Geoff Tate: vocalista diz que limitação do pensamento pode levar ao fascismo
Por Mateus Ribeiro
Postado em 24 de março de 2021
O grande vocalista Geoff Tate, famoso pelo seu trabalho como vocalista do QUEENSRYCHE, recentemente foi entrevistado por Anne Erickson, da Audio Ink Radio. Durante a entrevista, que teve trechos e publicados pelo site Blabbermouth, ele falou sobre vários assuntos, inclusive sobre a sua ex- banda (algo que ele deve fazer em todas as entrevistas).
Tate foi questionado sobre a importância do QUEENSRYCHE no metal progressivo e não foi nada modesto na resposta. "Bem, vou colocar desta forma: não havia um gênero chamado metal progressivo antes de nós. Que tal isso? [Risos]", respondeu o confiante ícone do prog metal.
Na sequência, o talentoso vocalista disse que não é fã de gêneros, estilos ou rótulos e explica as razões para isso. "Na verdade, eu sou meio contra [a classificação por]gêneros. Nunca fui fã de estipular gêneros ou colocar músicas de artistas em caixinhas. Realmente, isso tem apenas um propósito, que é vender, sabe? O perigo de colocar uma banda ou um artista em uma caixa como essa é que os fãs têm expectativas com base nessa caixinha . E muitas vezes, se você sair dessa caixa ou colocar seu dedo do pé fora dessa caixa, você será massivamente criticado e não será aceito, porque 'isso não é metal progressivo' ou 'isso não é metal' ou 'isso não é hip-hop’, disse o consciente Tate.
O músico experiente continuou falando sobre os perigos de se colocar limites não apenas na arte, mas também, no pensamento alheio. "Todo mundo coloca suas limitações sobre o que a arte pode ser, e esse é um precedente perigoso que se abre. É uma atitude perigosa quando você começa a limitar o pensamento, ou tenta limitar o pensamento das pessoas, e é aí que você entra no fascismo e, em última análise, monarquias e esse tipo de coisa".
Atualmente, Tate segue em carreira solo, além de ser o vocalista das bandas OPERATION:MINDCRIME e SWEET OBLIVION. O frontman se tornou integrante do QUEENSRYCHE em 1982 e ficou no grupo até 2012. Durante o tempo que esteve com a banda, gravou grandes discos, com destaque para os excelentes "Rage For Order" (1986), "Operation: Mindcrime" (1988) e "Empire" (1990). Após a sua saída, a banda anunciou Todd La Torre como vocalista.
FONTE: Blabbermouth
https://www.blabbermouth.net/news/geoff-tate-there-wasnt-a-progressive-metal-genre-before-queensryche/
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música gravada pelo Iron Maiden que foi uma "dor de cabeça" para Paul Di'Anno
O álbum mais vendido da história e que nunca chegou ao primeiro lugar das paradas
O clássico absoluto do Metallica cuja introdução foi inspirada em uma música do Venom
10 discos de heavy metal lançados de 1970 a 1993 que são essenciais, segundo o CRH
Pastor que "inspirou" Iron Maiden, Genesis e Ozzy Osbourne morre aos 86 anos
A música do Guns N' Roses que nasceu diferente das outras, segundo Duff McKagan
Bangers Open Air 2027 define data para anúncio do lineup completo
Por que Angra não chamou Marco Antunes de volta, segundo Rafael Bittencourt
A música do Exodus que tem uma homenagem a Eddie Van Halen
Os 5 melhores discos do Metallica, segundo o Classic Rock History
"Não consigo mais fazer isso"; a cruel frase que Freddie Mercury disse a Brian May
Randy Blythe não foi avisado sobre mudança de logotipo do Lamb of God
James Hetfield beija a noiva Adriana Gillett durante jogo do Las Vegas Raiders
Os dois clássicos do rock que Ian Anderson do Jethro Tull acha genéricos demais
Cinco músicas que viraram grandes sucessos mesmo sem terem sido feitas para isso


"Estou velho": Geoff Tate explica decisão de abandonar "Operation Mindcrime"
O melhor álbum e música do Heavy Metal de cada ano dos anos 1980, segundo a Loudwire
O livro dos anos 1970 que inspirou "Silent Lucidity", do Queensryche
5 músicas de metal que todo mundo conhece, mas quase ninguém sabe do que falam
O clássico do Megadeth que teve inspiração dos Beatles, Queensryche e sushi
"As I Am", do Dream Theater, foi inspirada em tour "irritante" ao lado do Queensryche


