A ocasião em que Metallica deixou Geezer Butler bem confuso
Por Igor Miranda
Fonte: The Vinyl Guide / UG
Postado em 08 de julho de 2020
O baixista Robert Trujillo, do Metallica, se recordou de uma ocasião em que sua banda deixou o colega de instrumento Geezer Butler, do Black Sabbath, um tanto confuso. A situação foi narrada em entrevista ao podcast The Vinyl Guide. Os comentários foram transcritos pelo Ultimate Guitar.
Trujillo se relembrou de quando Butler participou de um show comemorativo do Metallica, em dezembro de 2011, celebrando os 30 anos de banda. Durante a apresentação, realizada em San Francisco, nos Estados Unidos, o lendário baixista do Black Sabbath se juntou ao grupo para tocar uma versão de "Sabbra Cadabra", com um trecho de "A National Acrobat" - ambas composições do Sabbath.
"Estava ajudando Geezer a tocar as músicas, fizemos um medley com elas. E Geezer... lembro que ele ficava falando: 'não está no tom correto'. E eu explicava: 'eu sei, mas o Metallica toca nesse tom aqui'. Aí ele repetia: 'mas não está no tom certo'. E eu reforçava: 'eu sei, eu sei, mas o Metallica toca assim'", afirmou.
Destacando que se tornou uma espécie de "diretor musical" do Metallica naquela situação - e em outras -, Trujillo contou que há situações em que é preciso se adequar ao convidado. Porém, não era bem o que a banda fazia em situações do tipo.
"Ensinei a transição para ele e ele conseguiu fazer. Lembro que tive que explicar por que a nossa versão era diferente da original do Sabbath, mas superamos isso. Eu pensava: sabe, o Metallica tem sua versão, mas esses caras que vão participar estão acostumados com a versão deles", disse.
Veja a participação de Geezer Butler no show do Metallica em questão:
O músico apontou que os caras do Metallica não estava pensando tanto nos convidados ao manter versões diferentes no repertório. "Há mudanças de tom, detalhezinhos aqui e ali, e eles precisam saber disso. Meus caras não estão pensando muito nisso. Eu era a pessoa que explicava esses detalhes das versões do Metallica, mas antes, essas coisas eram meio que 'jogadas'", afirmou.
Trujillo contou que seu período inicial no Metallica foi bastante intenso devido à falta de explicações nesse sentido. "Era algo do tipo: vamos estar num programa de TV hoje e, amanhã, viajamos para Los Angeles para tocar na MTV, mas temos que gravar um clipe depois. Era como se tudo estivesse acontecendo ao mesmo tempo. Eu morava em Los Angeles e, do nada, estava em San Francisco após aceitar entrar para a banda. Tive que parar e dizer: 'espera aí, preciso voltar para casa e pegar minhas roupas'", disse.
Toda essa atividade do Metallica trouxe aprendizados para o baixista. "Quando passei por isso, pensei: nunca mais quero lidar com uma situação dessas de novo. Por isso, comecei a aprender músicas que o Metallica nem estava tocando na época, como 'Orion', 'The Call of Ktulu' e 'Frayed Ends of Sanity'. Músicas que eu queria tocar e sentia que poderiam entrar algum dia. Comecei a planejar o futuro", declarou.
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