Marcelo Souza: guitarrista do Attomica fala de novos projetos
Por Rodrigo Rebechi
Postado em 27 de maio de 2020
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O guitarrista e professor de música Marcelo Souza está cheio de projetos. Guitarrista da banda de thrash metal Attomica fechou com a Sinfonica Records para participar do álbum instrumental que a gravadora irá lançar em 2020. Para o músico, será uma experiência gratificante.
"Eu e o Angelo Valle, CEO da Sinfonica, temos uma parceria em comum, a Tesla Pickups (captadores para guitarra), logo nos conhecemos, nos tornamos amigos e veio o convite. Fiquei muito feliz e honrado em, agora, fazer parte da Família Sinfonica com tantos grandes artistas no casting. E há muitos músicos excelentes neste projeto", celebra Marcelo.
Além da banda e do projeto da Sinfonica, Marcelo tem tido outros trabalhos em seu tempo livre.
"Estou no Attomica desde 2014, temos trabalhado bastante nos últimos anos e paralelo a banda tenho meu trabalho instrumental, um disco lançado em 2011 chamado Circle of Fire (independente) e faço eventos divulgando músicas desse trabalho, entre outras Participo de clínicas, workshops, master classes, feiras de música, etc. Inclusive participei de workshops internacionais e de grande importância com Marty Friedman, Guthrie Govan, Vinnie Moore. Estou trabalhando nas músicas do novo álbum com uma sonoridade diferente, mais madura que pretendo gravar em breve, inclusive com participações especiais e, além disso, tenho uma banda de covers de classic rock ativa na noite aqui na região do Vale do Paraíba chamada Rockway", enumera.
Com a pandemia adiando turnês, Marcelo espera que as atividades retomem logo.
"A banda passou por algumas mudanças ao longo dos últimos anos, se consolidando como power trio (André Rod, Argos Danckas e eu), lançamos em 2018 o álbum ‘The Trick’ que rendeu muitos elogios e uma ótima aceitação. Com essa parada, estamos nos organizando e aguardando pra retomar as atividades, que é o que adoramos fazer".
Marcelo acredita que as mudanças do mercado fonográfico tornaram o ambiente musical mais democrático.
"De certa maneira, acho positivo pois está mais democrático, mais acessível pra divulgação e mais abrangente também. Temos muitas bandas boas. Por outro lado, existe a necessidade de uma adaptação a esta nova realidade, aprender a administrar, produzindo material de qualidade, investindo em divulgação nas mídias, criando engajamento com o público etc. É um novo tempo com novos desafios a serem superados e quem se adaptar vai sobreviver e prosperar nos próximos anos. Mas aconselho para quem está começando saber onde quer chegar. Não é fácil fazer heavy metal no Brasil. Então investimento, dedicação, foco, disciplina e organização são fundamentais pra se ter bons resultados", completa Souza, que aponta quais bandas estão despontando na cena metal na América.
"Aqui temos ótimas bandas e conhecidas na cena como Salário Mínimo, Vírus, Vulcano, Pastore, a galera do Forkill (RJ), Gueppardo (RS) como exemplos e algumas gringas que vi quando estive em Tour com o Attomica na America do Sul que me chamaram a atenção como The Force (Paraguai) e Terror Society (Chile)", finalizou.
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