Heavy Metal: Professor headbanger cria playlist de 1700 músicas com a história do estilo

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Por Mateus Ribeiro
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O heavy metal nasceu no final dos anos 1960 e meio século depois de sua criação, é um estilo musical que se renova dia após dia. Essa renovação constante criou várias ramificações, fazendo com que a música pesada sempre permaneça atual.

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Luuk Wouters @ www.unsplash.com
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Além da renovação, outro fator importante para longa vida do heavy metal é a paixão que o gênero desperta em seus fãs. Um desses fãs é o professor de História Humberto Campitelli Junior, que é fã de heavy metal (e suas tantas vertentes) e reside na cidade de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. O professor headbanger decidiu unir o amor pela música e pela história através da playlist "The Metal Anthology", que reúne quase 1700 músicas e tem duração de 125 horas, o que resulta em mais de 5 dias de metal.

A playlist reúne inúmeros subgêneros do heavy metal e traz desde nomes consagrados do estilo até outros menos conhecidos, mas com muita qualidade. A intenção da playlist é contar a história do estilo, desde os primórdios, com o BLACK SABBATH, até os dias atuais. Antes de apertar o play, saiba como foi o processo e o que levou Humberto a fazer este nobre e árduo trabalho.

Mateus Ribeiro: O que te levou a fazer a playlist?

Humberto Campitelli Junior: Como fã de rock, metal e seus subgêneros, sempre adorei fazer listas e coletâneas e pensava que precisava fazer uma playlist que tentasse abranger boa parte do que foi e ainda é o metal, só não sabia que a ''coisa'' iria tão longe (risos).

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MR: Quanto tempo você levou para concluir o trabalho?

HCJ: Como estamos em isolamento social, parei algumas leituras e me dediquei a pesquisar e organizar as bandas e músicas que iriam compor essa playlist. Foi quase um mês de trabalho, em situação ''normal'', acredito que conseguiria chegar próximo desse resultado em 6 meses ou mais.

MR: Quais foram os critérios utilizados para fazer a playlist?

HCJ: Ótima pergunta. Procurei inserir os medalhões clássicos, bandas que considero importantes, mesmo não sendo tão consolidadas ainda e algumas que acho bem expressivas ou com potencial para ser em algum momento. Evidente que apesar de 1700 músicas, não é uma lista completa e definitiva, existem alguns furos ali que pretendo ir fechando com o tempo. A lista não está finalizada e talvez nunca estará.


MR: Durante este trabalho, você chegou a ouvir alguma banda que não conhecia?

HCJ: Sim, algumas. Destaco a banda de death metal melódico KALMAH, achei o som bem interessante e cheio de potencial. Também conheci algumas bandas obscuras da N.W.O.B.H.M. e redescobri como SOLITUDE AETURNUS é bom.

MR: Você mudou de opinião sobre alguma banda ou estilo musical enquanto fazia a playlist?

HCJ: Sim, sempre fui de ouvir pouco doom metal e com a experiência de montar essa playlist pude perceber o quanto de tempo perdi em não ouvir algumas bandas que são realmente muito boas.


MR: Qual a sua opinião sobre o cenário do rock/metal atual?

HCJ: Em termos de acesso, acho que estamos na melhor época possível. Todos, ou quase todos, podem ter acesso a milhares de artistas, há novas bandas de diversos estilos, para todos os gostos. Acho que o único ponto a considerar é o público, esse por muitas vezes não se interessa em descobrir nada novo e ficam apenas nas bandas de sempre. Precisamos sempre romper com o comodismo.

Feitas as devidas apresentações, é hora de apertar o play e bater cabeça!

Nota do Redator: Agradecimento especial ao entrevistado pela cordialidade e obviamente, pelo fantástico trabalho de pesquisa.




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Sobre Mateus Ribeiro

Fanático por Ramones, In Flames e Soilwork. Limeirense com muito orgulho (e sotaque).

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