Doro Pesch: ela já recusou oferta para fazer fotos para a revista Playboy
Por Igor Miranda
Postado em 03 de dezembro de 2020
Doro Pesch já disse "não" uma oferta para fazer um ensaio fotográfico à "Playboy", famosa revista de entretenimento adulto, com imagens de mulheres nuas e seminuas. A revelação foi feita pela própria cantora, em entrevista ao podcast "Aftershocks".
Durante o bate-papo, transcrito pelo Blabbermouth, Doro foi perguntada, de início, sobre a sua abordagem visual ao longo da carreira. A vocalista nunca apostou no apelo sexual para fazer mais sucesso na música.
"Sempre segui meu coração. Sempre fiz o que achei correto. E achei que ser sexy demais não seria eu. Gosto de coisas naturais, mais fortes, como um sex appeal mais natural. Gosto do usar couro preto, que não é mais couro de verdade pois amo os animais, mas veste bem", declarou.
Em seguida, a cantora alemã destacou que já precisou, algumas vezes, entrar em embates para ter o visual que desejava. Logo ao assinar contrato com uma gravadora americana, executivos diziam que ela precisaria ser "mais sexy" e que sua música não poderia ser "tão metal". "Disse 'não'. Para mim, o metal é ter liberdade para fazer o que quiser e ser você mesmo", disse.
Doro Pesch, então, contou ter recebido, no passado, uma oferta para fazer um ensaio fotográfico para a "Playboy". "Uma vez, era uma agência, quando eu era mais jovem, e a 'Playboy' ligou. Eles falaram que queriam fazer uma boa sessão de fotos comigo. De imediato, falei 'não'. Todos ficaram de queixo caído, pois acharam que seria muito dinheiro e todos querem uma parte disso. Recusei e falei que jamais faria isso. Outras pessoas fazem isso melhor, está ótimo. Não sou desse tipo. Amo meus fãs, amo o metal, amo a música e amo coisas mais reais", afirmou.
Em 1998, mesmo com mais de uma década de carreira, a cantora recebeu outra sugestão ligada a visual. "Quando fiz o álbum 'Love Me In Black' ('Me ame no escuro', em tradução livre para o português), disseram: 'ok, você quer colocar esse título, então você deve cortar o cabelo e tingir de preto'. Eu falei: 'o quê?'. Eu gosto de ser como sou. Eu me sinto assim. Não sou uma palhaça da moda. Falaram para eu mudar outra coisa para esse disco e eu falei que não. No fim das contas, esse álbum nunca foi lançado nos Estados Unidos e eu fiquei triste. Mas os fãs mais dedicados têm todos os meus discos, até os importados caros", disse.
Por fim, Doro Pesch concluiu: "Às vezes, você precisa decidir quem você vai ser, mas tem que aceitar as consequências. Está tudo bem, desde que eu possa viver comigo mesma. Posso sempre dizer: amo os fãs e nunca faria nada para colocar em risco essa grande e profunda conexão".
A entrevista pode ser conferida na íntegra, em inglês e sem legendas, a seguir.
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