto, Chicago e Snakecharmer participam, dando suas contribuições para um álbum que se deixa ouvir sem maiores atropelos.

Vltimas – Something Wicked Marches In: Reunindo ex-membros de Morbid Angel Mayhem e Cryptosy, o Vltimas estreia com força total, exibindo um Death Metal marcante e cheio de variações climáticas pronto para agradar os adeptos. Vale destacar a sensibilidade musical do baixista e vocalista David Vincent, que consegue fazer música extrema capaz de agradar até mesmo os ouvintes menos ardorosos. Que o projeto não pare por aqui.

Xentrix – Bury The Pain: O primeiro disco da banda inglesa em 23 anos nos dá duas conclusões: a de que foi uma pena a interrupção de outrora e a alegria de vê-los voltando em alto estilo. O Thrash Metal do grupo encontra muito mais semelhanças na cena americana em comparação a seus pares continentais. O vocalista Jay Walsh bebe bastante na fonte chamada Chuck Billy, sem soar como uma cópia barata. Para ouvir no último volume e voltar ao começo logo a seguir.

Whitechapel – The Valley: O aspecto mais fascinante do sétimo full-length do grupo americano de Deathcore é o lírico. Várias letras foram inspiradas no diário que a mãe do vocalista Phil Bozeman mantinha até morrer, devido à dependência química. O frontman foi fundo no emocional, fazendo com que a experiência se torne quase um exorcismo musical. Saber dessa informação transforma o ato de ouvir o disco algo muito mais profundo.


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