Aquiles Priester: A trajetória coberta em entrevista à Revista Freak

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Por Eduardo Rodrigues
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Conversamos com o grande baterista AQUILES PRIESTER, que contou sobre sua trajetória para se tornar um dos maiores e mais conceituados nomes da bateria atualmente no mundo.

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AQUILES PRIESTER é sem dúvida um dos maiores bateristas da cena rock e metal nacional e internacional atualmente. Começou a carreira após sua mudança de Foz do Iguaçu para Porto Alegre tocando em vários projetos por bares e pubs da cidade que o prepararam, com muita disciplina e profissionalismo, para montar sua própria banda HANGAR, passar por grandes nomes do metal nacional como ANGRA, até atingir o mercado internacional sendo um dos bateristas mais requisitados atualmente tocando com grandes nomes do rock mundial como W.A.S.P., Tony MacAlpine, DragonForce, Primal Fear entre outros. Conversamos com Aquiles Priester e ouvimos da própria fonte todas essas grandes histórias da sua carreira. Check it out!

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Foto: Divulgação Aquiles Priester
Foto: Divulgação Aquiles Priester

Revista Freak: Primeiramente obrigado pela sua participação e queria te parabenizar pela tua trajetória que é impressionante!

Aquiles Priester: Muito obrigado!

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Revista Freak: Eu lembro que tu fez uns workshops em Caxias do Sul com o baterista Marcelo Moreira.

Aquiles Priester: Isso, ele foi o primeiro cara a trabalhar comigo em uma entressafra do Angra. Chegou janeiro, fevereiro, época de carnaval, os shows deram uma baixada e eu acordei pra esse mercado educacional, aula, masterclass, workshows, e não parei mais. Foram uns 600 workshops no mundo inteiro desde então!

Revista Freak: O baterista Kiko Freitas foi um dos teus grandes mestres né?

Aquiles Priester: Sem dúvida. Eu costumo falar que tive quatro pessoas muito importantes, o primeiro foi o João Barone, que foi o cara que me fez querer tocar bateria quando assisti o primeiro Rock In Rio, o segundo foi o Nicko McBrain do Iron Maiden, que foi o cara que me apresentou pro metal em 86 através do disco ‘Somewhere In Time’, o Kiko Freitas que foi um divisor de águas e depois veio o Deen Castronovo que me inspirou a tocar dois bumbos, mas foi o Kiko que me ensinou a parte técnica pra entender as coisas que ele fazia. Além deles eu tive os bateristas Mimo Aires e o Thabba, que também me ajudaram por um período mais curto, mas não menos importantes. Tudo começou nos pampas!

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A minha história com o sul começou quando eu morava ainda em Foz do Iguaçu e eu me identifiquei demais com as bandas do álbum ‘Rock Grande do Sul’ de 1996, uma coletânea que tinha TNT, Replicantes, Garotos da Rua, DeFalla e Engenheiros do Hawaii. Tinha um jeito diferente que me chamou a atenção e eu somente fui entender mesmo quando me mudei pra Porto Alegre em 1988. Essa mudança não foi casual, eu fui pra lá quando decidi ser baterista e acreditava que teria mais oportunidades. Meu objetivo era me enturmar e entrar em alguma dessas bandas. Depois veio uma cena nova e eu estava sempre no backstage, indo nos estúdios, estava no meio mas nunca tive uma banda decente. Um tempo depois entrei na Spartacus, que foi a minha banda mais legal na época e fiquei até 92. Depois tive uma banda de metal, a Ecos do Silêncio, que eram mais novos que eu e tínhamos objetivos diferentes. Depois comecei a tocar em uma banda instrumental e a coisa não ia pra frente. Toquei muito em bandas covers também e a principal foi a ‘Hora H’ de São Leopoldo, que a gente tocou muito nos roteiros de bares de Porto Alegre. Toquei na Lucas Scariotys, mas não deu certo porque os caras eram muito loucos e eu sempre fui muito disciplinado. Sou "caxias" como a gente fala nos pampas!

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Foto: Divulgação Aquiles Priester

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Revista Freak: E aí surgiu a Hangar que existe até hoje, certo?

