Tom Morello: ele revela o que tem em comum com Trumpistas que invadiram Capitólio
Por Igor Miranda
Postado em 11 de outubro de 2021
O guitarrista do Rage Against the Machine, Tom Morello, compartilhou seu ponto de vista sobre a invasão ao Capitólio americano promovida por apoiadores do ex-presidente Donald Trump no último dia 6 de janeiro.
Em entrevista ao The Guardian, o músico revelou acreditar que, naquela ocasião, o país esteve "muito perto" de um "golpe fascista". Ele destacou ainda que sempre sonhou em invadir o prédio do Congresso dos Estados Unidos, o que seria seu único ponto em comum com os apoiadores de Trump, mas que não faria isso com "terroristas brancos de direita".
"Estivemos muito perto, a um suspiro de bebê, de um golpe fascista neste país. Curiosamente, um de meus sonhos sempre foi invadir o Capitólio, mas não com um monte de terroristas brancos de direita, sabe? A parte mais feia é como eles cooptaram a ideia de se posicionar. [...] Não pode haver nenhuma nuance, tipo: 'sim, a Big Pharma (teoria da conspiração) é horrível, mas vacinar-se para salvar sua avó é bom'. É uma versão emburrecida da resistência", afirmou.
Ainda durante o bate-papo, Morello afirma que os apoiadores de Trump não têm culpa de terem sido "ferrados pela oligarquia" por décadas, mas que é necessário "encontrar uma forma de se opor às coisas que destroem o planeta e fazer a vida dos trabalhadores atuais serem piores do que a de seus pais".
"A pobreza e a fome matam, juntas, mais pessoas do que qualquer outra coisa no mundo - e são problemas causados pelos humanos. São coisas sobre as quais precisamos nos aprofundar, em vez de de sermos desviados por esses animadores de circo", disse.
Também ao longo da entrevista, o guitarrista do Rage Against the Machine disse que "não há explicação para a estupidez" ao comentar sobre um grupo em apoio a Donald Trump que usou a música "Killing in the Name", de sua banda, em um protesto na Filadélfia. O artista aponta que outros hinos de esquerda foram distorcidos por "bobos" que os cantam em eventos conservadores.
"Há uma longa lista de hinos de esquerda radical que são mal compreendidos por bozos que os cantam em eventos assim, de 'This Land is Your Land' (Woody Guthrie) a 'Born in the USA' (Bruce Springsteen) e 'Imagine' (John Lennon). Essas pessoas não têm ideia sobre o que estão cantando", declarou.
Ele completa: "A única coisa que digo nesses casos é que há um poder na música que lança uma ampla rede. Isso é bom, não ruim. Nessa rede, há bobos da extrema-direita, mas também há pessoas que nunca consideraram as ideias daquela música e são forçadas a considerá-las, pois o rock and roll é ótimo. Você pode colocar uma batida em uma palestra de Noam Chomsky - ninguém quer isso, mas não haverá dúvidas sobre o conteúdo - ou pode fazer músicas atraentes".
Tom Morello lança, nesta sexta-feira (15), um novo álbum solo intitulado "The Atlas Underground Fire". O trabalho tem participações de Eddie Vedder, Bruce Springsteen, Bring Me The Horizon, Chris Stapleton, entre outros.
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