1914: histórias da Primeira Guerra Mundial com vocal do Paradise Lost em novo single
Por Emanuel Seagal
Postado em 20 de agosto de 2021
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A banda ucraniana 1914 continua a refletir sobre as histórias horríveis da Primeira Guerra Mundial, o destino de seus soldados, sua morte, medo e feitos inesquecíveis, e lançarão sua nova obra, "Where Fear and Weapons Meet" (Onde o Medo e as Armas se Encontram), no dia 22 de outubro pela Napalm Records.
Suas onze faixas históricas seguem o segundo álbum do grupo, "The Blind Leading the Blind", lançado em 2018 e o disco de estreia, "Eschatology of War", de 2015, ambos aclamados pelos críticos, e criam uma variedade sofisticada de brutal death metal acentuado por paisagens sonoras dramáticas e realistas e melodias inquietantes temperadas com a abordagem do sludge e do doom.
O primeiro single "... And a Cross Now Marks His Place" marca um destaque absoluto, já que apresenta ninguém menos que o ícone do Paradise Lost, Nick Holmes, cuja voz se combina com os vocais do idealizador do 1914, Hptm. Ditmar Kumarberg (9. Westpreußisches Infanterie-Regiment Nr. 176).
Hptm. Ditmar Kumarberg comentou: "A história por trás de "... And a Cross Now Marks His Place" me atingiu em cheio: esta é a carta real, escrita à mão pelo oficial britânico para a mãe de um soldado que morreu em combate. Este não era um formulário padrão enviado aos milhares, mas sim uma mensagem pessoal. Ele descreve a forma como o filho dela morreu, diz palavras de consolo e enfatiza o orgulho da Coroa dele, outra vítima do massacre entre Impérios."
Assista no player abaixo o lyric video da faixa "...And a Cross Now Marks His Place", que conta com Nick Holmes (Paradise Lost).
Como a Primeira Guerra Mundial, o álbum começa na Sérvia e continua na primeira faixa pela perspectiva de Gavrilo Princip, que assassinou o arquiduque austríaco Franz Ferdinand e sua esposa em 28 de junho de 1914 em Sarajevo e causou a explosão da Primeira Guerra Mundial. O que acontece a seguir é uma análise intensa e profunda de eventos históricos, por exemplo a Batalha de Vimy, páginas vergonhosas da história do Império Britânico na faixa "Coward" com Sasha Boole (Me And That Man), a Batalha de Messines em "Pillars of Fire" ou no 369º regimento de infantaria, os Harlem Hellfighters, em "Don't Tread On Me". Forças autênticas como samplings sonoros de guerra transportam essas histórias ainda mais para o presente e fazem de "Where Fear and Weapons Meet" outra produção intensamente intensa e de longo alcance que concederá a 1914 uma apreciação ainda maior do que a já atribuída ao quinteto.
1914 comentou sobre o disco: "'Where Fear and Weapons Meet' continua o tema que começamos em 'The Blind Leading the Blind' - com uma grande diferença: essas são as histórias sobre esperança em que a maioria de nossos personagens estão vivos, se tornando heróis e voltando para suas casas. Sim, ainda é sobre o medo, a morte e a falta de sentido da guerra, mas a esperança é a única coisa a que o soldado se apega, e uma boa dose de sorte também. Até a capa do álbum reflete isso, o homem ferido, sangrando na trincheira, estendendo a mão para a Morte implorando por socorro, e a Morte se recusa a levá-lo. Ele merece viver.
"O álbum começa com o assassinato em Sarajevo, conduz você pelos momentos mais sangrentos da Grande Guerra e termina com o monólogo sobre um túmulo de um jovem morto em sua primeira batalha. Desta vez tivemos ainda mais dificuldade em cavar o pano de fundo histórico enquanto criamos as trilhas. Não estamos cantando as canções, estamos contando as histórias!"
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