Iron Maiden: merchandising da banda funciona "bem até demais", diz Adrian Smith
Por Igor Miranda
Postado em 30 de outubro de 2020
Você, certamente, já viu por aí alguma pessoa com camiseta do Iron Maiden que não gostava da banda ou nem mesmo a conhecia. A linha de produtos do grupo vai além do vestuário e adota até o segmento de cervejas, em uma tacada que deixaria o marqueteiro Gene Simmons (Kiss) com inveja.
O guitarrista Adrian Smith reconheceu, em entrevista à Metal Hammer, que o Iron Maiden estabeleceu-se "bem até demais" como uma marca, que transcende seus integrantes. Para isso, ele avaliou os pontos positivos e negativos relacionados ao produtos de merchandising da banda.
"Não importa aonde vamos, sempre vemos nossos produtos de merchandising por perto. Uma coisa ótima sobre essa banda é que levamos a música para as pessoas, onde quer que isso nos leve. Fazer isso significa que as pessoas também ficarão com você", disse.
Ele, então, completa: "Dito isso, já passei por pessoas com camisetas da banda que nem faziam ideia de quem eu era! Acho que nosso merchandising funciona um pouco bem demais".
Em seguida, Adrian se recordou de uma história de quando saiu para pescar com o pai dele na Irlanda. "A notícia se espalhou no vilarejo local e uns garotos apareceram com camisetas do Eddie, nos observando de longe por um tempo. Fui até lá e eles pediram autógrafos. Assim que comecei a assinar, duas freiras apareceram! Elas olharam para o álbum, olham para mim e acharam hilário", afirmou, aos risos.
O guitarrista apontou que o lado mais negativo da fama em geral está em ter que sair com escoltas policiais. "Em locais como Itália e México, as escoltas policiais eram um pouco... entusiasmadas. Demais, até. As pessoas acham glamouroso sair de escolta, mas é estressante, especialmente quando você fica um pouco enjoado de se estar no carro e seu motorista pensa que está em um filme de ação, dirigindo a 160 km/h com óculos de sol", disse.
Além desse ponto, Smith apontou que, durante o processo para se tornar um músico famoso, abdica-se de muitas atividades prazerosas. "Quando eu tinha 15 anos, parei de pescar e de assistir futebol - era fanático pelo Manchester United. Pensei que, para ser um músico, precisaria me dedicar. Só voltei a pescar depois que entrei para o Iron Maiden, no início dos anos 80, especialmente porque era uma das primeiras coisas que Clive Burr (baterista) e eu conversávamos. Saíamos para pescar junto de Dave Murray (guitarrista), pois como eu já estava no caminho certo na música, precisava retomar as coisas que eu amava", comentou.
Apesar disso, não há planos para o Iron Maiden encerrar suas atividades, pois os músicos querem "fazer coisas que não foram feitas antes" por eles. "É como pescar. Sempre há peixes maiores e novos locais para explorar. É o que me mantém na ativa. Isso e coisas como poder jogar tênis com Steve Harris (baixista) para me manter em forma", afirmou.
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