Aquiles Priester: Isso aconteceu depois de 94, eu estava traçando um paralelo com a história do meu ídolo Steve Harris que com 24 anos ele já estava gravando o álbum Killers e vi que eu estava muito atrasado, meio que desisti da música e fui trabalhar em uma empresa de autopeças para carros, agarrei a chance e cresci muito ali, melhorei de vida, com planos de casar, e estava sentindo falta de ter a minha banda de metal e então fiz o Hangar. Ensaiávamos 8 horas por dia e comecei a melhorar meus dois bumbos, comprei um pedal DW 5000 que era o melhor que tinha para tocar dois bumbos e tocávamos o dia todo, num estúdio que fizemos. Era muito bom, cresci muito como músico e fiquei um mês tocando dois bumbos o dia todo.

Revista Freak: Essa disciplina que te trouxe o resultado de ser um dos maiores bateristas do mundo!

Aquiles Priester: Aqui em Los Angeles a gente acaba encontrando pessoas que você não teria acesso morando no Brasil e foi assim que eu consegui a ‘gig’ com o W.A.S.P.. Eles estavam procurando baterista e quando me mudei pra LA avisei todos meus patrocinadores, uma das pessoas que trabalha na marca de ferragens que eu uso, a Gibraltar, me indicou ao Doug Blair, guitarrista da banda. O Doug mandou uns vídeos meus pro baixista e Blackie Lawless e eles acharam interessante só que quiseram diminuir o tamanho da minha batera. Quando você tem acesso à falar com esses caras que estão no mercado há 40 anos, falar sobre disciplina, sobre como ele vê o mercado musical, é que você perebe que eu estava certo o tempo todo. As pessoas que não me entendiam porque não queriam a mesma coisa que eu.

Revista Freak: Eu preciso confessar que de todas as bandas que você toca, W.A.S.P é a minha preferida. Como foi tocar com o Blackie Lawless?

Aquiles Priester: Eles são muito profissionais! Quando está definido que você vai fazer a tour, têm 3 etapas de ensaio. Eles mandam o repertório, depois de praticar sozinho tocamos eu e o baixista pra depois juntar com o guitarrista. Por último tocamos em um estúdio maior com o Blackie já com o equipamento e layout do show. É tudo muito ensaiado e como se fosse um show.

Foto: Divulgação Aquiles Priester
Foto: Divulgação Aquiles Priester

Revista Freak: E aquela audição com o pessoal do Dream Theater? Ali só tinha fera!

Aquiles Priester: Foi uma oportunidade muito grande para todos os bateristas que estavam ali, me abriu muitas portas, até para conseguir meu Green Card. Tirei muito proveito daquilo, mas eu sabia que eu não era o batera certo para aquela ‘gig’ porque eu não sou técnico para tocar prog metal como os outros que eram especialistas nisso. Era difícil até para quem estava acostumado com isso e o próprio Petrucci falou que teve que escrever e praticar porque o Jordan tinha feito algo realmente muito difícil. Se tivessem mandando uma música nova, sem nada, só click e guitarra, pra mostrar o que o baterista teria pra trazer pra banda, seria diferente, poderiam comparar os estilos dos bateras e me daria tempo de preparar algo pra tocar. O Jordan veio me cumprimentar e recebi um elogio deles falando que a minha versão da música foi a melhor em anos, mas isso não aparece no vídeo porque não interessa falar do baterista que não foi escolhido. Eles foram muito legais comigo, tudo que foi acordado entre nós foi cumprido, se eu errei acho justo que mostrem. Para mim o mais importante foi a forma como fui tratado e foi uma tremenda oportunidade. Fui o único brasileiro a fazer esse teste e depois encontrei muitos bateras em turnês que me falaram que ter sido um dos 7 bateristas chamados para a audição já foi uma grande honra porque eles nem foram chamados! Depois o Petrucci que me indicou à tocar com o Tony MacAlpine dizendo que eu seria o cara certo para o estilo de som dele.

Revista Freak: E sua rápida passagem pelo Primal Fear?

Aquiles Priester: Foi muito legal, não fiquei muito tempo na banda porque o cachê da banda não justificava um cara voando de São Paulo para Frankfurt, ficava muito caro e eu entendi perfeitamente.

Confira a entrevista na íntegra no link abaixo:
https://revistafreak.com/o-baterista-aquiles-priester-fala-e...

FONTE: Revista Freak
https://revistafreak.com/o-baterista-aquiles-priester-fala-e...

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