Fernanda Lira: hoje na Crypta, ela conta por que não foi fácil sair da Nervosa
Por Igor Miranda
Postado em 10 de junho de 2021
A vocalista e baixista Fernanda Lira falou sobre a transição entre a saída da Nervosa e a consolidação da Crypta, inicialmente criada como uma banda paralela, em entrevista ao Metal Injection.
A frontwoman destacou que a Crypta, cujo álbum de estreia "Echoes of the Soul" será lançado nesta sexta-feira (11), foi iniciada entre maio e junho de 2019, quando ela e a baterista Luana Dametto ainda estavam na Nervosa. A ideia era trabalhar com o projeto apenas nos intervalos entre compromissos da banda principal.
"A Crypta definitivamente nasceu como projeto paralelo. Era 100% planejado como paralelo. Quando a criamos em maio ou junho de 2019, ainda estávamos na Nervosa e eu ainda estava muito focada na Nervosa. Claro, sou muito intensa. Tudo o que faço, gosto de fazer de forma intensa. No fim das contas, eu adoraria gravar um álbum com a Crypta e fazer turnê, mas apenas entre compromissos da Nervosa e tudo o mais", disse.
Em seguida, Fernanda destacou que a relação na Nervosa "já estava um pouco tensa", mas não houve uma grande motivação para que ela e Luana deixassem a banda. "Estava um pouco desgastado naquele momento. Nada extraordinário aconteceu. Estava apenas desgastado, como qualquer outro relacionamento. Acontece com amizades e casamentos, era apenas algo normal", afirmou.
Apesar dessa tensão na Nervosa, a Crypta nasceu, segundo Fernanda, de um desejo inicial de Luana Dametto em voltar a tocar death metal. "Ela é uma baterista de death metal e sentia falta de tocar isso. Ela falava que queria muito tocar death metal, que queria ter um projeto paralelo, e perguntou se eu não queria fazer algo junto. Eu, pessoalmente, achei que seria saudável, seria revigorante ter um projeto paralelo", contou.
"Nervosa era minha banda dos sonhos"
Ainda durante a entrevista, Fernanda Lira comentou que, antes, entendia que a existência de um projeto paralelo, com uma "saída criativa diferente", ajudaria a melhorar a situação na Nervosa, sua banda principal. "Essa era a ideia. Mas no fim, quando tudo aconteceu e eu tive que sair do Nervosa, foi muito reconfortante ter a Crypta lá, porque quando eu deixei a banda, eu estava emocionalmente muito mal", afirmou.
A musicista definiu a Nervosa como sua "banda dos sonhos", por isso, ficou tão chateada por ter de sair. "Era a minha banda dos sonhos. Era o projeto no qual eu estava trabalhando por quase uma década e fez com que tantas coisas acontecessem. Portanto, deixar isso para trás não foi fácil", comentou.
Embora não estivesse sentindo-se bem por sair da Nervosa, Fernanda contou que a existência da Crypta a reconfortou, já que não teria de começar algo do zero. "Definitivamente, acho que não teria impulso emocional para começar do zero. Mas como a banda já estava rolando, foi motivador para mim. Se a banda não estivesse lá, seria muito difícil. Acho que teria demorado muito mais para eu voltar à minha carreira musical", concluiu.
A entrevista de Fernanda Lira pode ser lida na íntegra, em inglês, no Metal Injection.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O disco que define o metal, na opinião de Amy Lee, vocalista do Evanescence
O melhor álbum de metal de todos os tempos, segundo Gary Holt do Exodus
O álbum dos Beatles que contou com participação de Jimmy Page na guitarra
Daniel Erlandsson comenta a "treta" entre Kiko Loureiro e o Arch Enemy
Guitarristas querem incluir músicas raras nos próximos shows do Judas Priest
AC/DC chama público argentino de "melhor do mundo", segundo Brian Johnson
Marcelo Bonfá explica fim de projeto com Dado Villa-Lobos
Baterista do Arch Enemy afirma que saída de Alissa White-Gluz não foi uma surpresa
Nevermore estreia nova formação em show na Turquia; veja setlist e vídeos
A banda nova de metal que Bruno Valverde está ouvindo: "Eles são diferenciados"
Vocalista admite ter pedido demissão do Journey antes da atual turnê
Max Cavalera revela o maior mal-entendido sobre sua saída do Sepultura
A pior música de "Appetite for Destruction", de acordo com o Loudwire
O melhor disco de música pesada dos anos 1980, segundo o Loudwire
Tecladista admite ter mentido de propósito sobre reunião do Journey com Steve Perry


Prika Amaral explica por que a Nervosa precisou sair do Brasil
Prika Amaral: "Eu definiria a Nervosa como luta pela mulher no Metal"
Rock in Rio anuncia lineup dos palcos principais nas duas noites voltadas ao rock
Quinze bandas brasileiras de Rock e Metal com mulheres na formação que merecem sua atenção
O Big Four do heavy metal brasileiro, de acordo com Mateus Ribeiro
A curiosa reação de Prika Amaral ao ouvir a voz de Lemmy Kilmister pela primeira vez
A missão de treinar a nova cantora da Nervosa: o trabalho de Mayara Puertas com Prika
O momento preciso que fez Fernanda Lira perceber que precisava sair da Nervosa


