Max Cavalera: "Não moro no Brasil, fica difícil analisar", diz sobre Bolsonaro
Por Igor Miranda
Postado em 02 de setembro de 2021
O vocalista e guitarrista Max Cavalera (Soulfly, Cavalera Conspiracy, ex-Sepultura, etc) adotou uma postura mais moderada ao ser perguntado, em entrevista à BBC Brasil, sobre o governo do presidente Jair Bolsonaro. O músico foi convidado a fazer uma nova comparação entre o mandatário nacional e Donald Trump, que esteve no comando dos Estados Unidos entre 2016 e 2020.
Em outras ocasiões, Max havia traçado paralelos entre Bolsonaro e Trump. No último mês de maio, em entrevista ao Landry.audio, ele disse: "Bolsonaro é meio que nem o Trump, apoia coisas negativas com orgulho - ele se orgulha da morte de pessoas, da destruição dos índios. É meio assustador porque ele tem orgulho dessas coisas".
Já ao podcast Scars and Guitars, em novembro do ano passado, o músico havia comentado: "Trump apenas tirou a máscara e expôs toda a feiura da América. É insano. Meu país não é melhor. Temos Bolsonaro, que é um produto da era Trump e é ainda pior. Ele só quer matar todos os índios, legalizar o assassinato e fazer a polícia ir às favelas e matar todo mundo. É um doente filho da p*ta que está no poder".
Agora, em entrevista à BBC Brasil publicada na última quarta-feira (1º), Max Cavalera foi perguntado "se continua a ver semelhanças entre os dois mandatários". Em resposta, declarou: "Eu não moro no Brasil, então para mim fica um pouco difícil de fazer uma análise".
Em seguida, ele revelou que nos Estados Unidos, país onde reside há anos, muitos fãs de Soulfly gostam de Donald Trump. "Então a gente deixa isso de lado, porque independente do gosto político, a gente tem o metal. É igual religião, que ninguém discute, porque discutir só dá m*rda", afirmou.
Max destacou que a gestão atual do presidente Joe Biden "está melhorando com certeza" os Estados Unidos. "Um lance legal dele é que ele tem a experiência de toda a vida trabalhando para o país. O Trump era meio de fora, foi uma experiência. Acho que daqui a 100 anos vamos ver essa fase aqui como uma fase sinistra, um erro de experiência. Vamos dizer: 'olha que coisa louca que a gente fez, a gente botou esse Trump para ser presidente e não deu certo'. É assim que eu vejo. E eu espero, logicamente, que no Brasil as coisas também melhorem", disse.
Em outro momento da entrevista, o frontman do Soulfly disse estar feliz com as manifestações dos indígenas contra o marco temporal para demarcação de terras, que estão ocorrendo em Brasília ao longo dos últimos dias. "Tem que respeitar a cultura indígena, que está aqui há mais de 500 anos, mais velha do que todos nós. Temos que fazer o possível para evitar que isso acabe um dia", declarou.
O bate-papo pode ser conferido, na íntegra, na BBC Brasil.
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