Dream Theater: Dr. Kevin Moore
Por Aleph Neutro
Postado em 01 de junho de 2021
Kevin Moore foi o primeiro tecladista do Dream Theater, e é creditado como um dos melhores compositores que já passou pelo grupo.
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Sua saída da banda é algo que nem mesmo os próprios remanescentes souberam explicar direito, porque o tecladista sempre teve uma personalidade introspectiva e reclusa, tanto que, desde que deixou o Dream Theater, esteve em dois projetos musicais (OSI e Chroma Key), mas nunca pareceu fazer questão de estar no meio do turbilhão de popularidade que tem sido a carreira Dream Theater.
Enquanto o Dream Theater interage constantemente com seus fãs, mesmo antes da internet, Kevin Moore pareceu ir no caminho completamente oposto, fazendo questão de separar a sua vida de seu trabalho. Toda a vida de Moore após o Dream Theater era um completo mistério.
Morou por uns tempos na Costa Rica, em países do Leste Europeu, e na Turquia. Depois do Dream Theater, passou a ter predileção por tocar em lugares pequenos, o que deixa uma certa evidência de que a razão de sua saída era, provavelmente, a incompatibilidade com a vida de rockstar que seus antigos amigos sonhavam em ter.
Jim Matheos (FATES WARNING) foi um parceiro de longa data de Moore, nos projetos OSI e em trabalhos solo do tecladista. Em uma entrevista datada de 2013, Ray Alder (FATES WARNING, ex-Redemption) respondeu diversas perguntas dos fãs, dentre elas, sobre o paradeiro de Moore. Quando perguntado se o ex-Dream Theater ainda morava na Turquia, Alder respondeu: "ele está nos EUA agora; ele vai se tornar um médico. Ele está no terceiro ano de medicina".
Durante um tempo os fãs duvidavam de que isso fosse verdade. Mas eis que em uma postagem do Reddit, a informação se confirma.
Num mundo repleto de egocentrismo, turbulência e desespero por atenção, como costuma ser o universo da música, Kevin Moore opta pela calmaria e por viver com os pés no chão, sem medo de seguir em frente e sem necessidade de se apegar a glórias de um passado que ele nunca quis viver.
Em diversas entrevistas, John Petrucci expressa a saudade que tem do amigo de infância, e que eles raramente conseguem se falar. Segundo ele, quando o Dream Theater encerrou a pequena turnê do Images and Words (1992-1993), e estavam iniciando as gravações para o Awake (1994), Kevin Moore havia simplesmente mudado: ele estava distante e parecia não querer mais se envolver com a banda. John Petrucci, com o tempo, conseguiu perdoar o amigo. Mike Portnoy, por outro lado, parece ter demorado mais pra seguir em frente, sendo que, em um comentário de DVD de 2006, do show Score, ele parece se referir ao assunto com mágoa.
Pelas letras de Moore percebe-se, de verdade, um nível de maturidade e entendimento pela vida que os colegas, talvez por causa do excitamento pela incrível carreira que almejavam, não conseguiam entender onde a mente e a alma de Kevin Moore estavam. A incompatibilidade era apenas uma questão de tempo, e assim parece ser a vida, e ninguém consegue explicar porque, de repente, pessoas que são nossos amigos, decidem seguir seus próprios caminhos. Só nos resta, com certa amargura, respeitar.
Dream Theater - Space-Dye Vest
(...)
Não há ninguém para assumir a culpa por mim
Se eles quisessem
Não há nada para me manter são
e nada faz diferença pra você
Não tenho mais nenhum objetivo
então estou por todo lugar
Nunca chegue perto de mim de novo
Você realmente acha que preciso de você?
Nunca mais me abrirei,
Eu jamais poderei me abrir.
Nunca mais me abrirei,
Eu jamais poderei me abrir.
E eu sorrirei e aprenderei a fingir.
Nunca mais me abrirei de novo
E eu não terei mais sonhos para defender
Nunca mais me abrirei
FONTES:
https://www.trinityhealth.org/providers/kevin-moore/
http://deadrhetoric.com/features/fates-warning-quite-a-bit-left-to-say/
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