Richie Kotzen: como ele, grande fã de Iron Maiden, começou trabalho com Adrian Smith
Por Igor Miranda
Fonte: IgorMiranda.com.br
Postado em 07 de abril de 2021
Os fãs de hard rock e heavy metal se surpreenderam com o anúncio da parceria Smith/Kotzen, com os guitarristas Adrian Smith (Iron Maiden) e Richie Kotzen (The Winery Dogs, ex-Poison, ex-Mr. Big, solo). Os dois músicos demonstraram muito entrosamento no primeiro álbum do projeto, homônimo e já disponível, mas seus backgrounds são um pouco diferentes.
Smith, britânico nascido em 1957, é guitarrista do Iron Maiden e traz uma abordagem melódica interessante ao heavy metal frenético da banda. Também assume os vocais dos projetos paralelos com os quais se envolve, como o ASaP.
Kotzen, americano que chegou ao mundo em 1970, surgiu como um guitarrista shredder no fim da década de 80, mas logo mostrou ser mais do que isso em sua carreira solo e nas passagens pelo Poison e Mr. Big: também grande vocalista, é muito influenciado pela música negra dos Estados Unidos.
Como dois músicos de idades, origens e backgrounds artísticos um tanto diferentes, ainda que dentro do rock, se juntaram para esse novo projeto? Em entrevista exclusiva a IgorMiranda.com.br, Richie Kotzen revela ser praticamente vizinho de Adrian Smith, o que facilitou a criação do Smith/Kotzen.
"Somos amigos e vivemos na mesma vizinhança há algum tempo. Sempre que ele vem para a Califórnia, nos encontramos para jantar juntos e coisas do tipo. Além disso, ele tem um cômodo em casa para jams. Geralmente, acabamos nos juntando com outras pessoas para tocar. Mais recentemente, alguém sugeriu que a gente tentasse compor músicas juntos. Achamos uma ótima ideia e decidimos tentar", afirmou.
Kotzen definiu a parceria com Smith como uma "experiência natural". "Foi uma experiência tão natural que nem precisou de tanto esforço para dar certo. Cresci como fã do Iron Maiden, então estava muito empolgado com toda a situação. As jams com Adrian mostravam que estávamos nos dando bem e que tínhamos o mesmo gosto por música, seja pelo classic rock, seja pelo blues. Então, acabamos combinando nesse sentido e não precisamos forçar para que as coisas fluíssem. Por exemplo: ele trazia um riff, eu apresentava um refrão, ele fazia uma ponte e ficávamos nesse bate-bola", contou.
A entrevista completa de Richie Kotzen, que compartilha vários detalhes sobre o projeto Smith/Kotzen, pode ser lida em IgorMiranda.com.br.
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